Cercada de mistérios, mas, ainda assim, única certeza da vida, a morte é um assunto delicado e permeado por estigmas na sociedade. O luto, por outro lado, é uma experiência universal, embora singular, que pode ser compartilhada com mais sutileza e em coletividade. É com essa atenção ao assunto, mesclando drama e comédia, que o Grupo Lupa estreia nos palcos através da peça Depois de Serena, nos dias 12 e 13 de dezembro, no Espaço Cultural Casa da Ribeira.
Na sexta-feira, 12, o espetáculo tem início às 20h, já no sábado, Depois de Serena começa às 19h. A entrada é gratuita, basta retirar os ingressos na Casa da Ribeira uma hora antes de cada sessão. A obra conta a história de quatro jovens diante da morte repentina de uma amiga, causada por um aneurisma, e os desdobramentos existenciais que sucedem o incidente. A trama explora como os jovens lidam com o acontecimento de maneira individual e como grupo, além de transitar entre temas adjacentes à morte, como doação de órgãos e o medo.
De acordo com Matheus Holanda, dramaturgo potiguar e ator da peça, Depois de Serena tem sua importância “ao tratar de um assunto tão sério como a morte, respeitando seu peso, mas também fazendo com que esse peso não impeça as pessoas de viver a vida com leveza”, defende. Ainda, Matheus declara: “No espetáculo, tratamos a morte não só na perspectiva de quem se foi, mas de quem fica. Além de trazer à tona essa conversa para o contexto jovem, lugar onde o assunto é esquecido”
Depois de Serena é o primeiro trabalho do Grupo Lupa. O espetáculo tem classificação indicativa de 14 anos e é uma realização Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Sobre o Grupo
O Grupo Lupa é uma companhia de teatro de Natal, Rio Grande do Norte, idealizado em 2022 por Luana Fontes e Paulo Demétrio, com cofundação de Bruna Morais e Matheus Holanda. O coletivo se propõe a investigar a existência humana por meio de experiências artísticas intimistas, criativas e permeadas por críticas sociais.
A companhia é construída coletivamente por artistas de diversas áreas e se dedica a apoiar e inserir novos talentos potiguares no mercado cultural, sendo um grupo que se define como um espaço de afeto, provocações e trocas constantes. O Lupa acredita em um “teatro em movimento”, atento às transformações sociais, políticas e artísticas do Brasil.
Ficha técnica
Direção: Deborah Custódio e Rubinho Rodrigues
Dramaturgia: Matheus Holanda e Paulo Demétrio
Com: Ana Nascimento, Anne Carolline, Matheus Holanda e Paulo Demétrio
Direção de Arte: Janderson Azevedo
Cenografia: Cecília Medeiros
Figurino: Bruna Morais
