Como sabemos da diversidade do nosso público, pensamos nesse resgate de clássicos do cinema. Muitos deles, claro, não precisam ser exatamente resgatados — afinal, permanecem presentes no imaginário de quem os assistiu ou, ainda, fazendo parte de nossas formações.

Acontece que, nos streamings mais populares, proporcionalmente, pouco há do catálogo de antes da década de 1990.

Os anos 1970 foi a década das mais prolíficas da história do cinema. Foi nesse período que o mundo viu surgir a Nova Hollywood. E era uma turma de peso: Steven Spielberg, Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, George Lucas, Brian De Palma, Peter Bogdanovich, Michael Cimino, Paul Schrader…

Embora o movimento, para muitos teóricos, tenha iniciado em 1967, com o clássico Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas (de Arthur Penn), seu firmamento e auge foi em 1972, com a chegada de O Poderoso Chefão (de Coppola) e Essa Pequena é uma Parada (de Bogdanovich).

A Nova Hollywood criou um novo modelo de cinema, com filmes que retratam uma realidade mais crua, sendo influenciados pela arte independente de John Cassavetes e pelos trabalhos de Robert Mulligan, Penn, Robert Aldrich, Sam Peckinpah, Don Siegel, entre outros.

É verdade, de todo jeito, que a nossa lista poderia ser bem maior, pois sabemos que deixamos de fora alguns filmes muito queridos e gigantescos para o cinema. É impossível escolher apenas 10 de uma década inteira.

Mesmo assim, no campo para comentários, toda indicação será bem-vinda! Podemos ir fazendo uma espécie de corrente. Assim, mais e mais bons filmes poderão ser citados e chegar a todos.

Vamos, então, à mais uma lista de clássicos do cinema, com 10 dos melhores filmes dos anos 1970:

10. O Império dos Sentidos

Escrito e dirigido por Nagisa Ôshima, o filme é das experiências eróticas mais bem construídas do cinema. É uma narrativa apaixonada de uma mulher cujo caso com seu mestre levou a uma relação sexual obsessiva e destrutiva.

Ôshima conduz o filme com paixão e, assim sendo, só agiganta o que se passa.

Ele retrata tudo com detalhes extraordinariamente vívidos, sempre com muita beleza. É verdade que a repetição — necessária para o efeito — pode chocar alguns e entediar outros, mas há tanto para além da superfície de O Império dos Sentidos que fica impossível desconsiderar sua potência.

Ainda existe o subtexto de crítica à sociedade japonesa, que acompanha cada momento do filme — ela (essa crítica) é sutil, mas não menos poderosa que o conjunto da obra.

Sem título

9. Alien, O Oitavo Passageiro

Depois que uma nave mercante espacial recebe uma transmissão desconhecida como um pedido de socorro, um dos tripulantes é atacado por uma forma de vida misteriosa e eles logo percebem que seu ciclo de vida apenas começou.

Esse mote dá vida a um dos filmes mais emblemáticos e referenciados da história. O terror espacial de Ridley Scott vive no imaginário, tomou conta de gerações e permanece ativo com sequências que parecem não dar conta da potência do filme de 1979.

8. Inverno de Sangue em Veneza

Um casal de luto pela morte recente de sua filha está em Veneza quando encontra duas irmãs idosas, uma das quais é vidente e traz um aviso do além.

O diretor Nicolas Roeg é um gênio em preencher a tela com formas ameaçadoras. Suas composições imagéticas vão muito além da beleza; cada quadro tem a intenção de causar sensações.

A cidade de Veneza, aqui, é utilizada como nunca. O fim do outono, o início do inverno… tudo beira a perfeição em um filme íntimo e, simultaneamente, intimidador.

7. Laranja Mecânica

Stanley Kubrick é um dos maiores de todos os tempos e um dos reis das décadas de 1960 e 1970. Aqui em nossa lista, portanto, poderia estar, além de Laranja Mecânica, a obra-prima Barry Lyndon.

Por outro lado, nosso escolhido é dos filmes mais populares e comentados do perfeccionista diretor nova-iorquino.

Na história, o líder sádico de uma gangue é preso e se voluntaria para um experimento de aversão à conduta, mas não sai como planejado.

Isso é só a superfície de um filme que comenta sobre opressão, revolução, degradação humana… É uma distopia futurística, escrita pelo próprio Kubrick — adaptada do romance de Anthony Burgess — que, pouco a pouco, prova-se como uma realidade assustadora.

6. O Exorcista

É verdade que, ano após ano, o público vai se afastando desse que é um dos mais cultuados filmes de terror da história do cinema. Muito provavelmente, o medo que ele causou décadas atrás foi sendo pulverizado e os efeitos práticos foram ficando um tanto quanto datados.

Mas o poder de O Exorcista não está aí; está na direção potente de William Friedkin, que construiu um filme de gênero liderado por um drama religioso e familiar.

Existe empatia para com a pequena Regan (Linda Blair), para com sua família e para com os padres. Em resumo, é um dos maiores exemplares da história da luta do bem contra o mal, que é fadada por um sacrifício.

5. Stalker

Um dos maiores cineastas que já passaram pela terra foi bem prolífico na década de 1970. Andrei Tarkovsky poderia ter, além de Stalker, Solaris (1972), O Espelho (1975) e Pervyy den (1979) em nossa lista.

Acontece que o nosso escolhido continua sendo uma das produções mais conhecidas e reverenciadas do gênio soviético.

Não é, de forma alguma, um filme fácil: com seu ritmo sonâmbulo sendo uma desvantagem significativa em relação a outros da lista. Mas, ainda assim, o tempo proposto pela direção é necessário para o desenvolvimento da história; nunca é um fetiche, mas uma forma de alcançar a experiência plena.

Ainda, o filme tem qualidades que o tornam difícil de esquecer e, seguindo um guia que conduz dois homens por uma área conhecida como Zona para encontrar uma sala que conceda desejos, o trabalho de Tarkovsky fecha-se em uma unidade monumental.

4. Taxi Driver: Motorista de Táxi

Essa obra-prima de Martin Scorsese é tida como um dos melhores e mais completos estudos de personagem já realizados.

Tudo aqui é único e pensado no limite da perfeição. A começar pela fotografia de Michael Chapman, por exemplo, que traduz a ideia da direção deixando Nova York esverdeada ao trabalhar com a iluminação pública (dos postes mesmo) nessa direção.

Não deixou o filme com uma beleza convencional, deixou sujo como a mente contorcida do protagonista (Travis Bickle — interpretado por Robert De Niro), criando, assim, uma unidade muito coesa. Um filmaço.

3. Noite de Estreia

Uma Mulher Sob Influência (1974) seria mais óbvio ao escolher um filme do mago do cinema independente dos EUA — e do mundo. Por outro lado, Noite de Estreia vai além dos universos de sua protagonista.

O texto e a direção de John Cassavetes — que também atua aqui — não só conseguem construir um legado sólido sobre a consumação da vida pelo tempo, um estudo de personagem extremamente rico e psicologicamente destruidor, como retroalimenta a significação do que é viver sob o que se ama.

Por mais que vejamos uma mulher doente em uma luta versus ela mesma, há uma degladiação que transcende o próprio filme.

Na história, uma atriz renomada interpretada por Gena Rowlands — em uma das maiores atuações da história do cinema — oscila à beira de um colapso enquanto conta os dias para uma grande estreia na Broadway.

2. Tubarão

Tubarão é um clássico que parece sempre atual. Sendo um dos primeiros trabalhos de Steven Spielberg, o filme já trazia todo o estilo entertainer do diretor que, aliado aos seus sempre sugestivos comentários sociais e à sua competência artística, acabou criando ou redefinindo o conceito de blockbuster.

Além disso, a composição de John Williams para a trilha sonora é das mais emblemáticas da história: um intervalo simples, entre duas notas, substitui a aparição do tubarão durante mais de dois terços das pouco mais de duas horas de duração. Sabemos que o bicho está presente e quem indica isso é a música.

Um clássico, um trabalho que moldou o cinema em mais de uma camada.

1. O Poderoso Chefão

Francis Ford Coppola está em sua década perfeita: ele começa com O Poderoso Chefão (1972), dois anos depois lança A Conversação e O Poderoso Chefão II e, finalizando, traz para o público aquele que talvez seja o filme de guerra mais completo e complexo já realizado: Apocalypse Now (1979). Foram quatro obras-primas em sete anos.

Assim, pode ser muito clichê posicionar na primeira posição a primeira delas. Por outro lado, é quase impossível não o fazer, visto que ele estaria nas primeiras posições de uma lista que unisse todas as décadas.

Há muito o que explorar no efeito causado pela decupagem de Coppola, pelos planos utilizados, pela direção de arte que faz cada figurino ser um conceito simbólico a léguas da estética pela estética, pelas atuações, pela composição autoplagiada de Nino Rota…

Há, em O Poderoso Chefão, uma aura de perfeição que nem mesmo as cenas de ação ainda em desenvolvimento na década de 1970 — definidas ou redefinidas pela ascensão da franquia 007 e potencializadas nos anos 1980 —, claramente dubladas, podem esconder.

O filme de Coppola pode ser visto como o cinema em sua mais perfeita harmonia. Uma obra-prima das maiores de todos os tempos.

