O filme Curta os Congos é resultante de um objetivo coletivo da Escola Popular Vir-a-Vila, de fortalecer a cultura local. A ideia de fazer um documentário que trouxesse mais elementos sobre a formação do bairro da Vila de Ponta Negra e a relação com grupos culturais tradicionais surge durante a produção do documentário “Não estamos à venda” (lançado em 2019). Informações importantíssimas sobre o grupo Congo de Calçolas e a relação afro-brasileira dadas durante entrevistas não entraram no documentário e ficou visível a necessidade de retoma-las em outro momento este tema.

Veja o filme Curta os Congos:

O filme foi idealizado por Raquel Cardozo da Silva, que lançou seu primeiro documentário em 2019, denominado “Não estamos à venda” que trata sobre a história da Vila de Ponta Negra e a expropriação imobiliária e turística na região.

Em 2020 participou da produção do documentário “Salve Natal: a cidade é nossa”, que traz um manifesto de diversos segmentos da população contrária à forma com que o Plano Diretor da Cidade estava sendo conduzido durante a pandemia do Covid-19.

Curta os Congos

No Curta os Congos, Raquel escolheu como personagem principal Mestre Pedro Correia, pesquisador orgânico da comunidade e Mestre do Grupo Congo de Calçolas há cerca de 10 anos. O roteiro do filme foi baseado em vontades, falas e sonhos de Pedro Correia.

O filme foi gravado em Ponta Negra, Rio Potengi e Pium. “Era  importante escolher lugares que fossem fieis à história passada e à memória afetiva. Para retratar a área agrícola de Ponta Negra tivemos que ir ao Pium, pois Ponta Negra já não tem essa característica predominante. Para o pôr do sol escolhemos do Rio Potengi, pois no local que queríamos fazer em Ponta Negra o sol se punha entre dois prédios”, lamenta Raquel.

Já a filmagem por traz do Morro do Careca foi possível mediante autorização da Barreira do Inferno. “Assim pudemos refazer uma cena onde antigamente o grupo dançava em dia de Reis e que hoje é proibido”, conclui.

O documentário teve o patrocínio da Prefeitura do Natal e do Governo Federal por meio da Lei Aldir Blanc. O projeto foi aprovado final do ano passado quando também teve início as gravações. Foi lançado presencialmente dia 26 de fevereiro, realizadas seis sessões com grupos reduzidos de pessoas da comunidade e dia 27 de fevereiro ficou disponível na plataforma do Youtube / Vir-A-Vila.

O “Curta os Congos” é resultado de um trabalho coletivo. Graças a uma equipe técnica responsável e comprometida.

Equipe técnica

Direção e Roteiro: Raquel Cardozo da Silva

Assistente de direção e edição: Davi Revoredo

Pesquisadores: Geraldo Barboza de Oliveira Júnior, Mestre Pedro Santos Correia e Julia Monteiro Oliveira Santos

Direção de Fotografia: Johann Jean

Cinematografia: Davi Revoredo, Johann Jean e Júlio Schwantz

Fotografia still: Caubi Matias Dantas

Técnica de som: Marina de Lourdes

Direção de Arte e figurino: Irapuan Júnior

Mixagem de Som: Paolo Araújo

Designer: Cristina Perez

Produção executiva: Carla Mariane Dantas

Assistentes de Produção: Ranah Dantas Duarte, Bubu Seabra Rezende Meira

Figurantes: José Francisco da Silva Neto, Marcos Vinicius Viana Correia, Nina Tsumbé, Saul Silva Martins, Josefa Henrique de Lima, Mestra Maria Helena Correia, Mestre Pedro de Lima, Nalva Trajano da Cruz de Lima, Almir Carlos de Lima, Cassio Carlos de Lima, Claudionor Carlos de Lima, Joao Carlos de Lima

Grupo Congo de Calçolas: Mestre Pedro Santos Correia, Mestra Maria Helena Santos Correia, José Hermínio Correia, Alfredo Antonio Ramos Lima, Grimalde Leitão da Silva, Daiane Souza dos Santos, Henrique Santos Marques Sá, José Francisco da Silva Neto, Yasmin Lopes de Souza, Dayany Souza Tomaz Calixto, Felipe dos Santos Fidelis, Marcos Vinicius Viana Correia, João Bosco Correia, João Paulo.

