‘Jundiá: Onde o tempo anda devagar’ chega ao público como um convite à pausa e ao olhar atento. Dirigido pelo artista potiguar Antenor Mario, o curta-documentário nasce da observação cotidiana e sensível da cidade de Jundiá, no interior do Rio Grande do Norte, revelando gestos simples, rotinas silenciosas e paisagens que costumam passar despercebidas na pressa do dia a dia. Sem narração, o filme constrói sua narrativa a partir das imagens e dos sons do ambiente, permitindo que o espectador se aproxime da cidade no seu próprio ritmo.
A obra acompanha o passar das horas, da madrugada à noite, registrando ruas, trabalhadores, crianças brincando, a feira, o preparo da comida, o movimento leve da cidade e seus intervalos de quietude. Cada cena funciona como um fragmento de memória viva, compondo um retrato afetivo de Jundiá, onde o tempo não é marcado pela urgência, mas pela repetição dos gestos e pela convivência. O filme assume um caráter contemplativo, convidando o público a observar, sentir e permanecer.
A estreia de ‘Jundiá: Onde o tempo anda devagar’ acontece nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, às 19h, em uma exibição gratuita e aberta ao público na Praça Letice Maria de Moura, no centro de Jundiá/RN. A escolha do espaço público reforça o vínculo do filme com a cidade e seus moradores, transformando a praça em um lugar de encontro entre o cinema e a comunidade que inspirou a obra.
Mais do que um registro documental, o curta propõe uma experiência sensorial. A trilha sonora discreta, somada aos sons naturais captados ao longo do filme, cria uma atmosfera que valoriza o silêncio, os ruídos do cotidiano e a cadência própria da cidade. Ao evitar explicações ou depoimentos diretos, o documentário confia na força das imagens para contar sua história, permitindo múltiplas interpretações e leituras pessoais.
Após a exibição pública, o documentário ficará disponível no YouTube, ampliando o acesso e permitindo que espectadores de outras cidades e regiões conheçam Jundiá por meio desse olhar poético. Jundiá: Onde o tempo anda devagar é, acima de tudo, um filme sobre pertencimento, memória e a beleza que existe quando se decide olhar com calma.

2 Comments
Ideia muito boa
Amei a ideia e o texto que descreve lindamente Jundiá.
Parabéns!