O Governo do Estado do RN, através da Fundação José Augusto recebeu do Ministério do Turismo, através da Lei Aldir Blanc R$ 32.128.000,00. Foram destinados R$ 18.710.000,00 para 10 editais, com 2.200 prêmios de variados valores abrangendo todos os segmentos da cultura potiguar e contemplando os dez territórios da Cidadania do Estado do RN.

No dia 30/12/2020 (Quarta feira), foram encaminhadas ao Banco do Brasil, Ordens Bancárias correspondentes aos PRÊMIOS DE VÁRIOS EDITAIS, perfazendo o valor de R$ 10.958.000,00, ficando R$ 7.752.000,00 para serem pagos até o meio dia de amanhã (31/12/2020).

Auxílio Emergencial

Quanto ao AUXÍLIO EMERGENCIAL, nesta data de 30/12/2020 chegou-se ao total de R$ 1.605.000,00 pagos, beneficiando-se assim 906 trabalhadores(as) da Economia da Cultura pagos, representando 54,5% de um total de R$ 2.943.000,00, restando assim R$ 1.338.000,00 a serem pagos no dia (31/12/2020), quinta feira.

Os valores que não forem pagos no último dia do ano, serão INSERIDOS EM RESTOS A PAGAR, para quitação em 2021.

Balanço geral

Assim, foram pagos até este dia de 30/12/2020, a importância de R$ 10.958.000,00 de prêmios dos editais e R$ 1.605.000,00 de Auxílio Emergencial, somando R$ 12.663.000,00, e restando R$ 7.752.000,00 para serem pagos amanhã (31/12/2020),além de uma SOBRA de R$ 11.587.700,00 para fazer frente ao Cadastro de Reserva.

Cadastro de Reserva

O CADASTRO DE RESERVA (Suplentes) soma um total de 12.055.500,00, ficando assim um déficit de R$ 467.800,00, valor que pode diminuir em função da desistência de alguns beneficiários que já foram contemplados em três editais diferentes atingindo assim o número máximo de prêmios a que um proponente pode fazer jus.

Hey, Kiddos!

Certamente, é uníssono se dizer que o ano de 2020 foi igual o nome do ator que interpreta o protagonista do filme Matrix, no particular modo de dizer do saudoso “Mumu da Mangueira”: Keanu Reeves! Difícil contestar que não, pelos motivos que todos sabemos…

De toda maneira, buscando entrar no clima de final de ano, vamos montar um top 5 das melhores cervejas do ano, pareadas com um álbum musical (e uma música representativa dele), atribuindo notas e justificando as notas dadas.

No final, será apresentada a “decepção”, a contraposição dialética hegeliana do top: o fundo do poço – eu sei que vocês estavam com saudade, eu estive bonzinho demais nas últimas publicações.

O requisito de análise do top 5 é: a cerveja foi lançada em 2020 (e o álbum também), e degustada (ouvido) ainda em 2020. Perdoem a maior extensão de hoje, não foi fácil resumir tudo isso.

#1 – Gran Finale da Artorius

Ainda que tenha “Finale” no nome, é a Gran Finale abre a enumeração das melhores do ano. No meu Untappd, foi a única cerveja a atingir nota 5/5, numa escala de 100 pontos, eu daria 100 pontos também. Trata-se de uma English Barley Wine Barrel Aged, maturada em Barris que anteriormente continham vinho do porto (Ex-Port).

O estilo, por si só, já é um deleite, e ele foi trabalhado de forma majestosa pelo cervejeiro, conferindo notas amadeiradas, doces e de muitas frutas vermelhas, uma cerveja com o barril bem integrado e de alta complexidade. Uma experiência única, que realmente mereceu uma coluna dedicada quase que inteiramente a ela (clique aqui).

Incrível ver o patamar (#otopatamar) que uma cervejaria potiguar foi capaz de alcançar com esse petardo! Parabéns aos envolvidos!

#1 musical – Kaatayra

Na minha lista geral de avaliações musicais (ainda que inicialmente dividida por estilo), o top 1 foi para o álbum Só Quem Viu o Relâmpago a Sua Direita Sabe de Kaatayra, one-man band de Brasília, formada por Caio Lemos.

O destaque dessa obra prima é o fato de ser um álbum de Black Metal totalmente acústico (e ainda assim ser Black Metal, afinal, uma palhetada em tremolo é perceptível mesmo no violão) e cantado inteiramente em português.

Além disso, inseriu de forma magistral elementos diversos, como field recordings (sons da natureza), vocais limpos e rasgados, e misturou ritmos regionais brasileiros, desde a bossa nova e samba até o xaxado e o baião. Alcançou 98 pontos numa escala de 100.

A música de degustação é: Desnaturação de Si-Mesmo, com direito a um interlúdio de samba (a partir de 7:00 minutos de execução).

#2 Odyssēa 2020 da Trilha

Odyssēa 2020 é uma Russian Imperial Stout envelhecida em barris Ex-Bourbon da cervejaria Trilha. Uma cerveja complexa, com o barril bem presente, corpo altíssimo, parecendo petróleo, licorosa, alcoólica e muito potente.

Eu me arriscaria em dizer que ela é o mais próximo que uma cerveja nacional conseguiu chegar do arquétipo cervejeiro de uma KSB da Founders!

No aroma, Bourbon está muito bem colocado em evidência, muito chocolate, torra alta. No sabor, mais barril dando a presença, mais cacau, café leve, Bourbon, aquecimento, nozes. Corpo alto, carbonatação boa, excelente!

Ela atingiu 4,75/5 no Untappd, numa escala de 100 pontos, recebe facilmente 97 pontos.

#2 musical – Lord Vigo

Para acompanhar uma cerveja de alta complexidade, brindo-vos com o segundo álbum mais bem avaliado (atingiu 97 pontos numa escala de 100), da banda alemã de Epic Doom Metal, Lord Vigo, um álbum conceitual cyberpunk, inspirado no filme Blade Runner.

Destaque para os vocais barítonos surpreendentes, baixo pulsante, teclados tech-noir e bateria sincopada. A música de indicação é At The Verge of Time.

#3 Lover-Licious da Dogma (parceria com a 3 Sons Brewing Co.)

Trata-se de uma NEIPA feita em collab entre a Dogma e 3 Sons Brewing Co.na série small batch, exclusiva do Brewpub da Dogma em São Paulo.

A Lover-Licious foi uma IPA que se destacou pelo frescor e pelo alto padrão, notas frutadas intensas e um corpo sedoso, despudoradamente juicy! Sem harsh algum. No Untappd, ela alcançou 4,75/5, numa escala de 100 pontos, atinge facilmente 95 pontos.

#3 musical – The Weeknd

Seu pareamento musical se encontra com o álbum After Hours do artista canadense The Weeknd, que atingiu 97 pontos, com seu pop/R’n’B com toques de synth pop oitentista, e a música a ser recomendada não poderia ser outra que não Blinding Lights, com seu refrão chiclete que lembram os bons tempos de Michael Jackson.

#4 Morning Gringo 2020 da Dogma

O Brasil é um país que é necessário dizer o óbvio, e o óbvio é que a Dogma é a melhor cervejaria nacional, e por esse motivo, emplacou mais uma no top 10.

A Morning Gringo, uma RIS com adição de Maple (xarope de Bordo) e café, já vai no seu terceiro lote. Ela foi lançada inicialmente em 2018, e eu tive o prazer de degustar todos os três.

O lote de 2020 mantém o sarrafo lá no alto, atingindo 4,75/5 na escala do Untappd, e 93 pontos numa escala de 100.

No aroma, Maple bem acentuado, café proeminente, chocolate amargo perceptível. No sabor, o dulçor e o Maple predominam, café em segundo plano, ainda assim, bem evidente, chocolate mais suave. Corpo denso, amargor alto, bem oleosa.

#4 musical – Haken

Como acompanhamento musical temos o heavy metal progressivo da banda britânica Haken, que atingiu um total de 95 pontos na escala de 100 com seu sugestivo álbum nomeado de Virus.

Um álbum complexo, com momentos jazzy e às vezes um pouco funky, alguns solos de baixo e batidas eletrônicas programadas. Como música de degustação deixo a também sugestiva: The Strain.

#5 – Kiwi Brother da Croma

Para fechar nossa retrospectiva das 5 melhores do ano, temos mais uma NEIPA, dessa vez da Croma. A Kiwi Brother foi uma das quatro cervejas da Croma da série Brother, que contava também com a Aussie Brother, Yankee Brother e Max Brother. No Untappd, ela foi agraciada com 4,75/5, e numa escala macro de 100 pontos ela atinge 92 pontos.

A Kiwi Brother é uma Juicy IPA com os lúpulos neozelandeses Nelson Sauvin e Motueka. No aroma, ela possui uma explosão frutada, com kiwi, caju e jaca logo de cara. No sabor, um adocicado médio-alto, amargor zero, uvas verdes de média intensidade, um corpo bem juicy, e uma percepção bem sedosa, em um corpo médio-alto, dotada de herbal muito sutil, com mais frutas, especialmente o Kiwi que nomeia a cerveja.

#5 musical – Enslaved

O pareamento musical dessa cerveja é com o álbum Útgarðr dos veteranos do Enslaved, um dos camaleões da história do Black Metal Norueguês, que evoluíram da second wave dos anos 90, passando por uma fase de Viking Metal, para uma sonoridade bem mais progressiva e um pouco eletrônica.

Útgarðr atingiu 94 pontos na escala de 100. Como música de destaque que resume bem a nova sonoridade da banda, para degustação, fica a sugestão de se ouvir Urjotun.

A Decepção: as cervejas do projeto All Together

“De boas intenções, o inferno está cheio” diz o ditado popular. De forma mais sofisticada, Sartre diz: “o inferno são os outros” na sua peça Huis Clos (Entre quatro paredes, na tradução brasileira).