Entrevistados: Cassio Carlos de Lima, Joka Lima, Mestre Pedro Santos Correia, Zulima Maria Oliveira do Nascimento

Musicistas: Tiquinha Rodrigues, Ranah Dantas Duarte e Elzo da Silva Santos

Dançarina: Nimba Hadiya

Imagens de arquivo: Joka Lima, Garibaldina Cortez

Música: Bote um nisso aí / Tiquinha Rodrigues

Cordel: O centenário de tia Guigui / Paulo Varela

Link´s

Site https://vemveravila.com.br/

Intagram https://www.instagram.com/curtaoscongos/

Youyube  https://www.youtube.com/channel/UCBOUTYCjF_AVhItYWuX84eg

Facebook https://www.facebook.com/Vir-a-Vila-403072539838023

O quarto dia do Festival Livro Vivo, Cultura Viva (Flivivo) abre o leque para além da temática do livro e da leitura sem sair dela. É que poesia, seja nas estrofes dos cordéis, nas vozes estridentes dos repentistas, tem lá sua música. E a música é aquela namorada perfeita da poesia, cheia de curvas e melodias sedutoras.

A temática deste quarto e novo capítulo do festival, “Quando poesia rima com melodia”, trará intervenções entre os dois mundos, entre esse casal inseparável, com o educador e poeta cordelista José Acaci e os poemúsicos William Guedes, Wigder Vale e Mattheus Rocha.

O bate-papo começa mais uma vez às 14h com link ao vivo, que segue abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=iWz6v2E3qEw

 

A Fundação José Augusto tem preparado uma peça judicial para ingressar contra o Governo Federal para conseguir prorrogação de prazo para execução e prestação de contas dos projetos contemplados pela Lei Aldir Blanc.

A informação ainda é extra oficial e partiu de fontes ligadas ao órgão estadual. Mas a tendência é que o Governo do Rio Grande do Norte siga as diretrizes de estados como Ceará, Pará e Bahia, que conseguiram liminar junto ao STF para prorrogar esses prazos da LAB.

O Governo do Ceará foi o primeiro a mover ação contra a União. A decisão favorável concedido pela ministra Carmem Lúcia abriu precedente para outros estados da Federação fazerem o mesmo.

Na decisão, a ministra apontou que “O perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo são evidenciados pela possibilidade da União aplicar sanções ao Ceará, impactando também os profissionais da cultura, pelo descumprimento do prazo para apresentação do Relatório de Gestão Final e o de execução dos projetos ao Ministério do Turismo”.

Reiterou também que “não há perigo de irreversibilidade do efeito da decisão”, uma vez que o “Relatório de Gestão Final e o de execução dos projetos ainda deverão ser apresentados ao Ministério do Turismo, postergando-se apenas a data de entrega”.

A Fundação José Augusto (FJA) prorrogou até 30 de abril de 2021 a execução dos projetos aprovados diretamente, e para o dia 31 de maio de 2021 aprovados no Cadastro Reserva nos editais da Lei Aldir Blanc RN.

A entrega dos relatórios de prestação de contas para os contemplados diretos poderá ser realizada até o dia 5 de maio. A portaria com a prorrogação dos prazos será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta sexta-feira (16/04).

Está prorrogada até o dia 30 de abril a entrega da contrapartida, na forma de produtos físicos (livros, folhetos de cordel, revistas ou pendrive), dos projetos ligados ao Edital 03/2020 – FJA – Formação e Pesquisa – Troca de Saberes a Distância; Edital 06/2020 – FJA – Prêmio Cultura Popular de Tradição; Edital 07/2020 – FJA – Saberes, Sabores e Fazeres; Edital 09/2020 – FJA – Auxílio à Publicação de Livros, Revistas e Reportagens Culturais e Edital 11/2020-FJA – Chamada Pública para Credenciamento no Programa de Apoio Emergencial a Projetos Editoriais e Propostas de Aquisição de Livros.

Fica estabelecido o dia 31 de maio como data limite para execução e prestação de contas dos projetos contemplados no Cadastro Reserva.

Decreto Federal

A Medida Provisória 1019/2020, lançada pelo Governo Federal no dia 29 de dezembro, estendeu o prazo de execução de estados e municípios para o ano 2021.

Todavia uma das cláusulas fundamentais, que determina a data para a prestação de contas dos entes federativos (Estados e Municípios) para com o Governo Federal até o dia 30 de junho de 2021 continua vigente.