Bônus: Star Wars: Episódio 4 — Uma Nova Esperança

Entre as dezenas de bônus possíveis, escolhemos este que é, de longe, o mais popular da década e que permanece vivo até hoje, sendo a semente de culto — de religião mesmo.

Com o termo blockbuster sedimentado por Tubarão, o primeiro filme da franquia Star Wars não criou somente uma mitologia, mas, na prática, fundou o que viria a ser chamado de filme-evento (termo explorado pelo Universo Cinematográfico Marvel — MCU).

A produção de George Lucas renderia, a partir do seu lançamento, um universo expansível e criativo sem precedentes na história do cinema.

Agora, ficam aí os comentários para que vocês acrescentem filmes e possamos criar uma lista de obras-primas cada vez maior e construída por todos nós!


Texto publicado, originalmente, no Canaltech

O Poti-Poti Festival está agendado para começar neste sábado (30). Serão dois dias de apresentações com muita música autoral potiguar, palhaçadas e danças!

Esse festival é uma realização do Abayomi Natal junto com a Toca Produções e foi contemplado na Chamada Pública de Emergência – Da Gestão, do Fomento e do Financiamento da Prefeitura de Natal pela Lei Aldir Blanc.

Programação do Festival Poti-Poti:

Sábado

16H Abertura do Festival com o Idyane França e Abner Moabe.

1º Luaz – 16h

2º Apresentação circense com Diego e Pedro

3º Letto

4º Dega

5º Ponta d’Lança Potiguar

Domingo

16H Abertura com o Idyane França e Abner Moabe.

1º Choro com Prosa

2º Pedro Mendes

3º Carlos Brito

4º Fuxico de Feira

Intervenções artísticas nos intervalos das bandas, com dança do ventre, dança do orixá e samba (Espaço Cultural Al Hanna).

O Projeto Afro Criô Potiguar abre espaço para debater moda e afroempreendedorismo, com marcas autorais, designs, artesãs e produtoras negras do estado do RN.

Durante o mês de fevereiro serão realizados cinco encontros com designs potiguares dos mais diversos lugares do RN, nos dias 5, 6, 7, 8 e 9 de Fevereiro pelo instagram @afrocriopotiguar.

Nos encontros serão abordadas as vivências dessas mulheres, seu processo criativo e estético, economia criativa, dificuldades e soluções na produção do mercado da moda autoral.

A mediadora e idealizadora do projeto é a design Rafinha Faguh, mulher negra, empreendedora do mercado de moda e criadora da Marca Fart. O projeto conta com a produção da produtora cultural Larissa Bianca.

O projeto conta também com o patrocínio da Fundação Parnamirim de Cultura e da Prefeitura Municipal de Parnamirim, por meio da Lei Aldair Blanc de Emergência Cultural.

Instagram

Projeto:  @afrocriopotiguar

Produtoras: @rafinhafaguh / @larii_bianca

Convidadas: @fer_diasaraujo / @sulladh / @wilzassantos / @oliejezz / @itaciaracostaa

Marcas: @marcaf.art @cajumariatelie / @usen.intimates / @orieta_bags / @festivalmungunza


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O Minicurso UQ Potiguar, projeto em parceria com a Universidade das Quebradas (UQ) da UFRJ, chega ao Rio Grande do Norte em formato digital e gratuito com professores da UFRN e da UFRJ.

O foco recai nos Direitos Humanos, abordando mais especificamente o Direito à Educação, os Direitos Civis, o Direito à Cidade e os Direitos Culturais, através de um minicurso online com 60 vagas para receber certificados das UQ-UFRJ/PACC de artistas, arte educadores, produtores culturais, ativistas das periferias dos estados RN e de outras localidades.

No Minicurso UQ Potiguar serão realizados 8 encontros virtuais no período de 09/02/2021 a 13/04/2021, às terças-feiras no horário de 14h às 16h, com a presença do professor responsável que, a partir de sua videoaula, promoverá um processo de interação com a turma sobre a temática abordada no vídeo.

Serão abordados temas como “Presença indígena nos sertões”, Direito à Cidade: Mutirão em Habitats de Assentamentos Rurais”, “A importância do ensino da arte na formação cidadã”, “Direito à Cultura com Tema para Dança”, “Visão Antropologica dos direitos humanos e como acontece na sociedade contemporânea”, entre outros.

O projetoé apoiado com recursos da Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte, Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Tema: DIREITOS HUMANOS ( Direito à Educação, os Direitos Civis, o Direito à Cidade e os Direitos Culturais)

Quando: 09 de fevereiro, às 14h às 16h (horário de Brasília)
Onde: on-line.Os participantes ao  se inscrever, receberão o link para acessar a página de transmissão.Maiores informações no link do evento 

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Ilustração da capa: Carolina Ito

Foi lançada essa semana a página virtual que apresenta o acervo da Exposição “Rádio Rural: comunicação, educação e cultura no Seridó”. Para acessar basta clicar AQUI. O projeto traz registros da história da Rádio Rural nesse mais de meio século.

Entre os destaques da exposição estão os registros da fundação da Emissora de Educação Rural de Caicó, do MEB – Movimento de Educação de Base, de radialistas e profissionais que fizeram a comunicação da Rural ao longo das décadas e depoimentos de cantores que participaram da Mais Bela Voz da Rural, entre eles Chico César.

“A Rural contribuiu para a educação, a cultura, a comunicação e a evangelização do Seridó nos últimos 57 anos. Por isso, a Rádio é comumente visitada por pesquisadores, ouvintes, artistas e fãs da programação”, destaca Joelma de Souza, diretora de programação da rádio..

Além da exposição física que está montada no prédio da Rádio Rural de Caicó, agora também está disponível o site com todo o acervo virtual e gratuito.

O projeto da exposição foi desenvolvido pela CF Consultoria Projetos e Negócios Digitais, com apoio do Sistema Rural de Comunicação, da agência Referência, de pesquisadores do curso de História do CERES-UFRN e patrocínio do Sebrae-RN.

O bailarino potiguar Álvaro Dantas, exibe projeto que une música e dança contemporânea no neste sábado (30). O projeto “Dançar álbuns inteiros” faz parte da segunda edição do Projeto Poti-Cultural Sesc e vai ao ar às 13h no canal SESC-RN no Youtube.

“Dançar álbuns inteiros” é um projeto antigo do bailarino Álvaro Dantas com objetivo de integrar linguagens como o audiovisual, a música e a dança, além do diálogo com a arquitetura pensando no espaço físico como possibilidades poéticas e de ressignificação.

Com o isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19, o bailarino resolveu expandir seus horizontes e dialogar com outras linguagens, e assim o projeto ganhou vida.

A primeira edição foi executada no mês de abril e promoveu a audição do músico Luiz Gadelha junto com a intervenção e performance em dança contemporânea do artista em formato de live. Também foram realizadas performances com os álbuns de Aiyra e Alexandre.

Álvaro comenta que encara esse projeto como um marco em sua trajetória como artista:

“Sempre estive envolvido com muitos projetos como colaborador, o Giradança por exemplo, mas dessa vez vejo que é um trabalho ‘solo’, apesar de feito por muitas mãos, tenho muito para aprender ainda e esse caminho não tem fim, estou aberto para o mundo e para outras afetações”, declara.

Simona Talma e Ficção

Nesta edição, Álvaro convida Simona Talma com seu álbum intitulado “Ficção” e realiza uma performance no formato de vídeo-dança, onde o bailarino se deixa conduzir pelo música de Simona, colocando seu corpo a serviço de tudo que o envolve, como a temperatura, cores, e estado emocional.

“O processo de criação se deu de maneira colaborativa e, dessa forma, cada integrante da equipe ia pensando em como a linguagem em que estava a desenvolver no trabalho poderia influenciar nas narrativas do corpo. Todos tinham a função de provocadores cênicos, e juntos pensamos a iluminação, o movimento de câmera, o figurino, a música e a performance”, declara Álvaro Dantas.

O bailarino planeja um trabalho solo para esse ano com nome provisório de “O menino que desaprendeu a dançar”, além de continuar com suas parcerias. Este projeto foi contemplado no edital Sesc Poti Cultural 2020.

ÁLVARO DANTAS

Álvaro Dantas é bailarino, ator, apresentador e possui experiências em teatro-musical, residente em Parnamirim/RN.

Desde 2007 acumula vivências artísticas em diversas linguagens das artes cênicas como espetáculos, workshops e oficinas, iniciando assim sua formação profissional.

Integrou a Cia. de Dança da UFRN e atualmente é bailarino criador da Companhia Giradança, onde atua há 12 anos, e ator-fundador do Acordo Coletivo de Teatro e colabora com o Coletivo Insurgências Poéticas.

Também é apresentador de eventos como o Domingo na Arena e da Fundação Parnamirim de Cultura.