A prova desses adágios foi o projeto cervejeiro mundial All Together. All Together foi uma cerveja elaborada pela cervejaria americana Other Half Brewing, a qual disponibilizou duas versões dessa cerveja: uma New England IPA e outra West Coast IPA.

As receitas estão abertas ao público e o objetivo é que cervejarias, no mundo inteiro, fabriquem a All Together e doem parte dos recursos gerados pelas vendas.

O site do projeto mostra em sua interface um mapa com a localização de 855 cervejarias participantes espalhadas por 53 países diferentes; 16 delas funcionam no Brasil (no total foram bem mais, que sequer constam no site).

Em teoria, uma ótima ação social, uma cerveja renomada mundialmente cede duas receitas e parte dos lucros auferidos deveriam ser doados para ajudar a reparar a crise econômica do COVID-19, destinando os valores às pessoas do meio cervejeiro que ficaram em dificuldade por causa dele (garçons, ajudantes, dentre outros).

O que poderia dar errado? (Quase) tudo eu diria… difícil é dizer o que deu certo, muito em virtude do silêncio sepulcral no mundo cervejeiro, afinal nenhuma cervejaria fez o mea culpa publicamente.

Tive o desprazer de provar aproximadamente 12 cervejas desse projeto, de cervejarias renomadas como Salvador, Dogma, Trilha, Everbrew, Octopus, HopMundi, até cervejarias mais simplórias, como Locals Only, Dom Haus e Cia Hop. E a classificação dessas cervejas pode ser dividida em: ruins, péssimas e impróprias para o consumo humano.

O que mais se viu foram alterações nas receitas dadas (uso de lúpulos de safras antigas e/ou barateamento de insumos), cervejas oxidadas, cervejas fora de estilo, cervejas com clorofenol (a famosa CloroquIPA que o gado adora, com aquele gostinho de água sanitária – aliás, algumas dela foram direto para o ralo e funcionaram melhor que Coca-Cola como desentupidor) e outros off-flavors inaceitáveis.

Em síntese, um show de horrores, não havia um padrão mínimo de qualidade a ser oferecido ao consumidor. 90% das cervejas desse projeto deveriam ter sido recolhidas e quem comprou deveria ser ressarcido. Esta é a verdadeira boa intenção que fracassou.

Quanto ao repasse de parte dos lucros, vi algumas cervejarias prestando contas e outras não – seria Mamon agindo? Então, se não há accountability (responsabilização pelo que foi feito) o projeto por si só é uma decepção.

O que se promete deve ser cumprido. Nota 0 para as cervejas e para o projeto no geral (para a execução, não para a ideia, que, aliás, é ótima).

Decepção musical

Musicalmente, se eu fosse recomendar uma decepção a ser escutada (o que, obviamente, eu não faço, pois só dou boas dicas musicais a vocês) seria o álbum mais recente do Ozzy Orbourne, chamado Ordinary Man. Talvez o título indique o que o álbum é: ordinário. Coitado do Ozzy, está meio obsoleto, vai ter que ganhar o título Det Som Engang Var do ano.

A música menos ruinzinha é a faixa título (Ordinary Man), a qual o sir Elton John ajuda a salvar, tocando piano e cantando em dueto com o Madman. Numa escala de 100 pontos, ela ganha, com muita boa vontade, 20 pontos.

A Saideira

Certamente que esse foi um dos textos “mais autorais” já publicados nessa coluna (já dizia Kierkegaard: “a subjetividade é a verdade”[1]), e de certa forma um universo cervejeiro peculiar foi criado, com a difusão de termos como Det Som Engang Var para se referir a algo que já foi bom, ou o termo particular da ansiedade por lucros do nosso “querido” Mamon, as críticas ao Hype mercadológico, além de algumas outras pitadas “semi-filosóficas” aqui e ali.

Derradeiramente, o intuito foi fazer um apanhado de um ano todo, de mais de 400 cervejas degustadas e mais de 200 álbuns musicais ouvidos. Apresento-vos, portanto, a retrospectiva 2020: a nata da nata, ou o crème de la crème, em termos cervejeiros e musicais de 2020.

Este foi o TOP 5 do ano. E o seu qual seria? Concorda com esse? Tiraria alguma indicação? Acrescentaria alguma? Comentem se gostaram.

Desejamos um feliz 2021 a todos (vem vacina!)! E nos vemos de novo no ano que vem!

Saúde!


[1] KIERKEGAARD, Søren. Post Scriptum no científico y definitivo a “Migajas filosóficas”. Trad. Javier Teira e Nekane Legarreta. Salamanca: Ediciones Sígueme, 2010. p. 151.

A Fundação Parnamirim de Cultura (Funpac) vai encerrar a programação de fim ano nesta quarta-feira (30) com a live comemorativa que contará com apresentações do Choro de Cordas, Parnamirim Jazz Sinfônica (PJS) e convidados.

O evento será transmitido do Teatro Municipal de Parnamirim a partir das 19h30 e terá participação especial de Liz Rosa, Khrystal e Jailton Pereira.

Este ano, devido à pandemia, a programação está ocorrendo apenas através de lives, transmitidas pelo Facebook da Prefeitura e pelo Youtube do Parnamirim Jazz.

Além disso, as apresentações com os músicos e artistas convidados estão obedecendo todas as orientações de segurança recomendadas pelas autoridades de saúde para impedir a propagação da Covid-19.

Balanço

As festividades iniciaram no dia 17, data do aniversário de 62 anos de Emancipação Política de Parnamirim, com a participação do dueto Zé Hilton do Acordeon e Chorobone, grupo instrumental formado por dois músicos parnamirinenses, sendo Zé Hilton do acordeon & Luiz Carlos Lima (trombone e flauta doce).

Em seguida foi a vez do Parnamirim Jazz Sinfônica encantar a todos com um repertório que passeou pelas sonoridades únicas do jazz, balanceadas com timbres eruditos, resgatando a relação de Parnamirim com o gênero, que foi trazido para a região por americanos, na época da Segunda Guerra Mundial.

A orquestra (PSJ) também se apresentou nos dias 19, juntamente com Dueto Nordeste e participação de Ricardo Vianna e Sérgio Luís, e dia 25, com a presença dos solistas Hilkelia Pinheiro, Tatyana Xavier e Agamedes Rodrigues.

No último dia 20, a live do Festival Multicultural Tô de Boa, Tô na Rede contou com 36 apresentações de artistas de dança, música e teatro do município.

Tanto o Festival Multicultural, quanto a Orquestra, acontecerão com recursos da Lei Aldir Blanc e visam premiar iniciativas artísticas e culturais da cidade de Parnamirim, que serão apoiadas com recursos emergenciais da Lei Federal de Emergência Cultural Aldir Blanc nº 14.017/2020.

Os transtornos vividos pela população dos bairros das zonas Oeste e Sul de Natal, em virtude dos alagamentos durante o período chuvoso, estão perto de chegar ao fim.

A Prefeitura está finalizando as obras de mais uma etapa do túnel de macrodrenagem que, quando estiver em plena funcionalidade, vai eliminar 30 pontos de inundações existentes nas regiões. O cronograma de serviços já atingiu 85% e a expectativa é que tudo seja finalizado até maio do próximo ano.

Estão sendo investidos R$ 163 milhões, sendo R$ 143 milhões do governo federal e R$ 20 milhões da Prefeitura de Natal. Os serviços consistem na construção do túnel com 4,7 km de extensão e a interligação do sistema com as lagoas de captação do Centro Administrativo, de São Conrado e do KM-06, que será o destino final das águas que serão escoadas pelo equipamento.

“A obra acabará com alagamentos nos bairros de Nova Descoberta, Lagoa Nova, Dix-Sept Rosado, Candelária, Nazaré e Bom Pastor”, destaca o prefeito Álvaro Dias.

De acordo com o secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Carlson Gomes, o trabalho sofreu algumas intercorrências ao longo da execução, mas as dificuldades foram superadas.

“Destaco ainda a questão da pandemia, que também gerou impactos no cronograma. Mesmo assim, seguindo um rígido protocolo sanitário, protegendo os operários e toda a equipe envolvida, conseguimos imprimir um ritmo satisfatório de atuação e acreditamos no cumprimento do prazo estabelecido, entregando o equipamento no primeiro semestre de 2021”, afirma o titular da Semov.

A Prefeitura também já planeja a ampliação do trabalho de combate aos alagamentos em outros pontos da cidade.

“O atual serviço vai propiciar, no futuro, a eliminação de pontos de alagamentos no bairro da Cidade da Esperança e nas regiões próximas às Lagoas do Preá e Potiguares. Essa será uma fase posterior, mas que depende do que estamos fazendo agora. O atual túnel já terá a estrutura que chamamos de ‘dois braços’ para seguirmos com esse trabalho de combate e erradicação dos alagamentos na cidade.”, aponta Carlson.

Rua José Gonçalves

Ainda dentro de investimentos na área de drenagem e esgotamento sanitário, a gestão municipal firmou uma parceria público-privada para conter os alagamentos na rua José Gonçalves, em Lagoa Nova. Essa obra tem investimentos de R$ 1,3 milhão. O supermercado Nordestão entrou como parceiro da obra, investindo R$ 900 mil, a Caern também fez um aporte de R$ 200 mil e a Prefeitura complementou com R$ 180 mil.

O serviço consiste na construção de um chamado “piscinão” subterrâneo, que acumulará as águas das galerias pluviais. Após a conclusão, as casas e estabelecimentos comerciais não serão mais invadidas quando chover.

A sexta edição da Revista “O Galo”, publicada pelo Governo do Estado, através da Fundação José Augusto (FJA), está disponibilizada em formato virtual a partir desta quarta-feira (30) no site da FJA.  A publicação celebra o aniversário de personalidade e fatos que marcaram a cultura do RN.

Entre artigos e reportagens, destacam-se textos sobre os 210 anos da escritora Nísia Floresta, os centenários do editor Vingt-Un Rosado e do escritor Raimundo Soares de Brito, os 80 anos do romancista Nei Leandro de Castro e os 90 anos do historiador Lenine Pinto.