O Ministério do Turismo informou à FJA, via ofício circular, que a Secretaria Especial de Cultura estava elaborando instrumento legal para a ampliação do prazo de prestação de contas aos entes federativos para o final de 2021. No entanto, até o presente momento o decreto não foi lançado.

Projeto de Lei 795

Além do decreto, tramita no legislativo o Projeto de Lei 795/2021 que reformula a Lei Aldir Blanc visando a prorrogação dos prazos e que possibilita a Estados e Municípios executarem os recursos até o final do ano. O PL 795/2021 foi aprovado em primeira instância e atualmente encontra-se sob análise na Câmara dos Deputados.

Desta forma, o prazo para a prestação de contas dos recursos da União repassados ao Governo do RN é neste momento muito curto, refletindo, consequentemente no prazo de execução e prestação de contas dos contemplados. Fato que impede a FJA de propor prazos de execução e prestação de contas mais extensos.

Em tempo de pandemia, quando as aulas passaram a ser remotas, fez-se necessário reinventar-se com ações e projetos virtuais dinâmicos com objetivo de incentivar a leitura literária, a formação do leitor crítico e consequentemente que as famílias estivessem presentes neste processo.

Nesta troca entre família e escola, alunos e professores, a comunidade escolar do município potiguar de Lagoa Nova e outras escolas do Estado e do Brasil aprendem por meio das tecnologias a construírem saberes e desenvolverem habilidades socioemocionais, na perspectiva de aproximar leitores e escritores, mediadores de projetos de leitura com um único objetivo: Formar leitores críticos e apaixonados pelo livro.

Pessoas e livros

Nessa perspectiva, a Prefeitura Municipal de Lagoa Nova, através da sua Secretaria de Educação (Projeto Ciranda Literária), se une à Escola Municipal Edmo Pinheiro, da cidade de Parnamirim, ramificação do Projeto Rio de Leitura, e iniciam o projeto de intercâmbio literário  “Leitura Virtual: Leia de lá que eu leio de cá”, com objetivo de que os alunos possam ler virtualmente a obra de Monteiro Lobato e outras obras posteriormente, e aprenderem juntos a cidadania, com o lema do próprio escritor: “Um país se faz com homens e livros.”.

Como disse o autor, que desejava escrever livros onde as crianças pudessem morar, os dois projetos de formação de leitores se unem para realizar ações  e trocas de experiências como saraus virtuais, recitais no rádio, recontos da obra, leitura dos livros do sítio do picapau amarelo, lives, leituras em famílias e etc…

Poesia em lives

Em Lagoa Nova o projeto será desenvolvido pela salas de leitura e bibliotecas escolares e é coordenado pela poeta Paula Belmino, que também escreveu uma série de poemas inspirados na obra do homenageado. Além de leitura acontecerá uma live com apresentação dos alunos dos municípios envolvidos no projeto.

Já em Parnamirim a mediação fica a cargo de Francisca de Assis e Ana Raquel. Em São José de Mipibu as mediadoras são Ladiara Urbano e Miriam Batista.

Vídeos de leituras e poesias dos alunos e mediadoras:

https://www.youtube.com/watch?v=Lfb6UzvEP0k&t=12s

https://www.youtube.com/watch?v=arwUzt6WmiY&t=282s

https://www.youtube.com/watch?v=CdQYpn3vtJ8&t=15s

https://www.youtube.com/watch?v=bgMPEmHX7P0&t=7s

https://www.youtube.com/watch?v=zmvAnpeV6x8

https://www.youtube.com/watch?v=A3474qe2ICo&t=14s

https://www.youtube.com/watch?v=RtVY7ECCrUk&t=12s

https://www.youtube.com/watch?v=xSW2FrYPFhs&t=7s

 

O PÊSSEGO

Por si só, como fruto,
não sugere seu sabor.
Para mim que desfruto
de sua forma, sua cor,
e com mão aliciante
sinto a polpa veludosa,
não penso no gosto diante
da penugem de tons rosa.
De repente, perplexo,
vejo um ventre de mulher:
sua vulva, o morno sexo
que está a se oferecer.
O pêlo da pele beijo,
mordo a carne sumarenta,
se me acende um desejo
que não se dessedenta.
A fome da minha língua
agora está saciada,
a do desejo não míngua,
tem que ser adiada.

(Luiz Carlos Guimarães)