Audiovisual: O litoral sul de São Paulo tem uma sereia potiguar

Badu Morais

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Conta-se que numa noite de lua, uma sereia coberta de ouro apareceu pra dois pescadores na tradicional Vila de Cananéia… Ela queria um espelho, um pente e uma fita. Assombrados com aquela imagem, os pescadores voltaram para a terra firme, quando um deles teve a ideia de capturar a sereia, sendo ela de ouro, ficariam ricos.

Reza a lenda que a sereia por ser um ser místico, descobre o plano dos dois, levanta-se sobre as águas e lança uma “maldição”, sobre Cananéia, dizendo: Cananéia nunca mais!

Esse é o mote para o novo filme da atriz e agora diretora potiguar Badu Morais, A Sombra da Sereia. O filme é co-dirigido por Humberto Bassanello e tem co-produção da Ms7Produtora, Suçuarana Filmes e
IMGcontent e foi contemplado do edital PROAC Contos e lendas.. A última etapa de filmagem deste documentário será iniciado nesta segunda.

“Ouvi essa história de um senhor, muito simpático, dono de uma loja de artesanatos o “seu Domingo”, que viria a ser um dos personagens do documentário. Ele completou a história dizendo que talvez por essa praga , Cananéia não tenha se desenvolvido, políticos foram caçados por corrupção e não haviam indústrias, como nas cidades maiores ou um grande comércio”, conta Badu.

O fato é, que Cananéia vive do mar e do turismo e na hora do almoço o comércio local baixa suas portas, as pessoas andam a pé ou de bicicleta ou se conhecem pelo nome. Cenas raras de serem vistas hoje em dia.

“Acabamos por concluir ali, que talvez, essa dita “maldição”, tenha sido na verdade, uma benção pra essa cidade com cerca de 12.500 habitantes, preservada como um dos últimos remanescentes de mata atlântica”.

Segundo a diretora, foram entrevistados diversos moradores pra conhecer melhor a importância da lenda bem como das histórias que são passadas de geração em geração, na construção da identidade daquele povo.

Badu Morais: uma atriz atrás das câmeras

Badu Morais é atriz com mais de 20 anos de experiência, versátil, já interpretou diversos personagens nos musicais e no cinema, agora, expande sua carreira numa experiência atrás das câmeras.

A Sombra da Sereia é seu primeiro documentário, porém é seu segundo filme. O primeiro, No Batente, é uma ficção rodada em Pernambuco, mas com “Ethos Potiguar”, como diz. O filme tem feito uma carreira brilhante nos festivais por onde tem passado, com prêmios de melhor direção, roteiro, ator e atriz.

Sérgio Vilar

Sérgio Vilar

Jornalista com alma de boteco ao som de Belchior

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