A revista homenageia ainda os 60 anos do artista visual Assis Marinho, cuja obra é destacada na matéria “Assis Marinho, o mais presente em paredes natalenses”, escrita pelo jornalista Eduardo Alexandre.

A publicação, editada pelo jornalista Cefas Carvalho, traz ainda uma entrevista com o filósofo Pablo Capistrano, contos das escritora Carmen Vasconcelos, Cellina Muniz e Jeanne Araújo.

E ainda ensaios de Constância Lima Duarte (“Desvendando o enigma da tradução de O Direito das Mulheres”) e Beth Olegário (“Zonas de aproximações: A literatura nordestina e o neo-realismo português de Amando Fontes”).

Destaque também para “A lição de Anatomia”, último texto escrito pelo escritor e dramaturgo Júnior Dalberto, falecido em outubro deste ano.

“Celebramos nesta edição figuras e fatos importantes da nossa história que não poderiam passar despercebidos. Nossos colaboradores apresentam um olhar aprofundado sobre esses temas aos nossos leitores. Desta forma, O Galo mostra seu vigor, mesmo em um ano tão difícil”, destaca o diretor-geral da FJA, Crispiniano Neto.

Sexta edição da Revista “O Galo”

Acesse  e faça download pelo site http://www.cultura.rn.gov.br na secção “Publicações”

Eu quero ser sempre aquilo com quem simpatizo. Eu quero ser eu mesmo. Eu quero fugir de mim. Quero ideias. Outras. Não mais as minhas. Eu quero mistura. Novas sensações. Novos ares. Novos jambos. Eu quero engolir Sartre. E cuspir Dostoievski. Mas só após a digestão. Eu quero ser alcoolatra por tempo determinado. Eu quero ser hippie, se nada der certo, lógico. Eu quero ser anarquista, se tudo der certo demais, evidente. Eu quero ser Lennon. Quero uma nova chance para a paz. E eu quero paz para discussão, que fique claro. Eu quero o mel e o alho; o simples e o complexo; o irmão e o ladrão.

Eu quero ser poesia; estrofe. Para isso eu quero saber o que é o amor. Eu quero parar no tempo. Quero dizer que vivi. Eu quero uma Janis Joplin. Uma Amélie Poulain. Eu quero uma Sharon Stone, para ocasiões ocasionais. Eu quero uma paixão passageira de filmes europeus. Quero penetrar a poesia de Bocage. Quero uma cena de novela. E 15 minutos de folga. Eu quero uma revolução. Não armada; não da educação. Eu quero uma revolução do amor. Quero para todos.

Eu quero discutir desilusões e ilusões. Quero amar sofregamente. Eu quero ser rio e mar. Paixão. E amor sublime até o final. Eu quero Novos Baianos; novos Beatles. Eu quero Beto Mejia na vitrola e os dez destinos mais prováveis. Eu quero a contracultura a favor de todos. Eu quero o maldito benquisto. A poesia marginal ao marginalizado. Eu quero os shoppings como prisões. Eu quero as prisões como reflexão. Eu quero a igualdade. Não como utopia. Eu quero o socialismo pregado na Bíblia. Eu quero corromper o poder. Eu quero o anarquismo como diversão. Quero o marxismo como trabalho. E o “mais-valia” como exemplo.

Eu quero ser feliz (?). Por instantes mais longos, pelo menos. Eu quero a tristeza de Vinícius de Morais. Quero o choro do Pierrot. E sentir o amor da Colombina, também. Eu quero ser um incompreendido. É mais fácil. Eu quero contar o contido. Quero mostrar o incontido. Quero botar meu bloco na rua. Eu quero ser o palhaço do circo. E o palhaço dos camarins, também. Eu quero ser Gandhi quando crescer. Quero viver de botequim e de ônibus.

Eu quero uma tarde em Itapoã. Pode ser uma vida em Santa Rita. Ou uma lembrança da Velha Redinha. Eu quero fugir. Eu quero passear em Penny Lane, chupar morangos em Stramberry Fields. Andar de mãos dadas com Lucy em seu céu de diamantes. Eu quero respirar Veneza. Sentir o Egito. Eu quero ser mendigo na Índia. E elefante branco na Tailândia. Eu quero manchar Walt Disney de cinza. Apagar o mickey da memória. Eu quero vestir alma de cigano. Ser matriz de algum coração.

E para não dizer que não falei de flores. Eu quero um jardim, com acácias, baobás e plantas carnívoras. Eu quero um jardim secretíssimo; sincretíssimo. Uma jardineira infiel. Quero cheiro de néctar; de sexo. Rouxinóis para poetizar o ambiente. Eu quero flores para colorir o mundo. E rosas para perfumar a hipocrisia de um mundo que só pede e só quer.

O curta-metragem “Autômata” é uma videodança que apresenta uma coreografia solo interpretada por Ana Cláudia Viana. A produção aconteceu entre julho e agosto de 2020 durante a pandemia de Covid-19, sob condições de quarentena e isolamento social.

A intérprete criou a coreografia e apresentou da sala de seu apartamento onde foi dirigida remotamente pelo cineasta e propositor da ideia original, Pedro Fiuza. As filmagens aconteceram por videoconferência e a própria bailarina também foi responsável pela operação de câmera.

Atmosfera de finitude

Com 30 anos de carreira dedicada à dança, Ana Cláudia Viana traz em “Autômata” interpretações dos sentimentos e reflexões, traduzidos em movimentos, sobre sua condição de isolamento social na casa onde mora sozinha. A raiva e o medo chegam como emoções catárticas diante da atmosfera de finitude e de morte criadas pela pandemia.

“Mas é paradoxal, porque também é um momento de reconhecermos outros caminhos, outras luzes. A pandemia desmascara paradoxos e sensações arcaicas. Nada racional, mas próximo do inconsciente” afirma Viana.

O filme possui trilha sonora original composta pelo músico Marc Abillama e foi montado pelo editor Aristeu Araújo que realizou o trabalho de pós-produção em Curitiba.

“Apesar das limitações impostas pela pandemia, a arte continua sendo um espaço de largas fronteiras onde é possível usar a própria matéria-prima da criatividade como fonte de inspiração para encontrar novas possibilidades de produção além de dar continuidade ao nosso ofício”, disse Pedro Fiuza.

Segndo Fiuza, “Autômata” é sobre as emoções geradas por esse momento difícil e também foi todo produzido em esquema de isolamento e distanciamento social.

“Fomos fiéis ao tema central da obra até mesmo no formato de produção”. O cineasta foi o responsável por dirigir a equipe, que trabalhou toda a distância.

Estreia no youtube

Contemplado pelo edital “Prêmio Funarte RespirArte”, o curta estará on-line a partir da segunda-feira dia 28/12 no canal do YouTube da Casa da Praia Filmes, produtora responsável pelo projeto. “Autômata” poderá ser visto em qualquer lugar do mundo com acesso livre à internet durante 12 meses.

“Esperamos que o público aprecie mais essa forma de encontrar-se com os artistas e com a dança. A pandemia nos afastou dos teatros, mas a ferramenta do vídeo nos permite documentar e distribuir a arte para a maior quantidade de pessoas possíveis. É um grande privilégio podermos apresentar o incrível trabalho de Ana Cláudia para a maior quantidade de espectadores possíveis” afirma a produtora executiva Mariana Hardi.

“Autômata” é uma produção da Casa da Praia Filmes.

“AUTÔMATA”

(Brasil/RN, 2020)

Vídeo-dança, 6 minutos, Classificação indicativa: Livre

Direção: Pedro Fiuza

LINK PARA O FILME:

https://youtu.be/STdpZ31cRHI  

 

A Trapiá Cia Teatral está em processo de montagem do espetáculo Condenadxs, um projeto contemplado do edital de fomento da cultura potiguar 2019 da Fundação José Augusto/Governo do RN.

CONDENADXS é inspirado na peça “Esta propriedade está condenada” de Tennessee Williams. Ambientada em uma rua de terra no espaço da caatinga, as personagens, Jean e Tomas, se encontram e descobrem que possuem sonhos que vão além da realidade social que lhes é imposta. Exclusão, abusos contra crianças e adolescentes, abandono e trabalho infantil convivem com esperanças de dias melhores.

Na peça o tom tenso destas vidas é quebrado pelo amor ao cinema, a dança, a poesia e aos desejos de voar para longe… muito longe.

A Trapiá Cia Teatral irá compartilhar um pouco sobre a montagem e a dramaturgia do espetáculo através de dois vídeos depoimentos disponibilizados no canal oficial da Trapiá Cia Teatral no YouTube. E duas “lives”, pelo instagram da companhia, conversando com convidados para falar sobre o contexto e a importância do tema que o espetáculo trata. Os convidados serão os parceiros Marcus Vinícius, juiz de Direito, e o presidente do COMDCA Caicó Cristiano Manuel.

Assim a Trapiá Cia Teatral encerra 2020 em conexão com o público com a certeza de que 2021 será o ano de estreia de Condenadxs nos palcos do RN.

Serviço:

27/12/2020 – Domingo às 19h

Vídeo Depoimento: A dramaturgia de Condenadxs Onde: Canal Oficial You Tube Trapia Cia Teatral

https://www.youtube.com/channel/UCC_deyjXt1N9jEeFoOvWUIA

 

28/12/2020 – Segunda às 19h

Trapiá Convida Marcus Vinícius para falar sobre o tema do espetáculo Condenadxs Onde: Instagram Oficial Trapiá Cia Teatral

https://instagram.com/trapiaciateatral?igshid=534qqtoo6bre

 

29/12/2020 – Terça às 19h

Trapiá Convida Cristiano Manuel para falar sobre o tema do espetáculo Condenadxs Onde: Instagram Oficial Trapiá Cia Teatral

https://instagram.com/trapiaciateatral?igshid=534qqtoo6bre

 

30/12/2020 – Quarta às 19h

Vídeo Depoimento: A montagem de Condenadxs Onde: Canal Oficial You Tube Trapia Cia Teatral

https://www.youtube.com/channel/UCC_deyjXt1N9jEeFoOvWUIA


Desenho original da peça: Custódio Jacinto

A comunidade escolar da rede pública de ensino da capital potiguar tem à disposição um importante aliado em segurança pública. Há seis anos, as 146 escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) espalhados pelas quatro zonas administrativas do Município contam com o apoio fundamental das equipes da Ronda de Proteção Escolar da Guarda Municipal do Natal (Rope/GMN), que executam um trabalho de segurança preventiva para proteger alunos, pais, professores e funcionários.