SERVIÇO

– Dançar Álbuns Inteiros- Álvaro Dantas e Simona Talma
– Onde: Canal SESC RN (Youtube) e instagram @alvarodantas2
– Quando: 30/01 às 13h

FICHA TÉCNICA

Criação: Álvaro Dantas

Álbum: Ficção de Simona Talma

Provocações cênicas: Rozeane Oliveira, Thiago Medeiros, Pablo Vieira e Daniel Torres, Marina Rabelo

Consultoria de Figurino: Thiago Felipe (Algobão) e Rozeane Oliveira

Iluminação: Cléo Morais

Foto: Brunno Martins

Vídeo e edição: Sihan Félix

Imagens adicionais: Paula Pardilhos e Brunno Martins.
Assessoria de Imprensa: Comunica CECI

Alimentação: Adriana Dantas

Apoio: Giradança, Maruim Filmes, Espaço A3, CIDA, Sociedade T, Algobão, Centro de treinamento CTZ, Cloaldo Mendonça Odontologia.

A MAPA realizações culturais promove a oficina de ‘Elaboração e Gestão de Projetos Culturais’ facilitada pela produtora cultural e engenheira de produção Tatiane Fernandes.

Tendo como base o método Rozenfeld, a oficina traz o olhar pragmático sobre aplicações de ferramentas e metodologias da engenharia de produção completamente direcionada a arte.

Serão abordados assuntos como conteúdo artístico enquanto setor econômico, mecanismos e sistemas de financiamento à cultura, como funcionam as leis de incentivo em diferentes esferas federativas, elaboração de projetos propriamente dito e seus enquadramentos, além de tratar cada elemento presente nos projetos desde sua concepção até o lançamento.

Todo esse conteúdo será dividido em videoaulas que combinam teoria e exemplos práticos em encontros online. A oficina contará com certificação e para participar será necessário se inscrever através do Sympla.

Tatiane Fernandes

Tatiane Fernandes é quem conduzirá a oficina ao longo desse percurso de 5 encontros. Produtora cultural com ampla experiência em vários segmentos artístico, como música, teatro, dança, circo, audiovisual e artes visuais.

Formada em engenharia de produção, atua também como criadora de espetáculos de reconhecido sucesso como ‘Nella Fantasia’, ‘Opera Rock’ e ‘Estrada de Luz’ entre outros.

Tati Fernandes também é palestrante e acumula mais de 300 espetáculos produzidos, 14 exposições, 12 festivais de cinema.

Além disso, emprega seus talentos na direção de arte, figurinos e cenários compartilhando seu conhecimento e seu pensamento estético acerca da arte de forma geral.

Oficina

A oficina nasceu através do convite da UFRN para integrar o curso Atualização em fundamentos da produção cultural e na elaboração de projetos culturais com o Módulo 04: Esferas das Leis de Incentivo e Elaboração de Projetos Culturais.

Esta realização se dá através do edital nº 03/2020 – FJA: Formação e pesquisa – troca de saberes a distância da Fundação José Augusto com patrocínio da Lei Aldir Blanc, Fundação José Augusto, Governo de Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Essa edição da oficina será disponibilizada gratuitamente através de inscrição prévia, até 30 de janeiro, pelo Sympla.

Serviço

Oficina de Produção: Elaboração e Gestão de Projetos Culturais

Inscrições: 25 a 30 de janeiro pelo Sympla: ( https://www.sympla.com.br/oficina-de-elaboracao-e-gestao-de-projetos-culturais__1110721)

Datas: 01 a 05 de fevereiro das 15 às 17h

Onde: Plataforma Google Meet

Produção: MAPA Realizações Culturais

Patrocínio: Lei Aldir Blanc, Fundação José Augusto, Governo de Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Quem conheceu, como Marize Castro, registra a notabilidade do homem. Tarcísio, da Livro 7, Recife. Meu amigo Renato Ferraz deve ter lhe roubado um naco e tanto de mais valia literária lendo livros sem pagar naqueles bancos, salvo engano, no meio das estantes.

Não conheci Tarcísio – posso tê-lo visto – mas em tempos de falta absoluta de reverência a quem se dedica a enlevos como livros, inteligência, sensibilidade, racionalidade e quejandos, esses luxos da era pós-pabulagem, presto minha singela homenagem.

Porque sem ter conhecido o cara, frequentei-lhe o quanto pude o estabelecimento comercial-literário. E me ocorreu, foi lá que adquiri o que pode ter sido o terceiro livro marcante de minha incipiente coleção de livros – esse fetiche do qual kindle algum conseguirá me apartar. Era “O Cinema dos Meus Olhos”, uma bela coletânea de textos do crítico cinematográfico… Vinícius de Moraes, o próprio. Textos quase adolescentes, com o futuro poeta consagrado, admirado, banido, hoje certamente deplorado pelos seguidores da ignorância em rede, tecendo loas ao cinema mudo e jogando pedras no pano branco do então inovador cinema falado.

Pra vocês verem que os poetas, não sendo brutos, também podem ser reacionários – ao menos em arte, perdoemos. Nada que chegue às raias do pano encardido dessa atualidade de agora.

Mas voltemos ao Tarcísio que não conheci, à livraria que frequentei (como Renato, quase sempre sem comprar, que o $ era curto e simbólico) e a este livro que lá adquiri como que para justificar, pagar com atraso, as tardes alugadas ao convívio das prateleiras.

“O Cinema dos Meus Olhos” esvaía-se em contemplações das estrelas do cinema sem fala e com muito rosto. O livro em si era um mimo, edição da Companhia das Letras, uma capa moderna, grafismo triangular. O prazer de percorrer a mancha de texto, a finura que só os leitores mais fanáticos conhecem de dobrar e desdobrar a aba da orelha, explorar os silêncios retumbantes das folhas de rosto. A consciência de que aquele era o terceiro de uma série de livros que explicariam uma vida – toda ela à frente (e não atrapalha em nada o fato de este ser um dos livros que perdi ao longo da vida, como tantos).

Livro 7 era isso, uma aura a mais do que a concorrente da Rua da Imperatriz onde adquiri o livro mais lido que já passou pelas minhas mãos, “Feliz Ano Velho”, o testemunho-pop-superação escrito pelo jovem Marcelo Rubens Paiva que em 1984 soava como música de hit parede e que talvez por isso mesmo foi lido, só o meu exemplar, por mais uns 11 amigos da época. Neste ponto parei de contar, mas os empréstimos continuaram.

Na Livro 7 de aura à parte também comprei meu manual de sociologia, o clássico universitário de Sebastião Vila Nova, o livro que marcou meu ingresso na vida universitária. Não era um livro, era uma porta se abrindo e oferecendo outras rotas. E mais: não comprei e não li por falta de verba, mas lembrar o Tarcísio que não conheci por meio da lembrança da Livro 7 que frequentei é como espalhar livros numa trilha imaginária suspensa no ar. Como se estivesse a arremessar cartas em forma de pedras literárias no vácuo do crescimento pessoal e somente sobre elas caminhar – cada passo, uma pequena história, uma etapa, um momento formador de uma vida.

Essa é minha trilha da Livro 7, vereda para um futuro que faça cair por terra as boçalidades desse presente ilegível. Vai pra você que não conheci, Tarcísio; como para Renato, que mora aqui ao lado no coração do amigo; assim como para Vinícius, querido ou esquecido; e até para o Paiva comprado no concorrente. Tarcísio e sua livraria estarão sempre abertos, 24h, nas vielas comerciais do afeto que nunca cerram as portas.

Antes de ilustrador, de professor e Letras ou mesmo de poeta preto de terreiro, Canniggia Carvalho é um ser de expressão. Não importa o meio, mas a busca pelo dizer da forma mais perfeita possível, seja pelo desenho, pela poesia ou pelo falar. E incentivado por Clarice Lispector ou por uma barata, por macabéias nas esquinas.

Este poeta. este professor que leva sua cor, sua história ancestral e sua vontade de educar, de falar às salas de aula, foi o convidado do projeto ‘Um Poeta em Cada Esquina’, conduzido pela também poeta Gessyka Santos. Todo o papo está disponível em formato de podcast e com o bônus de um vídeo-poema como sobremesa.

Um papo sobre poesia, educação, literatura, novas possibilidades, de dizer e não dizer, da legitimação de poetas sem livro e na verdade do poeta pela busca da palavra, e também no primeiro livro que virá, intitulado “A Dança da Asa Esquerda”, viabilizado pela Lei Aldir Blanc RN. Já pensou em um pássaro voar com uma asa só? Confira esse voo de Canniggia Carvalho.

VIDEO-POEMA

PODCAST – CANNIGGIA CARVALHO

“Um poeta em cada esquina” é um projeto de Gessyka Santos e Gonzaga Neto, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte. Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Veja mais em @umpoetaemcadaesquina

Ao ver os dramas humanos, no decorrer da Covid-19, com ênfase para as cenas mais recentes vistas na cidade de Manaus, ecoam na minha mente e no meu coração as angústias vividas pelos doentes graves e por seus familiares. Afinal, nas minhas lides de médico, procurei sempre me ver no lugar do próprio doente, a fim de bem exercer a profissão.

Quando eu era professor de medicina, em uma aula prática ao redor de um leito, um aluno cometeu um deslize ético. Ao final da aula, só com os alunos, fiz a devida orientação, na qual afirmei que o médico deve sempre tratar os seus pacientes como gostaria de ser tratado, ou um dos seus familiares mais queridos. Muitos anos depois, um jovem médico disse-me que jamais esqueceria aqueles conselhos.

