Novo álbum de Lelé Alves: a plenitude entre guitarras e meditação

Lelé Alves

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Poucas mulheres no Brasil trilham caminhos tão duradouros na New Age, gênero que respira silêncio, escuta e contemplação. A potiguar Lelé Alves é uma dessas raras artistas. Sua música nasceu do encontro entre o som instrumental, elementos do rock progressivo, o sopro leve do jazz e a quietude cultivada na meditação.

É nesse espírito que a artista apresenta seu novo álbum nesta quinta-feira (2/10), data que celebra o Dia Internacional da Não-Violência e o nascimento de Mahatma Gandhi. O lançamento chega às plataformas digitais e ao canal Mudernage, no YouTube, que também trará a audiodescrição da capa, realizada pela Valoz Engenharia, para que a imagem possa ser sentida além do olhar.

Gravado no estúdio Ícone-Mudernage em Ponta Negra (Natal-RN), o álbum percorre dez composições autorais, revelando paisagens sonoras que convidam à pausa e ao recolhimento. A capa, assinada pelo jornalista e fotógrafo Flávio Rezende, é como uma janela para esse universo. O projeto reúne ainda a sutileza das percussões de Edimar Rocha, o diálogo do contrabaixo de Paolo Araújo e a coordenação da própria Lelé Alves.

CAMINHO DO AUTOCONHECIMENTO

Além do som de sua guitarra, Lelé explorou timbres de flautas, oboés e sons eletrônicos gerados em sintetizador acoplado à guitarra, criando texturas etéreas que sustentam o clima meditativo do disco. “É um disco de tranquilidade e equilíbrio. A proposta é oferecer ao ouvinte uma experiência introspectiva”, explica a artista.

Influenciada pela filosofia oriental e por vivências na Índia, Lelé Alves transformou a música em instrumento de autoconhecimento e equilíbrio. Sua obra se insere no cenário nacional por criar uma linguagem singular que conecta espiritualidade e experimentação sonora, oferecendo uma experiência contemplativa ao ouvinte.

TRAJETÓRIA

Nascida em Natal (RN), no bairro do Alecrim, Lenilza Alves da Silva soma mais de cinco décadas dedicadas à música. Em 1979, estreou com o espetáculo Estrela D’Alva, no Teatro Alberto Maranhão. Em 1982, ganhou projeção nacional ao chegar à final do Festival MPB Shell, produzido pela Rede Globo, interpretando Anjo de autoria de Enoch Domingos.

Estudou com os mestres da música brasileira Ian Guest, Almir Chediak e Joca Costa, colaborou na produção de songbooks de grandes nomes da MPB e construiu uma discografia autoral de oito discos (seis independentes e dois pela gravadora Polygram).

PNAB

“Plenitude” foi contemplado e executado pelo Edital de Fomento à Música nº 12/2024 – PNAB-RN (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura) e realizado pelo Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e da Fundação José Augusto, com recursos do Governo Federal, via Ministério da Cultura e Sistema Nacional de Cultura.

AS FAIXAS

Virtudes” – Sintetizadores acionados por guitarras se entendem tão bem que parecem velhos parceiros de estrada. Tem um quê de rock progressivo, só que mais zen.

Plenitude” – Minimalista, feita de guitarra dedilhada e camadas de sintetizador. Dá a sensação de que, por um instante, está tudo no lugar certo. Não à toa, batizou o álbum.

Morro do Careca” – Uma homenagem ao famoso cartão-postal de Natal. O som sobe e desce feito as dunas, com flauta, baixo, percussão e sintetizador.

Navegantes” – Trilha perfeita para quem encara a vida como uma longa travessia de barco: às vezes o mar é calmo, às vezes balança, mas a música segura a onda.

Luau” – Clima de noite de lua cheia na praia: baixo, guitarra e sintetizador entram no embalo suave do mar e lembram as velhas rodas de violão à beira-mar.

Passarada” – Aquela pausa tranquila do disco: guitarra dedilhada e flautas que soam como a amanhecer do dia.

Porto” – A faixa mais animadinha, com um suinge leve, faz reverência ao cais, lugar de esperas e reencontros.

Oceano da Natureza (Movimento II)” – Profunda e devagar, como mergulho em mar aberto. Flutuando entre as ondas.

Nuvem” – Música que não se apressa, feita de guitarra limpa e sintetizador, para ficar olhando o céu e imaginar bichos nas nuvens.

Atmosfera” – Fecha o álbum com flauta andina, harmonias circulares e percussão. Um abraço de brisas ao vento.

SERVIÇO

O QUE: Lançamento do álbum “Plenitude”, de Lelé Alves

QUANDO: 2/10/2025

ONDE: No Youtube Canal Mudernage → https://youtu.be/Qu29fF5DuGU

Nas Plataformas de Música → http://tratore.ffm.to/lelealves

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