A iniciativa é um sucesso e acontece por meio de um convênio firmado entre as secretarias municipais de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes) e a de Educação (SME). “O esforço conjunto vem alcançando o objetivo de inibir a violência nas escolas e áreas adjacentes a essas unidades”, define o prefeito Álvaro Dias.

A Ronda Escolar da Guarda Municipal conta diariamente com uma estrutura composta por viaturas e guardas municipais, que em seus dias de folga recebem diárias operacionais para executarem o patrulhamento preventivo. Todas as escolas municipais são patrulhadas 24h e os diretores das unidades pedagógicas têm contato direto com as equipes de serviço, que podem ser acionadas a qualquer momento para o pronto atendimento de ocorrências.

A estratégia de atuação das equipes da Rope se baseia em três pilares. O primeiro é o trabalho de patrulha e visitas regulares em todas as unidades da rede pública do Município. A segunda é voltada para o planejamento e a segurança de eventos promovidos pelas escolas. Nesse sentido, são implantadas medidas de segurança para atuar de forma móvel e fixa, dependendo das necessidades. Por fim, estão as ações sociais preventivas em que os alunos das mais variadas faixas etárias recebem dos guardas municipais palestras e informações de maneira lúdica, fomentando a imagem do policial como um agente protetor e aliado no combate à violência.

Ao longo desse período, o grupamento passou a ser imprescindível nas escolas municipais, devido ao trabalho de policiamento comunitário que une Guarda Municipal, gestão escolar, servidores e estudantes, criando um ambiente seguro para o desenvolvimento das atividades pedagógicas. “O Rope é o braço de proteção das escolas municipais, não somente garantindo a segurança da comunidade escolar, mas também agindo de maneira humanitária durante todo esse período de pandemia, contribuindo na organização e na distribuição de cestas de alimentos às famílias dos nossos estudantes”, enaltece a secretária municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Mônica Santos.

O comandante da GMN, Alberfran Grilo, alerta e destaca que os benefícios do patrulhamento do Rope são bem mais amplos, contemplando toda a cidade . “Todas as áreas das imediações das escolas municipais são patrulhadas, a exemplo de praças, paradas de ônibus e quadras de esporte, com o intuito de prevenir atos criminosos e de violência. Esse trabalho já é responsável pela diminuição do número de arrombamentos, de vandalismo e de violência praticada dentro das escolas municipais de Natal”, contabiliza o comandante.


Crédito da Foto: Semdes/PMN

A exposição virtual – Brincadeira de Menina é um projeto da vídeomaker e fotógrafa feminista Mickaelly Moreira, que propõe oportunizar um instante de discussão acerca do brincar como uma ação puramente lúdica, excluindo os rótulos que a sociedade reservou no que diz respeito à separação de brinquedos e brincadeiras a partir do gênero.

O lançamento da exposição está marcado para esta terça (29) às 10h, no instagram da artista @mickaellymoreirabjj, numa live-palestra com a doutoranda em Serviço Social (UERJ) Luana Paula, simultâneo ao lançamento do site: www.brincadeirademenina.com.

“Dos presentes recebidos na infância, podemos perceber que meninas possuem como principais brinquedos aqueles que remetem aos cuidados do lar e do bebê, enquanto os meninos, aqueles relacionados ao desenvolvimento físico, velocidade e agressividade. Esta exposição reforça a ideia de que meninas são livres para escolher seus jogos e brincadeiras da maneira que quiserem, e que se sintam bem para isto”, diz Mickaelly.

Este trabalho foi contemplado com o Prêmio de Promoção e Apoio à Manifestações Culturais 2020, da Prefeitura Municipal de Mossoró e também no Edital de Fomento à Cultura Potiguar da Lei Aldir Blanc, através do Governo Federal, Governo do Estado e Fundação José Augusto.

A exposição tem curadoria de Romero Oliveira, que junto à artista selecionou as obras e foi responsável pela concepção, montagem e supervisão da exposição.

A proposta desta intervenção artística nos permite repensar que, embora tenhamos conseguido avançar ao avaliarmos conceitos até então cristalizados do que é ser homem e ser mulher, ainda nos detemos a detalhes tão simples quanto as brincadeiras.

Mickaelly Moreira

Mickaelly Moreira ingressou profissionalmente na carreira artística no ano de 2017, quando passou a fazer parte do núcleo de atrizes da Cia Escarcéu de teatro.

Como fotógrafa, auxiliou na composição fotográfica dos espetáculos dos quais faz parte, bem como realizou exposições públicas de bastidores.

Além disso, a fotógrafa é também pesquisadora na área do Gênero.

Mestra em Serviço Social, o interesse pelas discussões surgem no início da formação acadêmica, no ano de 2010, quando ingressa no Núcleo de Estudos Sobre a Mulher Simone de Beauvoir na UERN.

Os desafios de ser mulher, artista, feminista no interior do Nordeste, tornam pertinentes as buscas cotidianas pelos avanços na discussão acerca dos papéis de gênero socialmente impostos.

Até o dia 31 de dezembro, o espetáculo “Para Onde Voam os Pássaros” da Sociedade T ficará disponível para apreciação no canal do YouTube do grupo. O acesso é gratuito e a versão compartilhada é sem cortes e diferente daquela da temporada apresentada em setembro.

Para Onde Voam os Pássaros é um espetáculo infantojuvenil que traz as aventuras dos irmãos Pequeno e Grande ao ser aventurarem numa caçada de avoantes. Com abordagem lúdica, trata de temas como coragem, liberdade e conscientização ambiental.

Inscrevam-se no canal da Sociedade T no youtube para acompanhar essa e as outras ações do grupo!

Projeto contemplado pela Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural.

APRENDIZAGENS

“Não há nada de novo debaixo do sol”
(Eclesiastes, 1,9)

Chego ao sol, meu pasmo é imenso!
Quero enfeitiçar o amanhecer.

Tranço cabelos, destranco roupas,
fico tramando proximidades.

Guardo nesgas da noite nos poros,
trago cartas, cristais, oráculos
e pulsares varados de vidência.

Não me seguro em pensamentos,
o mundo é coisa de sentir.

Abro janelas em mim, e portas,
mas conservo cortinas, transparências,
para reter os avisos do vento.

Todos os dias teço aprendizagens,
todos os dias renasço de assombro.
O sol é um deus que sabe doar-se.

(Carmem Vasconcelos)

Os 421 anos da capital potiguar serão celebrados em grande estilo. Para marcar a passagem de mais um aniversário da cidade, a programação virtual do Natal em Natal está recheada de opções para todo mundo curtir a data especial.

Na sexta-feira (25), o tradicional espetáculo “Um Presente de Natal” acontecerá de forma virtual e será exibido no canal do Youtube do evento. Já no canal do Youtube da Prefeitura de Natal, os shows começam a partir das 15h30 e se estenderão até 21h30.

O destaque será o show da banda Cavaleiros do Forró, às 17 horas. Ainda no dia 25, o canal da Prefeitura no Youtube vai transmitir as apresentações dos artistas Henry Freitas, Banda Dubê, Alphorria e Pedro Lucas.

Um Presente de Natal

O espetáculo “Um Presente de Natal” acontece há 23 anos e nesta edição, por causa da pandemia, teve que se adaptar. A apresentação foi transformada em um produto audiovisual gravado e será disponibilizado na internet até o dia 6 de janeiro. O mote é o aniversário de fundação de Natal, que neste ano celebra 421 anos.

“Mesmo com todos os desafios e dissabores gerados pela pandemia, não poderíamos deixar passarem batidas as comemorações do aniversário da cidade, sobretudo para deixar uma mensagem de fé, esperança e otimismo para a população que tem enfrentado tantas dificuldades”, afirma o prefeito Álvaro Dias.

Programação de Shows 

Natal comemora seu aniversário só no dia 25 de dezembro, mas as celebrações começam bem antes. Já nesta quarta (23), às 18h, a TV Universitária transmite mais uma apresentação da Filarmônica da UFRN (Missa Brevis KV 140 – Wolfgang Amadeus Mozart).

Os amantes da sétima arte poderão conferir no canal do Youtube Com Arte Produções a exibição, a partir das 20 horas, do curta-metragem “Mais um João”. Para finalizar a programação do dia tem show de DuSouto no canal do youtube da banda.

Na quinta-feira (24), véspera de Natal, tem mais uma apresentação da Filarmônica da UFRN (Missa Brevis KV 140 – Wolfgang Amadeus Mozart), às 18:00 horas, novamente exibida pela TV Universitária. No canal do youtube da PMN, a rainha do forró Eliane vai cantar todos os seus sucessos, a partir das 21 horas.

Sem tempo para descansar e para ofertar ainda mais opções de lazer e cultura para os natalenses, as apresentações seguem no sábado e domingo.

No sábado (26), a programação é essa: 14h45 Movimento Sinfônico – Concerto Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte (Milagre do Menino Jesus – Amahi e os Visitantes) – Tv Cabugi; 18h30 Show Bonde do Brasil – Youtube: Prefeitura do Natal; 19h Show Live de Carmem e Levi; 19h Show Live – 20 anos de Carreira de Simona Talma – Múltipla /  youtube.com/dosoltv; 20h Show Circuito Musical – Youtube: Prefeitura do Natal; 21h30 Edyr Vaqueiro – Youtube: Prefeitura do Natal.