Assim, também ecoam em mim as agruras dos que integram as equipes da linha de frente do atendimento a esses pacientes graves, desde os das mais simples funções aos das mais complexas. Esses profissionais das equipes de saúde, principalmente os que atuam em hospitais, aprendem a lutar contra a morte e a angústia, dois eventos que, nessa pandemia, estão se tornando banais.

Contudo, é só prestar atenção na face dessas pessoas para sentir os sofrimentos que lhes invadem a alma no dia a dia do trabalho. Sem contar com o estresse e o medo de se contaminarem com o Sars-CoV-2 e entrarem para o grupo dos que precisam receber as atenções e os cuidados dos colegas de profissão.

Quantos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, paramédicos, maqueiros, profissionais outros da área da saúde morreram ou ficaram com sequelas graves, na luta para salvar vidas das garras dessa virose, ou para minorar a dor alheia, no estrito cumprimento do dever e movidos pelo sentimento de compaixão e de amor ao próximo.

Lidar com a morte é sempre um tormento para todos os profissionais da área da saúde. Alguns estudantes dessa área largam o curso, quando não conseguem vencer os primeiros impactos desse encontro. A Covid 19 veio provar a importância desses profissionais nos serviços públicos e nos privados.

Os confrontos políticos e ideológicos levados para a arena das batalhas contra a pandemia têm sido nefastos para o êxito que o povo brasileiro espera e precisa. Mas não há como negar a emoção de ver a imagem de uma mulher negra, Mônica Calazans, enfermeira que atua na linha de frente no combate à Covid 19, a primeira pessoa a receber a vacina no Brasil. Dessa forma, nada mais correto do que eleger esse grupo como o primeiro a se vacinar.

Desde o século XVIII, com a varíola, o homem aprendeu que a única maneira de controlar as doenças epidêmicas é por meio de vacinas, e, desta feita, também será assim.

Benditas sejam as pessoas que integram as equipes de saúde neste imenso Brasil, pela coragem e pelo amor à profissão, no afã de combater a Covid 19, terrível virose que tantos males tem causado aos seres humanos de todo o planeta.

A cantora e compositora Symara Tâmara abre a celebração de seus 20 anos de trajetória musical com o lançamento do videoclipe da canção “Florescer”, que também intitula o projeto solo de canções inéditas da cantora.

No entanto, a canção Florescer surgiu em 2019, quando César Guimarães – poeta, compositor, produtor cultural e esposo de Symara, e Gabriela Mendes – cantora, compositora e multi-instrumentista cearense, compuseram a canção e confiaram a Symara a interpretação. Para isso, ela traz o balanço do ritmo do ijexá, que celebra a ancestralidade do povo brasileiro e marca as influências musicais da cantora potiguar.

Confira o teaser:

Florescer

O single Florescer foi lançado em novembro de 2020, está disponível em todas as plataformas digitais e contou com produção musical e arranjos de cordas de Jubileu Filho e ainda com Kleber Moreira (percussão), Chico Bethoven (sax e flauta), o paraibano Beto Preah (bateria) e arranjos de flauta de Gabriela Mendes.

O clipe de Florescer tem como cenário trechos do litoral da região da costa branca, no Rio Grande do Norte. O roteiro traz o dia de um casal, interpretado pelos atores Plínio Sá e Luiza Gurgel, mostrando a intensidade do sentimento em perfeita harmonia com a serenidade da expressão e que o amor pode estar na simplicidade, das coisas e das atitudes.

Na simbologia da flor ao mar, a mensagem de que a conexão com a natureza faz emanar a energia do amor para o universo.

O clipe será lançado, nesta quinta-feira, dia 28, a partir das 19h, no canal do YouTube da cantora Symara Tâmara, e conta com roteiro e direção assinado pela Atuá Produções, imagens e edição da Super8 Filmes Brazil, produção executiva da Acunha produções e realização com recursos provenientes do Prêmio Fomento à Cultura Potiguar 2019, através da FJA/ Governo do RN.

Canção vencedora

A cantora, além de colocar sua voz e expressão, tem obtido grandes êxitos com “Florescer”, como ter se classificado entre as vinte melhores canções do I Festival Juazeiro do Norte de Música do Nordeste, tendo concorrido com outras mais de 120 composições de todo o país como única representante do RN; e no Prêmio Fomento à Cultura Potiguar, ambos em 2019.

O EP

A cantora, que começou a compor ainda na adolescência e a cantar profissionalmente em 2001, inicia uma nova etapa de sua carreira com esse projeto, seguindo para a gravação de seu primeiro EP, tendo a canção Florescer como título e umas das faixas do mesmo, trazendo ainda canções suas e parcerias com outros poetas e compositores.

O EP Florescer já está em fase de produção e conta com recursos oriundos da Lei Aldir Blanc, com previsão de lançamento ainda no primeiro trimestre de 2021.

Symara Tâmara

Artista potiguar-mossoroense, que permeia pelos campos da música, da literatura, da educação e da pesquisa. Tem formação acadêmica e mestrado em Letras pela UERN, membro da AFLAM e ALAMP, trabalha com música desde 2001, cantando na noite e em bandas de rock e de baile de Mossoró.

Venceu o tradicional concurso A mais Bela Voz em 2006, concorrendo com mais de 800 candidatos, e desde então vem firmando seu nome na música potiguar com projetos musicais temáticos em eventos como Mossoró Cidade Junina, Assembleia Cultural (Natal-RN), Câmara Cultural.

Também apresentou canções de seu projeto autoral em projetos como Canto Potiguar (2008), Projeto Seis & Meia (2010) e Abertura do Espetáculo Chuva de Balas (2011), e participou de projetos como Tributo a Clara Nunes, Elas cantam Brega, MPB Petrobrás, Sacolão Cultural e polos do Mossoró Cidade Junina.

Representou o estado do RN em festivais nacionais (Festival da Música de Fortaleza e Festival Juazeiro do Norte de Música do Nordeste) e instituições culturais nacionais (CCBNB Sousa-PB).

Abriu shows de artistas nacionais e internacionais, como Quarteto em CY, João Bosco, Nando Reis e Modulatus Project (Iury Matias – RN e Laura Rui – Portugal).

Visando a somar forças em prol da representatividade das pessoas pretas e suas expressões artísticas dentro do cenário cultural do Rio Grande do Norte, o selo Nightbird Records promoverá o “Nightbird Sessions 2021 – Especial Música Preta Potiguar”.

O evento online acontece no dia 31 de janeiro, reunindo 4 artistas pretos para trazerem reflexões acerca das estruturas presentes no cenário artístico local – além, é claro, de muita música.

O line-up contará com apresentações de Jo Piter, Quilomba Zu, Sâmela Ramos e Sueldo Soaress e poderá ser assistido gratuitamente via YouTube e Instagram.

Nomes experientes e calouros da cena norte-rio-grandense fazem parte da programação da sessão, que será realizada de forma adaptada devido à atual pandemia de COVID-19, seguindo os protocolos necessários de higiene e prevenção.

Representatividade negra

O Nightbird Sessions promoverá não somente a inclusão e exposição desses artistas, mas também uma amostra do ecletismo característico da produção musical preta potiguar, contribuindo também para a quebra de estereótipos musicais e para a formação de público consumidor da música norte-rio-grandense.

Além disso, o projeto reúne produtores culturais, técnicos, musicais e audiovisuais pretos, evidenciando ainda a necessidade urgente de igualar posições dentro do mercado cultural do estado, resultando em uma ação efetiva em prol da representatividade destas pessoas em todos os setores e etapas de produção artística.

Todo o conteúdo será disponibilizado nos canais do selo, no YouTube e IGTV (Instagram), além da distribuição dos áudios das sessões para streaming nas plataformas digitais, no mês de fevereiro.

O Nightbird Sessions foi contemplado com recursos da Lei Aldir Blanc no Rio Grande do Norte, Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Artistas do ‘Nightbird Sessions 2021 – Especial Música Preta Potiguar’

Jo Piter

Com uma mistura de estilos e junções de ritmos populares, Jo Piter agrega em suas composições desde a MPB ao blues e usa a arte como meio de expressão e resistência, de um modo original e forte.

Natural de Recife-PE, reside em Natal-RN desde 2013 e há cerca de dois anos se apresenta no cenário independente potiguar.

O músico de 22 anos busca transmitir seus sentimentos nas letras, compartilhando as dores, emoções e vivências de modo efervescente e empático.

Quilomba Zu

Quilomba Zu é Drag Queer, artista visual, performer, atriz, compositora e cantora. Desenvolve seus estudos principalmente na ressignificação do corpo preto-bixa como potência e agente transformador na sociedade, como também resgate de sua ancestralidade.

Tem como referências musicais Ventura Profana, Linn da Quebrada, As Bahias, Sevdaliza, Sza, Rihanna e outros nomes importantes na música preta e LGBTQIA+.

Em 2020 se lançou como cantora com o single “Me tora” e, em seguida, divulgou seu primeiro EP, ”AMADOR”.

Atualmente trabalha em sua primeira mixtape denominada “FATO POPULAR” com previsão para 2021.

Sâmela Ramos

Sâmela Ramos é cantora de Jazz, Soul e R&B, radicada na cidade de Natal desde 2011, nascida na cidade de Guarulhos -SP, e foi lá onde conheceu a musicalidade preta mais perto, cantando em corais de música negra cristã, com influência dos corais norte americanos.