Fechando a semana, o domingo (27) também terá atrações especiais: 16h – 1º Show Live no Youtube do Coco Juremado RN as Flechas, Tem Coco no Terreiro sim Senhor – Youtube: cocojuremadornasflechas; 18h Show JM Puxado – Youtube: Prefeitura do Natal; 19h Fuxico de Feira Online; 19h30 Debinha Ramos – Youtube: Prefeitura do Natal; 21h Show Samya Maia – Youtube: Prefeitura do Natal.


FOTO: Brunno Martins

“Hey, Kiddos! Ya wanna a balloon?”

Existem várias formas de degustar cervejas (e essa dica de hoje talvez sirva também para vinhos), maneiras mais ou menos complexas de se degustar que se encaixam com alguns propósitos pré-definidos.

Assim, há formas menos compromissadas, situações que pedem uma session, algo sem muita pompa ou predicados sofisticados. Outras vezes, podem existir degustações temáticas, apenas com IPA’s ou apenas Stouts, ou seguindo algum outro parâmetro como apenas Single Hops com algum lúpulo em específico. Há uma infinidade de possibilidades de se pensar uma degustação temática.

Hoje vamos falar de uma modalidade específica de degustação temática chamada de degustação vertical, e a cerveja escolhida para essa finalidade ilustrativa foi a barrel aged DIPA da cervejaria potiguar HopMundi, a Wynwood.

Safrando” as cervejas

Para que se faça uma degustação vertical é necessário que se possua uma diferença significativa entre os lotes de uma mesma cerveja a ser degustada. Assim, é comum que se escolha cervejas que usam anos para identificar a “safra” designada. A expectativa com essa metodologia consiste em uma dupla abordagem.

Em primeiro plano, por se tratarem de cervejas barrel aged na maioria dos casos, espera-se avaliar e observar a evolução da integração entre as notas que o barril conferiu à cerveja e se essa integração acabou por se arredondar com o passar do tempo.

Essa mesma premissa vale para cervejas que não são envelhecidas, mas que possuem alguma particularidade na fermentação, e neste caso a levedura é capaz de se mostrar diferente ano a ano. Este é o caso da cerveja trapista Orval, que a cada ano possui uma particularidade em sua fermentação após a sua produção, sendo comum se fazer uma degustação vertical de 5 anos diversos.

Em segundo plano, a degustação vertical tem como objetivo elementar observar diferentes interações de barris de madeiras diferentes ou barris que continham destilados diversos, e que foram usados em “safras” diferentes, conferindo notas e sabores que variam ano a ano. Assim, é possível identificar como uma mesma cerveja base passa por diferentes interações a depender do barril que lhe serviu de guarda em sua maturação.

Uma DIPA Barrel Aged

A cerveja escolhida para a degustação vertical da vez foi a Double India Pale Ale (Double IPA) da cervejaria HopMundi, uma cerveja que já existia desde a época de cervejaria caseira (que na época era maturada com chips embebidos em um famoso Tennessee Whisky que costumam beber misturado com Coca-Cola).

A receita foi aperfeiçoada e integrada ao portfólio profissional da cervejaria, e em novembro de 2019 foi lançada a primeira versão da Wynwood.

Ainda que não nomeada oficialmente de blended ou regular, essa versão passava por um processo de Dry Hopping (adição de lúpulo na etapa fria da produção da cerveja, que tende a conferir um perfil aromático mais intenso) e era “blendada”, adicionava-se uma parte de cerveja não maturada a uma proporção que havia sido envelhecida em barris de carvalho ex-Bourbon (ou seja, barris que anteriormente continham o destilado americano).

A opção por blendar e por fazer o Dry Hopping certamente consistia em dar uma maior drinkability à cerveja, ou seja, torna-la mais acessível, sem notas tão fortes do destilado.

A segunda versão da Wynwood ainda é “safrada” como 2019, ainda que já tenha sido lançada no auge da pandemia do COVID-19 em 2020, e ela recebeu o epíteto de “unblended”, ou seja, diferente da versão anterior, ela continha apenas o líquido previamente maturado nos barris ex-Bourbon, sem misturas.

A apresentação era simplesmente linda, com a arte gravada direto na garrafa e vedada com cera, um espetáculo. Nesse caso, a escolha por não blendar era ter uma cerveja mais próxima de todo o potencial que o barril era capaz de oferecer, um amadeirado mais intenso, um corpo menos intenso, mas notas bem mais marcantes.

A terceira versão profissional da Wynwood foi lançada recentemente e foi “safrada” como 2020. Diferentemente das versões anteriores, não foi envelhecida em barris ex-Bourbon, e sim, em barris ex-Whisky Japonês, uma escolha ousada, exótica, e diferente, que por si só já confere um caráter ímpar a essa cerveja, afinal de contas, não é algo que se vê todo dia, uma cerveja envelhecida em barris que um dia contiveram Whisky Japonês (que por si só já é um destilado incomum de ser encontrado no mercado brasileiro).

Verticicalizando (ou como as cervejas evoluem)

Conseguir realizar uma degustação vertical com as três versões da Wynwood não é apenas um prazer, é um privilégio. A princípio, porque guardar a Wynwood 2019 blended (ou regular) não foi uma das tarefas mais fáceis. Na época ela esgotou um tanto quanto rápido apesar de ter sido a cerveja do clube no mês em questão (novembro de 2019).

Ademais, não se sabia se haveria uma continuidade da série e tampouco poder-se-ia estimar se ela envelheceria bem em um ano, afinal de contas, IPA’s de um modo geral não seguram tão bem por tanto tempo assim, e por ser blendada o risco de que ela não envelhecesse tão bem e oxidasse bastante era alto. De toda forma, ela foi bem conservada e cumpriu seu propósito.

Guardar a versão unblended da Wynwood 2019 também não foi tão fácil porque sua produção foi bem limitada, ainda que algumas garrafas tenham até mesmo sido enviadas para comercialização em São Paulo e Minas Gerais. De toda maneira, era uma cerveja de acesso um tanto quanto limitado.

Com relação à sua durabilidade e resistência, foi um período bem menor que o enfrentado pela versão regular e ela estava bem melhor protegida pelo invólucro de cera (ainda que haja quem diga que isso é apenas “misticismo cervejeiro” e que a cera em nada protege ou influencia em uma menor oxidação).

A versão 2020 ainda se encontra disponível à venda no momento que vos escrevo. Para complementar a degustação, foi inserido um plus, uma dose de um Whisky Japonês Single Malt, o Suntory Yamazaki 12 anos, de tripla maturação em barris de carvalho americano, sendo eles: ex-Bourbon, ex-Sherry (Xerez); e em barris de uma madeira japonesa chamada Mizunara (dizem os críticos que barris de Mizunara confere notas de amargor e ressaltam notas de cevada no whisky).

Wynwood 2019

Ao abrir as três cervejas ao mesmo tempo foi fantástico perceber como cada uma evoluiu de maneira diversa.

A versão 2019 regular manteve um perfil cítrico muito destacado, um corpo um pouco mais volumoso que a sua correlata 2019 (umblended, lançada em 2020), notas amadeiradas muito distantes, e o perfil ex-Bourbon bem contido, poucas notas de baunilha e coco.

No aroma, muito cítrica, com um perfil forte de laranja lima, o barril já pouco prevalece. No sabor, leve coco, maltado mediano, cítrica, tonalidades herbais bem amainadas, resinoso de baixa prevalência. Amargor baixo, corpo mediano.

Wynwood Unblended 2019

Já a Wynwood 2019 unblended teve uma evolução com o barril mais singular, ainda reteve boa parte do amadeirado no aroma, um funky destacado, agregando notas levemente selvagens.

No sabor, um perfil caramelado mais destacado, amadeirado bem prevalente, muito coco e baunilha (se comparada com a outra versão), uma leve acidez, algo bem discreto e bem integrando, com um corpo mais baixo.

Denota-se a partir dessa análise como o barril acabou se integrando bem ao conjunto, e arredondando-se nesse espaço de tempo desde o seu lançamento.

Wynwood 2020

A Wynwood 2020 por sua vez, também é um blend, mas com uma proporção maior de cerveja maturada em barris que a sua correlata de 2019 e sem Dry Hopping.

Por ter sido envasada recentemente, das três analisadas, ela é a que tem notas do barril em maior relevo, amadeirado mais intenso, e notas frutadas em primeiro plano.

Possui um amargor mais intenso também, e um dulçor maltado menos evidenciado, ainda que notas de baunilha e de coco sejam perceptíveis logo de imediato, combinadas com notas de cereais, em um corpo de intensidade médio-baixa.

Degustando-a de modo pareado com o mencionado Suntory Yamazaki 12 anos, percebe-se como o whisky agregou com notas frutadas, de baunilha e de cereais à cerveja, um espetáculo.

A Saideira

Degustações verticais costumam parear várias cervejas, então recomenda-se que elas sejam compartilhadas, sob pena de total incapacidade civil ao final da aventura, afinal, o teor alcoólico se avoluma e a ressaca é iminente.

É um privilégio poder fazer uma degustação como essa de uma cerveja do mais alto nível, que trabalhou de forma singular o envelhecimento nos mais diversos tipos de barril.

Notar a particularidade de cada uma e a sua evolução (afinal, cada uma delas já havia sido degustada anteriormente) é uma tarefa de grande acuidade, vendo também como o barril se integrou em cada um desses conjuntos, um grande esmero cervejeiro.

Música para degustação

Finalizando, a dica musical para uma degustação pareada fica a música “Ressaca sem Fim” da banda Matanza, afinal é provável que esse seja o resultado de uma degustação vertical mais “intensa”.

Saúde!

A gestão dos recursos da Lei Aldir Blanc em municípios e Estados tem escancarado a total falta de estrutura, vontade e compromisso com a cultura Brasil afora.

No Rio Grande do Norte não é diferente. Nada menos que 18 municípios já devolveram ao Estado a totalidade dos recursos que deveriam socorrer artistas durante o período pandêmico.

A soma de R$ 1.114.773,95 milhão renderia não só dividendos à classe artística, mas projetos e cultura oferecidos à população desses municípios, notadamente pobres como é pobre o Rio Grande do Norte.

Há notícia que outros montantes virão de outros municípios. Há também denúncias de municípios que, além de não empregarem o recurso, não devolveram. Um leque de absurdos inimagináveis.

A Fundação José Augusto, órgão responsável por gerir esses recursos devolvidos, já publicou no Diário Oficial desta quarta a possibilidade de remanejamento do dinheiro para cadastros de reserva dos editais de fomento.

Publicou ainda que os recursos remanescentes dos editais de fomento, após deliberação das comissões técnicas de seleção, deverão ser utilizados para pagamento dos proponentes classificados e relacionados no cadastro de reserva dos respectivos instrumentos editalícios.

E também que os recursos remanescentes do auxílio emergencial deverão ser remanejados para o pagamento dos proponentes classificados e relacionados no cadastro de reserva dos editais de premiação e aquisição.

E pensar que um projeto como o Seridó Cine, um festival de cinema em pleno sertão potiguar bancado pela Lei Aldir Blanc, que postamos hoje a abertura de inscrições, poderia acontecer em tantos outros municípios, entre infinitas outras possibilidades…

Segue abaixo a relação das prefeituras que renegaram a cultura do seu município e devolveram os recursos para a Fundação se virar nos 30:


FOTO: Leo Martins / Agência O Globo

Estão abertas as inscrições para o Seridó Cine, festival audiovisual da região Seridó, interior do Rio Grande do Norte. O evento vai priorizar produções realizadas na região Nordeste em cinco mostras: Mostra RN Ficção, Mostra RN DOC, Mostra Curta Arretada, Mostra Arretada e Mostra Clip.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas em formulário disponibilizado no site do festival, no período de 22/12 a 05/01.

O Seridó Cine surge com o objetivo de fomentar o audiovisual no interior do Rio Grande do Norte e valorizar as produções nordestinas. Os vencedores de cada mostra estarão concorrendo a premiações, conforme regulamento, concedidos pelo júri oficial e popular.

O festival será realizado entre 8 e 13 de fevereiro, em ambiente online. Além das mostras de filmes, o Seridó Cine vai realizar oficinas de cinema e concurso para produção de filmes na região do Seridó. As informações estarão disponíveis AQUI.

O Seridó Cine é uma realização da Referência Comunicação, contando com patrocínio da Lei Aldir Blanc, Fundação José Augusto, Governo do RN, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO: https://seridocine.com.br/inscricoes-e-regulamento/

O Natal está chegando, e o Estúdio Carlota – Coletivo Afetivo realiza neste fim de semana uma feira de economia criativa virtual, a Na Calçada Virtual – edição natalina com patrocínio da Prefeitura do Natal e Governo Federal.

O evento começou no último sábado e segue até o dia 24 de dezembro trazendo muitos artigos criativos, poesia, música e conversa sobre empreendedorismo. O projeto foi contemplado pela Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural 2020  da Secult/FUNCARTE.

Idealizado pela empreendedora multicriativa, Carla Nogueira, o evento foi realizado pela primeira vez em outubro de 2019, e teria sua quinta edição em março desde ano, no entanto, com o início da pandemia a feira teve que ser cancelada.

Na Calçada tem como objetivo promover uma integração do Estúdio Carlota com a comunidade. E nesta edição, pretende utilizar as ferramentas digitais para oportunização de negócios para artistas e marcas criativas potiguares.

“Depois do sucesso da IV Mostra Frida Kahlo do RN no formato virtual, decidimos realizar a Na Calçada Virtual – edição natalina com o objetivo de promover renda e gerar negócios para marcas locais e pequenos artesãos que seguem em perspectiva de renda devido à pandemia do coronavírus”, conta Carla.

Apesar da reabertura do comércio, a realização do evento surge também como forma segura para a população realizar suas compras natalinas, preservando a saúde e evitando o contágio.

“Na Feira, o público vai encontrar produtos da economia criativa potiguar com exclusividade e muita originalidade”, declara Carla Nogueira.

Produtos

Na feira, o público pode encontrar artigos de decoração, papelaria, vestuário, acessórios e até alimentação.

Participam da feira, as marcas: Lulu Arteira, Tá Firmão, Tapioca Kids, Luna e Boho, Ármario de Vanessa, Arte.quecura, Daiane Golbert, Rabiscos da Cacau, Cláudia Vilar Doces, Sayuri Doces Gourmet, Papelaria Aurelia, Nós do Makrame, Chananateliê, Jorge Soares, Sérgio Medeiros, Ateliê Ellen Vale, Colori Divini, Tino Decor Afetiva, Plurall ateliê, Humberto Kalango, Janine Artesanato, Marktinho, Marcelo Biagioni e Sonho de Papel.

O público pode acompanhar a Na Calçada através das redes sociais do projeto @feiranacalcada e também em @estudiocarlota, como também, pode fazer agendamento para visita à loja através do whatsapp (84) 9943-7712.

O encerramento do evento marcará o lançamento do podcast “FALA CARLOTA” que irá discutir a economia criativa e o empreendedorismo criativo com a participação de convidados especiais. Além disso, haverá o lançamento da playlist especial do músico e dj Zé Caxangá no perfil do Estúdio Carlota no Spotify.

SERVIÇO

– Na Calçada virtual- edição natalina
– Onde: @feiranacalcada e @estudiocarlota
– Quando: até 24 de dezembro

Na última semana o centro histórico de Natal foi palco da intervenção artística do projeto “Um muro, uma história”. As artes criadas pelo grafiteiro, caricaturista e multiartista Erre Rodrigo foram projetadas nas fachadas do Museu Café Filho, Memorial Câmara Cascudo e Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. O propósito do projeto foi transformar a relação das pessoas com a cidade e promover a valorização da memória e do patrimônio potiguar.

As projeções foram disponibilizadas gratuitamente ao público através das redes sociais do Kurta na Kombi. E o idealizador do projeto, Luiz Paulo (Umara), fala um pouco sobre os resultados:

“Ficamos imensamente satisfeitos com a receptividade e o retorno que tivemos do projeto Um muro, uma história. Muitas pessoas nos parabenizaram por esse olhar para o patrimônio Potiguar. Teve gente inclusive querendo saber a data das projeções para acompanhar ao vivo. Mas para esse projeto a ideia não era criar um evento, mas sim intervir no espaço público, atravessar o cotidiano das pessoas e da cidade.”

O formato remoto, que ganhou força no contexto da pandemia da COVID 19, foi a alternativa encontrada para que as produções artísticas do projeto Um muro, uma história chegassem até o público de forma segura, conforme acrescenta Luiz:

“Além de evitarmos aglomerações, nesse momento em que a pandemia ainda requer cuidados importantes, observamos que esse modelo de disponibilização via plataformas digitais nos deu a possibilidade de atingir um público ainda maior, expandindo inclusive para além das fronteiras do estado”.

Repercussão nas redes sociais

As projeções mostram seus impactos positivos tanto pela modificação da paisagem da cidade Natal, quanto pela repercussão nas redes sociais. Conferimos as reações e comentários de alguns internautas nas páginas do projeto:

“Fico muito feliz com esse projeto de valorização da nossa história” (K.S.)

“Parabéns pela iniciativa” (E. B.)

“Tá incrível o projeto gente” (R. B.)

“Tá na hora de vocês informarem quando vai ter outra. Quero ver ao vivo” (J. B.)

“É lamentável que ainda tenha muitas pessoas que não valorizam a cultura potiguar. Os patrimônios históricos são fontes de riquezas e esse projeto pegou a tecnologia para chamar atenção dos cidadãos. Eu amei” (M. E.)

Um muro, uma história manterá os registros das intervenções disponibilizados pela redes sociais do @kurtanakombi.

Lembrando que este projeto foi contemplado na Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural pela FUNCARTE – Prefeitura do Natal/RN, que conta com o apoio cultural do Projeto Kurta na Kombi, Fundação José Augusto e Governo do Rio Grande do Norte.


FOTOS: Homer Films

Desde o início da pandemia, a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte – OSRN se moldou e potencializou suas ações no meio virtual, mantendo todas as atividades da temporada 2020 do projeto Movimento Sinfônico/Terças Clássicas.

A OSRN agora segue para o último programa do ano, com “Momentos Marcantes”, nesta terça-feira (22), a partir das 20h, pelo canal oficial, no YouTube: www.youtube.com/c/OSRN_OFICIAL.

Óperas, homenagens, concertos especiais, instrumentos incomuns e a alma da existência da Orquestra, a Música Sinfônica, farão reviver esses ensejos junto ao público, com participações especiais de Khrystal, Liz Rosa, Isaque Galvão; momento ópera com La Traviata, revisitar homenagens a Tchaikovsky, Elino Julião, Villa Lobos, a música feita por crianças.

Além disso, a OSRN busca constantemente, formas de ajudar músicos e cantores em todo o país, e colocou em prática, por meio de concursos nos níveis estadual, nacional e internacional, atraindo lindos sons que cruzaram mais 65 cidades do Brasil.

São com essas ações, eventos e conteúdos que a Orquestra se mantém em contato com o público, alcançando lares, de forma virtual, em todo o mundo com o melhor da arte e da música clássica. Marque na agenda!

Para acompanhar as novidades basta acessar o site www.osrn.com.br, seguir as redes sociais @rnsinfonica ou se inscrever no canal da OSRN no YouTube www.youtube.com/c/OSRN_OFICIAL.

A Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte agradece a todos os parceiros que tornaram a temporada de 2020 possível, com o Governo do Estado do RN como seu principal mantenedor. A temporada é realizada através do projeto Movimento Sinfônico, por meio do patrocínio privado, mediante Lei Câmara Cascudo do Governo do Estado do RN e pela Lei Djalma Maranhão; apoio G7 Comunicação. Realização da OSRN / Fundação José Augusto e da MAPA Realizações Culturais. E para este último programa, conta com o apoio cultural da Lado A Design e Gangoo Criativo.