Hoje sua música carrega essa influência do Soul, R&B e Spiritual que transbordou para o Jazz onde se encontra atualmente.

Sueldo Soaress

Artista presente na noite natalense desde os anos 80, consagrou-se por palcos, festivais e prêmios, como compositor e intérprete. Após passar pelo teatro em temporadas de sucesso, em 1986, participou do Projeto Pixinguinha, show que trazia Joyce, Clara Sandroni e Lazo Matumba como atrações.

No ano seguinte, estava participando do “Pixingão”, com a Orquestra de Música Popular Brasileira, na sala Sidney Miller (Rio de Janeiro).

Daí por diante, teve participação especial em shows de alguns mega-stars da MPB, como Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Jorge Ben Jor, Angela Rôrô, Geraldo Azevedo, Toninho Horta , Kleiton e Kleidir e Xangai, além de fazer parte do Pixinguinha Nacional, junto com o grupo João Penca e seus Miquinhos Amestrados, pelo Norte e Nordeste.

Nos anos 90, passou pela Europa, África e Estados Unidos, levando suas canções autorais ou acompanhando turnês de outros artistas, como Jorge Ben.

Destacou-se também como atração da segunda edição do festival MADA, em Natal, e segue atualmente como um dos nomes de referência do cenário potiguar.

Serviço

Apoio: Studio Blackhole.

Identidade visual: Gabriel Carvalho.

Produtora audiovisual: Bju Produções.

PROGRAMAÇÃO:

Nightbird Sessions 2021 – Especial Música Preta Potiguar

Data: 31/01 (domingo) – 12h (horário de Brasília)

Transmissão: YouTube e IGTV

https://www.youtube.com/c/NightbirdRecords/

https://www.instagram.com/nightbirdrecords/


Foto: Quilomba-Zu. Crédito: Walter Nascimento


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IMPERFEITO

Um ser em transição entre o caos dos sentimentos e os delírios da razão.

Uma somatória de traumas que causam problemas corriqueiramente.

Como vou te explicar o que acontece na minha mente?

 

Um ser que sente e que se pudesse escolher não pensaria duas vezes, escolheria não sentir.

Como forma de proteção, como forma de salvar o coração.

 

Imperfeito

Sou feito de defeitos

De medos

E de alma.

Meu peito exala meus sentimentos mais íntimos.

 

Imperfeito

Me rendo aos padrões e descubro que não preciso de sugestões,

Sou perfeito por admitir ser imperfeito.

(Bárbara Maria)

A Fundação José Augusto (FJA) retomou nesta quarta-feira (27) o pagamento do Auxílio Emergencial e aos contemplados nos editais da Lei Aldir Blanc cujas premiações estavam pendentes.

Na retomada dos pagamentos estão incluídas as ordens bancarias devolvidas devido a problemas identificados nas contas dos proponentes.

Serão emitidas também ordens bancárias que não foram processadas dentro do exercício de 2020.

A conclusão dos pagamentos, incluindo o Cadastro de Reserva, estará sujeito à abertura oficial do Orçamento 2021, que não depende da Fundação José Augusto.

A instituição estará atenta compreendendo o esforço do conjunto do Governo no sentido da agilização.

As novas etapas serão devidamente comunicadas à sociedade e a cada interessado que deverá ficar atento aos seus celulares e e-mails.

Prestação de contas

A Fundação José Augusto (FJA), em parceria com a Controladoria Geral do Estado (Control), desenvolveu um Guia para a prestação de contas dos projetos contemplados nos editais da Lei Aldir Blanc no RN.

Disponibilizado no site da Fundação José Augusto, os interessados encontrarão orientações para produção de relatórios de execução, emissões de notas e fiscais e material de divulgação.

As informações estão divididas em dois guias que abrangem nove editais lançados pela FJA.

Dúvidas podem encaminhadas para os e-mails dos editais.
Veja o guia clicando AQUI.

No próximo sábado (30) a escritora e jornalista Rosália Figueirêdo realiza o lançamento do seu livro “A Última Hora ou a Solidão dos Mortos”, que reúne 16 contos da autora, com histórias distintas que abordam temáticas desde a vida até a morte.

O livro já está disponível para pré-venda, custa R$ 30 com frete grátis para todo o Brasil e a live de lançamento acontecerá no instagram da autora (@rosaliafigueiredo).

A obra possui 106 páginas e de acordo com a autora o livro foi escrito há mais de 20 anos, mas ela só resolveu publicar agora através do Edital de Incentivo Lei Aldir Blanc.

“Os contos abordam muitas histórias de amor, de morte, tempo, há uma gama de possibilidades e personagens diferentes. De uma forma geral, os contos abordam a vida”, comenta a autora.

Rosália Figueiredo

A autora é pernambucana, mas mora na capital do Rio Grande do Norte há 16 anos. Além de escritora, Rosália é jornalista, roteirista e realizadora audiovisual.

Possui mestrado em Teoria da Literatura, pela Universidade Federal de Pernambuco e atualmente faz doutorado em Cinema Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense.

Rosália já ganhou prêmios literários, com publicações em coletâneas de poesia e contos. A autora já lançou o livro de poesia Sinal e o infantil O Gato Candidato, ambos em Recife.

As duas paixões de Rosália são cinema e literatura e de acordo com ela, ela segue acreditando que a arte é que nos salva da vida.

Para conseguir o livro

Uma parte dos exemplares do livro serão doados para escolas e bibliotecas públicas de Natal e Região Metropolitana. Os outros exemplares distribuídos para venda em livrarias de Natal e Recife.

Para adquirir o livro, basta mandar uma mensagem para a rede social de Rosália Figueiredo e solicitar a compra.

A live de lançamento acontecerá no sábado (30), às 11h, no instagram da autora (@rosaliafigueiredo) com a participação da jornalista pernambucana Alexandra Torres.

Serviço:

Live de Lançamento do Livro “A Última Hora ou a Solidão dos Mortos”
30 de janeiro, às 11h no instagram @rosaliafigueiredo

Mais informações através do e-mail: rosaliafigueiredo10@gmail.com


FOTO: Rosane Silva


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Hey, kiddo, wassup?

Prezados cervejeiros de plantão, vamos falar hoje de um assunto básico no universo cervejeiro, mas que, para alguns, e para os iniciantes de modo geral, pode ser algo bem apropriado ao se adentrar nesse novo universo das cervejas, principalmente as artesanais.

O assunto de hoje é sobre tipos de fermentação, englobando as duas categorias mais comuns: as leveduras Lager (Saccharomyces pastorianus e ocorre em temperaturas baixas, que ficam entre 5°C e 14°C) e as leveduras Ale (Saccharomyces cerevisiae e ocorre em temperaturas mais altas, entre 15º e 25ºC).

Vamos inicialmente aprendendo a pronunciar: Lager se lê “lággê” (g com som de g e não de j); e Ale se lê “éll”.

Então, vamos desvendá-las?

Lager é Pilsen?

Uma das confusões mais comumente feitas, e ajudadas principalmente pela divulgação midiática das cervejarias de massa, é entre Pilsen e Lager.

pilsen-ou-lagerCertamente que toda Pilsen é necessariamente uma Lager, pois se vale de uma fermentação dessa categoria. Todavia, o inverso não é verdadeiro, tal qual aprendemos no ensino médio: “toda gordura é lipídio, mas nem todo lipídio é gordura”. Esse adágio também é válido quando se trata de Pilsens e Lagers.

Antigamente, todas as cervejas de massa, como Brahma, Antarctica, Skol e similares da nossa queridíssima AmBev traziam em seu rótulos “cerveja Pilsen”, ou algo semelhante, que servia como um imenso instrumento de marketing para divulgar tais cervejas.

A nomenclatura ajudava, já que “Pilsen” denotava ser uma cerveja de grande qualidade, um processamento primoroso, e qualquer outra besteira que os comerciais dessas marcas quisessem passar, além de mulheres seminuas ou siris, caranguejos e tatuís computadorizados e falantes.

Esses instrumentos de marketing acabaram incutindo no público em geral que uma cerveja qualquer de massa era uma “Pilsen” (e não eram) e que esse nome carregava por si só algo grandioso e de muita qualidade (outra falácia de Mamon para vender cerveja no verão e nas praias lotadas de tempos pré-COVID-19).

Resumidamente, todas as Pilsens são um estilo específico, seja na sua variante tcheca ou alemã, fermentadas a baixas temperaturas que usam leveduras do tipo Lager, embora comumente popularizadas como sendo as cervejas de massa, a maioria (para não dizer todas) não são exatamente Pilsens.

A maioria das cervejas de massa, apesar de Lager, são outros estilos, como Premium American Lager (como a Heineken) ou Standard American Lager, ou North-American Adjunct Lager, como Brahma, Skol, Antarctica, dentre outras similares, desde que não seja a versão “puro malte” delas.

E o que são as Ales?

Quem tem o costume de assistir filmes e séries legendadas, principalmente as de época ou medievais (quem assistiu Game of Thrones deve lembrar de algumas cenas de tabernas parecidas essa a ser descrita) já deve ter ouvido algum dos personagens pedido uma “Ale” no lugar de usar a palavra “Beer” (que seria de modo mais amplo: cerveja).