FOTO: Brunno Martins

Festival vai acontecer de forma online com cinco dias de programação e oficinas gratuitas.

Pela primeira vez, o Festival Internacional de Cinema de Baia Formosa (FINC) será realizado na modalidade virtual. Devido a pandemia, o festival não vai ocorrer de forma presencial na cidade de Baía Formosa, litoral sul do Rio Grande do Norte.

A sua 11ª edição contará com programação online e gratuita, entre os dias 26 e 30 de dezembro deste ano. Com o novo formato, o alcance do projeto será ampliado e o público vai poder conferir as produções audiovisuais sem sair de casa.

Na edição 2020, a organização do festival não vai estimular as pessoas a saírem para produzir seus filmes como nos anos anteriores. O objetivo dessa nova edição é exibir os melhores curtas das últimas dez edições.

A programação poderá ser conferida nas mais variadas plataformas digitais, como no site oficial do evento e nas redes sociais (Youtube, Facebook, Instagran e Google Meet).

Oficinas gratuitas

Além da exibição de curtas-metragens, o FINC vai oferecer oficinas ao público. No dia 26 de dezembro será realizada a oficina “Audiovisual: por onde começar – Dicas de atuação e direção” com Bárbaro Xavier, e nos dias 27 e 28, a oficina “Desafiando o Espectador – Crítica Cinematográfica” com Sihan Felix.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por e-mail (festival@fincbf.com), até o dia 22 de dezembro. No email de inscrição, o interessado deve responder a pergunta “Porque quer participar da oficina?”, juntamente com seus dados pessoais (nome, telefone de contato, cidade e a resposta da pergunta).

A programação do FINC vai contar também com a realização de lives debatendo os mais diversos elos da cadeia audiovisual. As transmissões serão realizadas sempre as 19h30, a partir do dia 26 de dezembro com a presença de profissionais da área e participantes das últimas edições do Festival.

SOBRE O FINC

O Festival Internacional de Cinema de Baía Formosa foi beneficiado pela Lei Aldir Blanc e conta com apoio do Governo Federal, Governo do Estado do Rio Grande do Norte através da Fundação José Augusto, Verarts Cultura Arte Educação, The Sckaff Movie and Pictures e Eco Baia.

OFICINAS

“Audiovisual: por onde começar – Dicas de atuação e direção” com Bárbaro Xavier
26 de dezembro, a partir das 19h

Desafiando o Espectador – Crítica Cinematográfica” com Sihan Felix
27 e 28 de dezembro, das 9h as 11h

Serviço
11º FINC- Festival Internacional de Cinema de Baia Formosa
De 26 a 30 de dezembro de 2020
Inscrições gratuitas pelo e-mail festival@fincbf.com
Informações: fincbf.com

 

As pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, juntamente com os beneficiários atendidos pela rede socioassistencial e pelos equipamentos públicos de alimentação e nutrição mantidos pela Prefeitura de Natal, terão acesso a gêneros alimentícios de qualidade e de forma gratuita.

Isto graças à coleta de 6,4 toneladas de alimentos de agricultura familiar, iniciada neste mês de dezembro e que vai até junho de 2021, através do programa emergencial de enfrentamento à Covid-19, chamado Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Os kits de alimentos distribuídos são compostos por 15 itens: cebolinha, coentro, abacaxi, abóbora leite, banana maçã e pacovan, batata doce, berinjela, coco seco, coco verde, feijão verde, macaxeira, rúcula, quiabo e tomate cereja.

A agricultura praticada na periferia de Natal (agricultura periurbana) cultiva, produz, cria, processa e distribui uma diversidade de produtos alimentares e não alimentares, utilizando os recursos humanos e materiais, produtos e serviços encontrados dentro ou em redor da área urbana.

A iniciativa acontece em uma parceria entre a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas), Emater, PAA e o Banco de Alimentos, e vai beneficiar seis instituições inscritas no Conselho Municipal de Assistência Social, além de três escolas: Escola Ambulatório Padre João Maria/Casa da Criança, Instituto de Educação e Reabilitação de Cegos-IERC/RN, Lar da Vovozinha, Associação Casa de Idosos Jesus Misericordioso, Lar Fabiano de Cristo, Lar do Ancião Evangélico – LAE e as Escolas Estaduais Eurípedes Barsanulfo, Hegesippo Reis e Leonor Lima.

Para a secretária Andréa Dias, titular da Semtas, essa é uma ação de extrema importância que assegura o direito à alimentação para a população em situação de vulnerabilidade social. Também gera emprego e renda, estimulando o programa de agricultura familiar, acrescenta ela.

“Cadastramos produtores que se encaixam nos critérios do programa e que já participam da Feira da Agricultura Familiar, projeto fomentado e acompanhado pela Semtas, através do DAS. Além da Feira da Agricultura Familiar, temos o Banco de Alimentos, com os objetivos de reduzir o desperdício e de combater à fome; o Sopa Solidária, que atende a 15 comunidades e cerca de 8.000 pessoas, e nossa Central de Abastecimento, que recebe, armazena e distribui alimentos para a manutenção dos programas da Secretaria”, explica a secretária Andréa Dias.


Crédito da Foto: Semtas/PMN.

CARTA A PAPAI NOÉ

Seu moço eu fui um garoto
Infeliz na minha infância
Que soube que fui criança
Mas pela boca dos outo.
Só brinquei com os gafanhoto
Que achava nos tabuleiro
Debaixo dos juazeiro
Com minhas vaca de osso
Essa catrevage, sêo moço
Que a gente arranja sem dinheiro.

Quando eu via um gurizin
Brincando de velocipe
De caminhão e de gipe
Bola, revólver e carrin
Sentia dentro de mim
Desgosto que dava medo
Ficava chupando o dedo
Chorando o resto do dia
Só pruquê eu num pudia
Pegar naqueles brinquedo.

Mas preguntei uma vez
A uns fio de dotô
Diga, fazendo um favô
Quem dá isso pra vocês?
Mim respondeu logo uns três
Isso aqui é os presente
Que a gente é inocente
Vai drumí às vêis nem nota
Aí Papai Noé bota
Perto do berço da gente.

Fiquei naquilo pensando
Inté o Natá chegá
E na Noite de Natá
Eu fui drumi mim lembrando
Acordei fiquei caçando
Por onde eu tava deitado
Seu moço eu fui enganado
Que de presente o que tinha
Era de mijo uma pocinha
Que eu mermo tinha botado

Saí c’a bixiga preta
Caçando os amigos meu
Quando eles mostraram a eu
Caminhão, carro e carreta
Bola, revólver, corneta
E trem elétrico, até
Boneca, máquina de pé
Mas num brinquei, só fiz vê
E resolvi escrevê
Uma carta a Papai Noé.

“Papai Noé, é pecado
Os outro se matratá
Mas eu vou le recramá
Um troço que tá errado
Que aos fio de deputado
Você dá tanto carrin
Mas você é muito ruim
Que lá em casa num vai
Por certo num é meu pai
Que num se lembra de mim.

Já tô certo que você
Só balança o povo seu
E um pobe qui nem eu
Você vê, faz qui num vê
E se você vê, porque
Na minha casa num vem?
O rancho que a gente tem
E pequeno mas le cabe
Será que você num sabe
Qui pobe é gente também?

Você de roupa encarnada,
Colorida, bonitinha
Nunca reparou que a minha
Já tá toda remendada
Seja mais meu camarada
Prêu num chamá-lo de ruim
Para o ano faça assim:
Dê menos aos fio dos rico
De cada um tire um tico,
Traga um presente pra mim.

Meu endereço eu vou dá,
Da casa que eu moro nela
Moro naquela favela
Que você nunca foi lá
Mas quando você chegá
Que avistá uma paióça
Cuberta cum lona grossa
E dois buraco bem grande
Uma porta véia de frande
Pode batê que é a nossa.

(Luiz Campos)

A Fundação José Augusto divulgou (FJA) neste sábado (19) em seu site a lista final para pagamento do solicitantes ao Auxilio Emergencial no RN da Lei Aldir Blanc no Rio Grande do Norte.

O Comitê Gestor da Lei Aldir Blanc no RN, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), através do sistema Business Intelligence (BI) e de órgãos estaduais como Secretaria de Tributação, CAERN e DETRAN, além da Cosern, analisaram o perfil socioeconômico dos solicitantes ao recebimento do Auxilio Emergencial que tiveram suas atividades paralisadas durante a pandemia do coronavírus no RN.

Após um cuidadoso processamento de dados realizado nos cadastros enviados pelos solicitantes ao benefício, cerca de dois mil solicitantes não atenderam as exigências para o recebimento do benefício.

As restrições ao Auxilio Emergencial realizados pelo Comitê Gestor da Lei, MPF e Receita Federal (Dataprev) levou em conta a declaração de imposto de renda em 2018, o recebimento de outros benefícios (Auxilio Emergencial) e contratos de trabalho, entre outros.

A FJA informa que o tempo prolongado para a divulgação da lista final deveu-se a uma análise aprofundada dos dados de todos os requerentes, a fim de que não ocorressem pagamentos indevidos e a exclusão de solicitantes que tivessem o devido direito ao benefício que está sendo pago de uma única vez com valores de R$ 3 mil e R$ 6 mil (mãe titular de família monoparental).

SEGUEM ABAIXO AS LISTAS FINAIS E COMPLETAS DOS BENEFICIADOS AO AUXÍLIO EMERGENCIAL NO RN:
 

 

Desde meados do mês de Outubro de 2020, telespectadores do Reino Unido, Alemanha, Suécia e Espanha tem assistido a um novo comercial de 30 segundos do maior website de apostas em jogos do mundo, o BET365. Até aí, nenhuma novidade, não fosse a música de fundo escolhida ser a versão demo de uma canção autoral da banda potiguar/paulista brasileira Dasta & The Smokin’ Snakes.