Ale não é qualquer tipo de cerveja, embora algumas cenas cinematográficas ilustrem o contrário do que acontece aqui no Brasil, a popularização da cerveja pelo tipo de levedura utilizada na fermentação, lá na Europa as Ales nos idos medievais eram mais comuns que as Lagers (ao menos nos domínios não-germânicos), dada a maior facilidade da produção e seu menor tempo de fermentação.

No entanto, aqui no Brasil, com o avanço do mercado artesanal, as Ales assumiram um posto bem mais significativo, haja vista que a maioria esmagadora das cervejas artesanais usa leveduras desse tipo, principalmente para os estilos que acabam se tornando mais populares como IPA (India Pale ALE) e também para Sours e Stouts.

Todavia, essa expansão mercadológica talvez não tenha vindo acompanhada das devidas explicações didáticas ao público sobre o que se trata o assunto, explicando com maior clareza as diferenciações entre Lagers e Ales, deixando tudo um pouco obscuro, diferenciando apenas as de massa como Pilsen e as artesanais como todas as demais (ainda que sejam Ales, a explanação não foi bem didática por assim dizer).

Diferenciação entre ales e lagers

Além da diferenciação em termos de fermentação, tempo e duração do processo produtivo, seus custos e demais elementos econômicos de sua manufatura, as Ales e as Lagers possuem diferenciações em sua análise gustativa, embora, no final, a maioria das pessoas reconheçam ambas apenas como “cerveja” (isso não está propriamente errado, é apenas uma imprecisão técnica).

As cervejas Lagers costumam ter uma interação mais neutra, não possuindo esterificação (ou quase nenhuma esterificação). Elas apresentam, portanto, uma expressão sensorial mais limpa, sem adocicado pungente (na maioria dos estilos, sendo as Bock uma exceção) e um perfil “crisp” bem definido, e comumente bem refrescantes.

As Lagers também tendem a possuir um perfil “metálico” mais acentuado, sem que isso represente uma oxidação do líquido.

Outro elemento usualmente presente nas Lagers, ainda que em pequenas quantidades geralmente observáveis é a presença de diacetil, dando uma certa característica “amanteigada” à cerveja (PotterHeads, atenção! Calma fãs do bruxo mais célebre de todos os tempos, não se trata da bebida famosa na literatura fantástica denominada de “cerveja amanteigada”, a qual, nem é cerveja tecnicamente), algo que em grande quantidade pode ser considerado um off-flavor, e em pequenas quantidades se torna aceitável em alguns estilos de Lager.

Já as Ales possuem uma compleição cervejeira bem diversificada (eufemisticamente, já que não seria nenhum absurdo dizer que as Lagers são, normalmente, mais “simples”). Seu principal elemento característico diz respeito à esterificação, produzindo cervejas frutadas e também fenólicas em alguns estilos mais famosos.

Assim, as Ales possuem uma interação bem menos neutra. Quando se traça um comparativo com as Lagers, são cervejas que possuem uma pujança bem mais significativa causada pela própria interação com o fermento utilizado, algo bem secundário nas Lagers, que se focam em sua neutralidade de interação.

Assim, as Ales possuem elementos de dulçor e de caramelado muito mais acentuados que nas Lagers, não tendem a ter perfis metálicos ou de diacetil em grandes quantidades, exceto se houver oxidação ou alguma outra forma de contaminação no processo produtivo dessas cervejas.

Fermentando com Ale ou Lager?

Por mais que os parâmetros e os limites entre uma Ale e uma Lager pareçam ser bem definidos, como sendo: família Lager, fermentação de longa duração e baixa temperatura; e família Ale, fermentação de curta duração e de alta temperatura; tais fronteiras não são tão estanques. Isso porque existem muitas cervejas vendidas como sendo “LAGER”, mas, que na verdade são fermentadas com uma levedura da família ALE que é capaz de enfrentar baixas temperaturas.

ale-e-lagerA polêmica dada diz respeito ao fermento Nottingham Lallemand, um verdadeiro coringa em termos de produção e fermentação cervejeira. Ainda que ele seja da família das Ales, tal levedura é uma estirpe inglesa conhecida por sua alta capacidade de desempenho e versatilidade gerando cervejas muito límpidas. É uma cepa conhecida por sua neutralidade de aroma e largo espectro de temperatura de fermentação (podendo se encaixar em temperaturas tanto de Ales quanto de Lagers).

Com essa levedura é possível se produzir uma gama variada de estilos, desde Pale Ale, Amber, Porter, Stout, e Barleywine, até mesmo cervejas estilo Lager, como Kölsch, e Pilsen. Ela é extremamente versátil, produzindo cervejas do estilo inglês, alemão e americano, das Lagers às Ales. Ela só não é recomendada para a produção de estilos belgas. Ainda assim, a sua capacidade mimética é algo salutar e sua popularidade em virtude disso é altíssima, já que ela é praticamente onipresente para quase todos os estilos possíveis.

Todavia, o questionamento que se levanta é: uma pretensa cerveja Lager (uma Pilsen, por exemplo) feita com essa levedura Nottingham pode ser comercializada com esse rótulo de Lager? Por mais que o método de produção seja similar ao de uma levedura tipicamente Lager, por ela ser uma Ale, não haveria propriedades organolépticas diferenciadas no resultado obtido? E de toda maneira, seria ético fermentar com Ale e colocar Lager no final?

Essas são respostas difíceis de serem encontradas, afinal, pouquíssimos conseguiram distinguir essas sutis diferenças apenas por meio da degustação, sem saber que sua Lager, na verdade, foi feita com uma levedura Ale (a Nottingham). De toda maneira, ficam os questionamentos para debate sobre as fronteiras desse tema.

A Saideira

No imaginário popular, cerveja boa é Pilsen, seja ela Ale ou Lager, e quanto mais gelada melhor. Todavia, com critérios didáticos, essa mitologia cervejeira pode vir a ser desfeita. O importante é termos em mente os conceitos elementares e suas classificações. Enfim, cerveja é cerveja, saúde!

Música para degustação

Ainda que o tema de hoje seja a contraposição de Lager e Ales, deixo como sugestão de música para degustação a canção da banda de folk metal finlandesa Korpiklaani denominada simplesmente Beer, Beer!

Saúde para todos, seja com Lagers ou Ales!

Ps. O texto de hoje foi livremente inspirado por um bate papo com o Mestre-Cervejeiro Igor Spínola, no grupo do Whatsapp da Black Metal Brasil, em um dos nossos devaneios etílicos.


Foto de capa: Amiera06/Pixabay

A recuperação e revitalização dos espaços históricos no bairro da Ribeira foram pauta na manhã desta terça-feira (26), quando o prefeito de Natal, Álvaro Dias, recebeu o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Cláudio Machado, e as secretarias de Cultura, Planejamento e Urbanismo.

O prefeito Álvaro Dias, que convocou a reunião para a elaboração de um plano de trabalho, sugeriu o envolvimento das pastas municipais e do Iphan (Governo Federal) para recuperar através de parceria os prédios históricos na Ribeira como o Hotel Central, Arpege e a utilização do espaço e tráfego da rua Chile, além de sítios que estejam em condição de restauração e reformas.

“Temos compromisso assumido com Natal de dar atenção à revitalização da Ribeira. Esse plano de trabalho conjunto com o Iphan é uma etapa importante nesse processo”, definiu o prefeito.

“A intenção do prefeito Álvaro Dias é um envolvimento das várias pastas do Município em parceria com o Governo Federal para repovoar aquele sítio histórico, através de reformas e melhorias nos prédios históricos e também ocupação e fluxo de tráfego na área”, complementou o secretário de Cultura de Natal, Dácio Galvão

Dácio participou da reunião, assim como os secretários municipais de Governo, Joham Xavier, e de Planejamento, Joanna Guerra.

A Demaré Mídias e Produções está com inscrições abertas até o dia 4 de fevereiro para a oficina cultural Produção no Audiovisual, uma iniciativa em formato online e de acesso gratuito.

A oficina é voltada para produtores independentes, estudantes, agentes culturais, realizadores e outros públicos interessados em ampliar seus conhecimentos acerca do planejamento e da execução de filmes para o cinema, seja ficcional ou documental.

Orientada pela realizadora Dênia Cruz, a Oficina vai abordar conteúdos como o que é produção executiva; como desenhar a equipe; como definir o cronograma de produção; como elaborar orçamentos; quais as etapas de pré-produção, produção (filmagem) e pós-produção incluindo a prestação de contas.

Com um formato que privilegia o compartilhamento de experiências, a Oficina ainda contará com a presença dos convidados Jouhan Jean, Paolo Araújo, Vlamir Cruz, Fernanda Gurgel, Vinícius Soares e Ana Paola, profissionais do setor audiovisual que vão falar sobre áreas como: direção de fotografia, som direto, mixagem e desenho de som, montagem, trilha sonora e direção de arte.

Inscrição

Para participar, os interessados deverão fazer sua inscrição através de formulário disponível no Instagram @demareproducoes. As aulas serão realizadas nos dias 10, 11, 12 e 13 de fevereiro.

Oficina Produção Audiovisual

Uma realização da DeMaré com produção da Alma do Minho, da jornalista e produtora cultural Ana Paula Medeiros.

O projeto foi selecionado na Chamada Pública da Lei Federal de Emergência Cultural Aldir Blanc.

Conta com o Patrocínio da Fundação José Augusto, do Governo do Estado do RN, da Secretaria Especial da Cultura, do Ministério do Turismo e do Governo Federal.


Crédito da foto: Romulo Sckaff

O grupo potiguar Carmin está em processo de montagem de sua nova peça “Gente de Classe”, que com humor discutirá as questões da classe média brasileira. E para mostrar um pouco do que vem sendo pensado para o novo espetáculo, o grupo disponibilizou durante esta semana duas cenas em seu canal no YouTube.

As cenas “Desfocados” e “Transparentes” mostram uma família formada por uma mãe (Quitéria Kelly) e seus dois filhos (Mateus Cardoso e Robson Medeiros) vivendo em um condomínio fechado sem contato com o mundo externo. As cenas foram dirigidas pelo cineasta Pedro Fiuza, que também é integrante do grupo.

No novo espetáculo o grupo se desafiará a construir uma ficção científica. O texto tem inspiração na obra do sociólogo potiguar Jessé Souza, especialmente no livro “A classe média no espelho: Sua história, seus sonhos e ilusões, sua realidade”.

O material disponibilizado na Internet foi todo gravado em 2020, durante a pandemia, de forma remota através dos celulares dos membros do grupo. As cenas foram desenvolvidas através dos editais “Tô em casa, tô na rede” e “Arte como Respiro” do Itaú Cultural. Elas foram divulgadas na segunda-feira (25) e estarão no ar até domingo (31).

Grupo Carmin

A companhia teatral tem 13 anos de história e já levou aos palcos cinco peças, entre elas, as premiadas “Jacy” e “A Invenção do Nordeste”. O grupo é famoso por investir no teatro documental e inovar na dramaturgia usando também a linguagem cinematográfica.

Para 2021, além de levar aos palcos a peça “Gente de Classe”, o grupo espera também relançar “Probres de Marré”, sua primeira obra, agora com nova montagem.

Mossoró e Chimoio se unem em conexão América do Sul + África

Duas cidades do interior de dois continentes distintos irão se unir através da rima. Neste domingo (31), os rappers e slammers de Mossoró (Brasil) e Chimoio (Moçambique) irão se apresentar na live Fluxos Maning Poéticos, que contará com mais de 20 artistas.

A iniciativa é da plataforma Barras Maning Arretadas, que está produzindo músicas de artistas de 27 países e nasceu justamente da união entre o interior do Nordeste Brasileiro e interior de Moçambique.

A transmissão vai acontecer pelo canal do YouTube da plataforma. Mossoró e Chimoio são duas cidades com mais de 300 mil habitantes, que estão em regiões periféricas dos seus países, mas tem se destacado com o surgimento de rappers e poetas periféricos.

Ainda irão se apresentar artistas de Natal (Brasil), Campina Grande (Brasil) e Beira (Moçambique).

Confira a lista de artistas:

Cabocla de Jurema (Mossoró)
Extra-T (Chimoio)
Larissa Galvão (Mossoró)
160 Voltas (Chimoio)
Carlos Mossoró (Mossoró)
Marechal Sal (Chimoio)
Erimar (Mossoró)
Gill Puff One (Chimoio)
Carla Cecília (Mossoró)
501 Jocker (Chimoio)
Prisma MC (Mossoró)
Inspector Desusado (Chimoio)
Tales Augusto (Mossoró)
Kara da Rua (Beira)
Maria Clara (Mossoró)
ThreeB (Beira)
Mark (Natal)
Mente Suína (Beira)
Turmalina MC (Campina Grande)
Naydevir (Natal)

Quando grandes vozes femininas do cenário musical potiguar fazem coro para reverenciar a mulher, a força que as habita fica evidente. Temas como empoderamento, violência doméstica e autoconhecimento estão reunidos na canção “Somos de Lua”, assinada pela cantora e compositora Clara Menezes. O mosaico virtual será lançado nesta terça-feira, dia 26, no canal do Youtube da artista.

No primeiro semestre de 2020, período de início do isolamento social causado pela pandemia de Covid-19, o Anuário Brasileiro da Segurança Pública identificou que os registros de violência doméstica nas delegacias caíram 9.9%, o que não significa que houve queda nas agressões.

No mesmo período, o levantamento registrou aumento de 3,8% nas chamadas para o 190 sobre casos de violência dentro de casa, chegando a um total de 147.379 chamadas. Também houve um aumento de feminicídios em 1,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Um total de 648 vítimas só nos primeiros seis meses. Uma mulher foi morta a cada 9 horas.

Com vítimas dividindo o espaço com os agressores por um maior intervalo de tempo, a violência disparou. Por outro lado, os registros caíram, o que preocupa ainda mais. Um retrato do medo, da voz oprimida e da falta de apoio.

Arte como empoderamento

O cenário desolador fez com que a cantora e compositora Clara Menezes resolvesse utilizar a arte como ferramenta de empoderamento. A nova música reverencia a figura feminina e ressalta a forca que habita a mulher.

“A pandemia e a consequente introspecção fizeram muita gente olhar para dentro de si. Foi neste contexto de autoconhecimento que percebi o quão nós, mulheres, somos fortes, e o quanto inspiramos umas às outras. ‘Somos de Lua’ vem para mostrar que há um universo inteiro dentro de nós, quaisquer que sejam as nossas fases, mas de uma forma muito sutil. A música utiliza metáforas para demonstrar essa força”, conta Clara Menezes. 

Cantoras potiguares

No clipe, Clara recebe outras 14 cantoras potiguares: Valéria Oliveira, Nara Costa, Bruna Hetzel, Ana Tomaz, Alzeny Nelo, Lysia Condé, Heli Medeiros, Lene Macêdo, Rebecca Macêdo, Silvia Sol, Dani Cruz, Camila Masiso, Tanda Macêdo e Laryssa Costa.

“Todas as cantoras me acompanharam nesse clipe são referências que possuo e que carrego na minha bagagem musical. O mosaico será uma celebração da nossa força e vai mostrar que, ao mesmo tempo em que somos singulares, também nos unimos em uma só voz, por uma causa que é de todas nós”, afirma Clara.

O trabalho estará no novo EP autoral de Clara Menezes, que foi composto e gravado durante a pandemia, dentro de casa, e que deverá ser lançado em breve.

O projeto do mosaico virtual “Somos de Lua” foi contemplado pelo Edital Emergencial da Lei Aldir Blanc, do Município de Natal. O lançamento do videoclipe ocorrerá nesta terça-feira, dia 26, às 19h, no canal do Youtube da cantora e compositora Clara Menezes. O acesso ao conteúdo é gratuito.

Sobre Clara Menezes 

“Cantriz”, é assim que Clara Menezes se define, já que transita entre todas as artes. Apesar da jovialidade, a artista de 28 anos traz consigo uma vasta bagagem artística.

Ainda criança, Clara recebeu influências do pai, o músico Ricardo Menezes.

Cantora e compositora potiguar de música brasileira, samba e bossa nova, sua discografia conta com dois álbuns autorais, intitulados “Voa Leve” (2012) e “Dois Lados” (2017).

Fez importantes participações em eventos como o MPB Petrobras (2014), Fest Bossa&Jazz (2016 e 2019), Amor e Boemia – Tributo a Noel Rosa, Geraldo Pereira e Wilson Batista (2016) e Samba do Voluntário (2018), um evento solidário que reúne grandes artistas, de todo o Brasil.

Clara também atuou em espetáculos teatrais como “Mamãe Retrô” e “O Fantástico Reino dos Contos”.

Como desdobramento do seu primeiro disco, “Na Rua”, lançado no final de 2019, a banda potiguar Uma Sra. Limonada agora produz um mini-doc onde cada um de seus quatro integrantes compartilha suas memórias afetivas e vivências enquanto pessoas LGBT+.

O disco “Na Rua” traz, em suas 8 faixas, relatos sobre a ocupação de espaços por afetos, corpos distintos e livres, para além das “quatro paredes de casa” e reflexões sobre as relações familiares.

Neste mini-doc, que será lançado no dia 30 de janeiro, no canal do YouTube da banda, Anny Rocha, Luana Simplício, Garu e Marilia Poeira falam sobre suas relações com a música, com a família, o que é paixão, a auto identificação como LGBT+ e como é ocupar as ruas desse país que ainda exclui pessoas LGBT+.

“São batalhas sutis, dos olhares. Eu acho que quando a gente conquista escondido é um passo, mas a batalha mesmo é na rua”, afirma Marília Poeira, baterista.

Esse projeto vem como forma de aproximar ainda mais quem ouve as canções da banda daqueles que as fazem, revelando a necessidade de existirem e incentivando a existência e resistência de outres, do afeto público, do amor em suas mais diversas formas e da liberdade de ser quem se é.

O mini-doc foi produzido por 11 profissionais LGBT+ e será lançado no dia 30 de janeiro, às 20h no youtube, pois como bem disse Luana Simplício, “Enquanto não pudermos retomar esse diálogo sobre nossa existência nas ruas, vamos bater nas portas virtuais por aí e esperamos que estas se abram para nós”.

Este projeto está sendo executado com recursos provenientes do Edital de Seleção de Projetos Culturais Relacionados à Diversidade Sócio Humana, Lei Aldir Blanc, Fundação José Augusto, Governo do Estado do RN, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

NÓS, LGBTQIA+ na MPB é um encontro e show acústico com três artistas LGBTQIA+ da cidade do Natal agendado para esta terça-feira (26) no Bardallos Comida & Arte.

A programação será ao vivo com plateia obedecendo a quantidade permitida no decreto municipal vigente. Mas também será transmitida no Facebook do Bardallos.

Representações do segmento LGBTQIA+ poderão participar expondo questões e atualizações sobre o tema.

O encontro tem à frente a intérprete Jaina Elne, e os jovens artistas Junior Santos e VIC, juntos na construção e interpretação de um repertório com recorte de representações LGBTS que permeiam a música popular brasileira.

O intuito é discutir, em um bate papo aberto, como a música até hoje tem um papel fundamental na formação de identidades coletivas.

O projeto é da jovem produtora Taianara Fontenelle e foi aprovado na Lei Aldir Blanc do Governo Federal através do edital da Prefeitura do Natal.

Música como fator coletivo

Para a produtora, a música sempre foi um produto de consumo que, individualmente, atinge a subjetividade de quem a escuta, e, coletivamente, tem um efeito unificador. A música une as pessoas. Para a questão LGBTQIA+, há um fator de coletividade muito importante, pois na canção surge um espaço de possibilidade de existência coletiva.

“Vá a um show de qualquer artista LGBTQIA+, seja ele da nova geração ou da geração antiga, e você verá como a música aglutina um determinado grupo social através de um conjunto muito rico de imagens e símbolos”, ressalta a produtora.

E complementa: “Nas duas horas de show, os artistas e o público comungam expressões corporais, roupas e discursos que, juntos, tornam-se possibilidades de existência e resistência LGBTQIA+”.

Estreia hoje, dia 25, às 17h, na internet, a nova montagem do espetáculo infantil “Seu Sol, Dona Lua”, encenado desta vez por jovens do Abrace Coletivo Artístico, extensão do Projeto ENCENA da Ong Atitude Cooperação. A peça aborda o amor entre o sol e a lua, utilizando elementos lúdicos, como a música e a arte cênica.

O espetáculo foi escrito por Marcos Sá de Paula, tem música original de Danilo Guanais e direção de Diana Fontes.

Em um primeiro momento, a ideia era fazer a estreia da peça de modo presencial, mas com a chegada da pandemia o elenco passou a ensaiar remotamente pela internet. Sem a perspectiva de poder realizar a encenação com presença de público, gravar a peça e exibir no Instagram e Youtube foi a melhor alternativa encontrada.

O espetáculo tem patrocínio da Prefeitura Municipal do Natal e Governo Federal, através da Lei Aldir Blanc. Além do apoio da Unimed Natal e parceria cultural da Atitude Cooperação. A realização é de Diana Fontes direção e produção cultural.

Abrace

O Abrace Coletivo Artístico é formado por 19 jovens, originados do Projeto Encena da ONG Atitude Cooperação, em funcionamento na Zona Oeste de Natal.

Por meio do projeto, os jovens, que vivem em um bairro periférico, passaram a ser referência no seu entorno familiar, através de formação artística profissionalizante, nas áreas de dramaturgia, literatura, design artístico, poesia urbana, música, entre outros.

SERVIÇO

Estreia Seu Sol, Dona Lua
25 de janeiro, 17h
instagram.com/abracecoletivo
Youtube: https://abre.ai/abracecoletivo

Como resposta à situação de isolamento provocada pela pandemia, o Grupo Interferências de Teatro começou a investigar, através de encontros virtuais, as possibilidades de criação que a internet permitia para a linguagem teatral. Foi a partir disso que surgiu a ideia de fazer a Audiocena “Eu e a Vizinha n° 2020”.

A trama se passa em uma realidade distópica, onde encontramos duas mulheres em isolamento total, separadas por uma parede, em busca de sobrevivência num espaço subterrâneo monitorado por inteligência artificial.

Com duração de 15 minutos, a Audiocena “Eu e a Vizinha nº 2020” já se encontra disponibilizada gratuitamente no canal do Youtube do Grupo Interferências de Teatro. Sua realização só está sendo possível graças ao patrocínio da Prefeitura do Natal e do Governo Federal através da Lei Aldir Blanc.

Grupo Interferências de Teatro

É um coletivo teatral natalense surgido em 2017 com o objetivo de experimentar o fazer teatral de forma independente.

O grupo é composto por seis artistas potiguares, sendo eles: Rubinho Rodrigues, Thayanne Percilla, Jason Gabriel, Geisla Blanco, Abner Souza e Valéria Chaves.

Ao longo dos seus 03 anos de existência, o grupo deu origem a 08 trabalhos artísticos: o espetáculo “Signinuei” (2017-2019/interrompido), a cena curta “Provisório” (2018), a peça-experimento “Maurício” (2018), o espetáculo “Provisório” (2019), as cenas curtas “Muito para o Leste e Tanto para o Oeste” (2020) e “A Lenda do Namorado” (2020), o espetáculo “Maurício” (202-/em processo) e o espetáculo virtual “Eu e a Vizinha nº 2020” (202-/em processo).

Atualmente, o grupo vem sendo produzido pela Ardume Produções Artísticas.

Thasio Igor

Artista em formação com ênfase na área do Teatro, com experiências na atuação teatral, na área de pesquisa, ensino do Teatro e produção cultural.

Tem ministrado oficinas de iniciação teatral e direção de movimento. Cursa atualmente o último semestre do curso de Teatro/UFRN, participou do projeto de ensino do PIBID (2016-2018).

Ministrou oficina promovida pelo Programa Chão de Saberes (NAC/UFRN) e também para grupos independentes de teatro da cidade de Natal.

Atuou nos espetáculos “Êta Caatinga” (2014), “Hiroshima Nunca Mais” (2015), ambos com direção de Bárbara Cristina, “Cambalhotas” (2017), com direção de Nathália Christine, “Regurgitobar” (2018) direção coletiva, “A Exceção e a Regra” (2018), direção de José Ricardo.

Atualmente desenvolve atividades na Ardume Produções Artísticas.

Informações do projeto Audiocena “Eu e a Vizinha nº 2020”

Produção Geral: Ardume Produções Artísticas (Produtor: Thasio Igor)

Grupo/Artista: Grupo Interferências de Teatro

Local de Exibição: Canal do YouTube do Grupo Interferências de Teatro

Estão abertas, a partir de 25 de janeiro, as inscrições para o Prêmio Sesc de Literatura 2021, um dos mais importantes do país e consagrado na distinção de escritores inéditos, cujos trabalhos possuam qualidade literária para edição e circulação nacional.

Obras ainda não publicadas podem ser inscritas nas categorias Romance e Conto. Os interessados têm até 19 de fevereiro para concluir o processo de inscrição, que é gratuito e online.

Ao oferecer oportunidades aos novos escritores, o Prêmio Sesc de Literatura impulsiona a renovação no panorama literário brasileiro e enriquece a cultura nacional.

Os vencedores têm suas obras publicadas e distribuídas pela Editora Record, com tiragem inicial de 2 mil exemplares.

Desde a sua criação em 2003, mais de 16 mil livros foram inscritos e 31 novos autores foram revelados.

O Prêmio Sesc de Literatura 2020 obteve 1358 inscritos, sendo 692 romances e 666 livros de contos.

Para conferir o edital do Prêmio Sesc de Literatura 2021, clique AQUI.

Para se inscrever, clique AQUI.

O Concurso de Fantasias do Carnaval da Cidade de Natal/RN – 1ª edição é uma iniciativa do bloco *Só Tem Artista* que em 2021 adaptou a sua programação de prévia carnavalesca para a internet em virtude do isolamento social sofrido em todo o mundo.

Na programação o bloco promoverá um concurso em que premiará 6 pessoas em 2 duas categorias (popular e luxo), com prêmios que somam 4 mil reais.

Para participar os interessados precisam fazer uma foto ou vídeo mostrando o clipe do hino do bloco ou uma live que a cantora Andiara Freitas promoverá em seu YouTube no dia 30 de janeiro.

Cada concorrente poderá participar com até duas fantasias na mesma categoria ou em categorias diferentes e o objetivo da programação é estreitar o relacionamento de foliões com o bloco que possui quatro anos e que busca a valorização de artistas potiguares.

O concurso e a live de Andiara possuem apoio da Lei Aldir Blanc, Fundação Capitania das Artes, Prefeitura de Natal, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Serviço

O que? – Concurso de Fantasias do Carnaval da Cidade de Natal/RN – 1ª edição
Quando? – Inscrições até 30 de janeiro de 2021
Quem pode participar? – Qualquer pessoa com CPF e conta bancária em seu nome
Quanto custa? Inscrições gratuitas
Como? – Leia o regulamento em http://bit.ly/concursodefantasias

Redes sociais do bloco Só Tem Artista
– Instagram: https://www.instagram.com/sotemartista/
– Facebook: https://www.facebook.com/sotemartista
– YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCXAUEhYtc1Gf8nhmwYpUBLQ

Redes sociais da cantora Andiara Freitas
– YouTube: https://www.youtube.com/c/andiarafreitasoficial


IMAGEM: www.canalicara.com