Tudo começou quando o jovem produtor Francês Joseph Petitpain procurava uma música de alguma banda com a pegada semelhante à de Charlie Feathers, um dos ícones do Rockabilly – subgênero do rock’n’roll que teve seu auge nos anos 50, mas que sobrevive até hoje se renovando entre fãs, músicos e adoradores dessa cultura – e se deparou com a versão demo de “You Hurt Me So” “em alguma plataforma de streamming pela internet” (sic), lembra Petitpain.

Joseph, da BMM Network, empresa especializada em achar novos talentos do cenário de música independente mundial para utilizar em conteúdos de marcas, filmes, TV, trailers e videogames, entrou em contato com a dupla fundadora da banda, Dasta Gomes e Ramis Al Bud, pelas redes sociais de Al Bud. Após tratativas iniciais apresentou o projeto ao Diretor da campanha, Jack Driscoll da Produtora Academy, de Londres (UK).

John disse ainda que pesquisou várias bandas, mas gostou muito do som dos brasileiros e que toda a equipe adorou a canção e “que ficaram muito felizes em encontrar essa faixa”.

“É uma satisfação para nós ver nosso som se espalhando pelo mundo. A turnê europeia que foi adiada pela pandemia do COVID-19 esse ano terá gosto especial nesses países, assim que for possível realizá-la” afirma Dasta.

A banda que tem um álbum lançado em 2019 pela WILD Records (Los Angeles/CA – EUA) intitulado “Get Wild or Get Gone” disponível em todas as plataformas de streamming e em formato CD nas principais lojas especializadas no Brasil e no mundo (ou através de pedidos expressos pelo site da Wild Records ou pelos contatos das redes sociais da banda) é a primeira de Rockabilly brasileiro a ter uma canção autoral sendo veiculada internacionalmente em TV aberta.

Link do vídeo do comercial:


Créditos das fotos: Pat Serafim

 

 

 

 

 

A segunda etapa do programa “Merenda no Lar” foi concluída pela Prefeitura de Natal nesta sexta-feira (18), com a entrega das cestas básicas para os alunos da Escola Municipal Profª Maria Alexandrina Sampaio, no Pajuçara, e Escola Municipal Profª Maria Dalva G. Bezerra, em Lagoa Azul.

Com isso, os 58.516 alunos matriculados na Educação Infantil, Ensino Fundamental (e modalidade da Educação de Jovens e Adultos – EJA) da rede pública municipal de ensino foram beneficiados pelo programa.

A gestão municipal executa o programa para compensar a perda nutricional que os estudantes estão tendo em virtude da paralisação das aulas por causa da pandemia do novo coronavírus.

Os recursos utilizados pelo Poder Executivo para aquisição das cestas seriam destinados para a compra da merenda escolar dos alunos, mas foi canalizado para a nova finalidade, após aprovação de um projeto enviado pelo prefeito Álvaro Dias e aprovado pelos vereadores da capital potiguar.

“Muitos dos alunos da rede municipal de ensino, infelizmente, só tinham a oportunidade de fazer algum tipo de refeição na escola. Com a paralisação das atividades, eles ficaram em uma situação bem delicada. Agimos rápido e conseguimos atender essa demanda”, afirma o prefeito Álvaro Dias.

É importante destacar que todas as entregas foram feitas dentro do protocolo elaborado pela Secretaria Municipal de Educação, com o uso de máscaras, álcool em gel e com o devido distanciamento social. Cada unidade de ensino elaborou o cronograma de distribuição por turma e horário.

“Depois de muito esforço e dedicação encerramos mais essa etapa. O projeto Merenda no Lar foi um acerto da gestão. Quero agradecer a toda equipe da SME, gestores das escolas, bem como aos pais e alunos. Estamos disponibilizando alimento de qualidade na mesa de quem mais precisa”, destacou a secretária municipal de Educação, Cristina Diniz.

Cada cesta básica é composta por 5kg de arroz, 3kg de feijão carioquinha, 2kg de açúcar, 1kg de macarrão, óleo de soja, 1 pacote de leite em pó integral, 1kg de farinha, 1kg de flocos de milho, 1 pacote de biscoito salgado, 1kg de sal, 1 pacote de café, e uma rapadura em tablete, totalizando 15kg.


Crédito da Foto: Joana Lima

Sarau Insurgências Poéticas homenageia os vinte anos de vida poética de Carmen Vasconcelos em edição online neste sábado, às 20h e dia 26 de dezembro através da Lei Aldir Blanc

Na virada do milênio, Carmen Vasconcelos despontava na poesia potiguar lançando seu primeiro livro “Chuva Ácida”. Desde então, se tornou um dos principais nomes da literatura potiguar. Vinte anos depois, o Sarau Insurgências Poéticas a homenageia, celebrando junto, quatro anos de trajetória com os escritores que inspiram sua jornada.

Com o tema: Chuva Ácida – Carmen Vasconcelos 20 anos de poesia, o debate literário será mediado pela jornalista e poeta Michelle Ferret, com intervenções poéticas de Marina Rabelo e Thiago Medeiros.

O encontro acontece virtualmente, através da plataforma Instagram no canal Insurgências Poéticas (@insurgenciaspoeticas), neste sábado, às 20h ao vivo e também dia 26 de dezembro no mesmo horário. Na ocasião serão sorteados dois exemplares autografados de Chuva Ácida com o público presente.

A homenagem terá a participação da escritora e também leituras de sua obra poética, além de um passeio na memória e trajetória de Carmem através de um debate biográfico.

O projeto foi contemplado pela lei emergencial Aldir Blanc 2020 – Governo Federal; Prefeitura Municipal do Natal, através da Funcarte.

Serviço

Debate literário Chuva Ácida- Carmen Vasconcelos 20 anos de poesia

Data: Sábado 19 de dezembro e 26 de dezembro às 20h

Local:  Instagram @insurgenciaspoeticas

Projeto contemplado pela lei emergencial Aldir Blanc 2020 – Governo Federal; Prefeitura Municipal do Natal, através da Funcarte.

A artista Lara Ovídio reúne em livro digital textos escritos por mulheres durante a pandemia do novo coronavírus.

A publicação digital “Fazia Calor e Usávamos Máscaras” será lançada nesta quinta-feira (17) e ficará disponível no site archive.org.

Organizado pela artista Lara Ovídio, o projeto reúne textos de 17 mulheres, produzidos durante a pandemia.

A ideia surgiu da percepção do potencial histórico e político existente nos diários pessoais. Quando a vida passa a acontecer dentro de casa, o registro do momento atual também se dá na esfera íntima.

Lara escreve diários desde 2014 e passou a dedicar muitas horas por dia a essa atividade desde o começo da quarentena. Os diários acolhem a rotina da casa, a vida que se passa na janela, a perda de controle dos dias, mas não só isso, também abordam a crise política e sanitária do país.

Quando o Brasil atingia os mais altos patamares de mortes e de casos de infecção por Covid-19, a artista convidou mulheres do Brasil e de outros países, com perfis diversos – artistas, escritoras, jornalistas, poetisas, mulheres que moravam sozinhas, em casas cheias, com e sem filhos – para lerem seus diários, textos e notas em uma live de Instagram. Escutar todas essas vozes juntas, motivou o projeto de publicação.

Perspectiva de gênero

“À medida que as mulheres foram lendo os textos, fomos percebendo que nossas existências eram semelhantes, em afazeres, sonhos e angústias. Os textos eram de uma força enorme. Traziam uma perspectiva de gênero para tudo que estávamos vivendo”, diz Lara.

Os 17 textos serão disponibilizados em português e espanhol na publicação digital “Fazia Calor e Usávamos Máscaras”, assinada pelas Ediciones Lobos Marinos de Un Solo Pelo (Brasil/México).

O arquivo estará disponível para download no site archive.org, que é uma biblioteca aberta e sem fins lucrativos.

Sobre Lara Ovídio

Artista, mulher, nordestina. Mestra em Artes Visuais pela UFRJ. Investiga o cotidiano como trincheira anticapitalista e as narrativas pessoais como possibilidade de reescrever a História oficial.

Trabalha com vídeo, fotografia, performance, instalação, texto e projeção. Em 2020, foi finalista do XI Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia e do 3º Prêmio Select de Arte e Educação.

É professora de fotografia e editora da Revista VAN no IFRJ, Campus Belford Roxo. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Ficha técnica:

Organização: Lara Ovídio

Tradução [Espanhol]:  Lara Ovídio, Mariana do Vale e Sofia Bauchwitz

Revisão [Português]: Maria Vitória Canesin e Priscila Maia

Revisão [Espanhol]: Enero y Abril e Mykaela Plotkin

Projeto gráfico e diagramação: Enero y Abril

Textos: Andrea Pech, Edzita Sigoviva, Elisa Elsie, Enero y Abril, Maíra Valério, Maria de Cristo, Maria Vitória Canesin, Mariam Day, Mariana do Vale, Mariana Tesch, Mariana Tokarnia, Mykaela Plotkin, Lara Ovídio, Ludmilla Alves, Priscila Maia, Sofia Bauchwitz, Vanessa Ximenes.

Em um dos seus famosos Sermões, Padre Antonio Vieira (1608-1697) escreveu: “Morrer de muitos anos, e viver de muitos anos, não é a mesma coisa. Ordinariamente, os homens morrem de muitos anos, e vivem poucos. Por quê? Porque nem todos os anos que se passam se vivem: uma coisa é contar os anos, outra vivê-los; uma coisa é viver, outra durar.  (…) Enquanto agimos racionalmente, vivemos; o demais tempo, duramos.”

Quanta sabedoria existe nessas palavras do Padre Vieira, escritas cerca de quase quatro séculos atrás, mas que são atemporais. A vida de Noilde Pessoa Ramalho foi não somente longeva – 90 anos – mas foi, sobretudo, vivida intensamente, incansavelmente, tendo como guias a fé em Deus e o amor à Educação.

Nasceu em Nova Cruz-RN, a 19 de julho de 1920, e faleceu em São Francisco do Sul-SC, em 25 de dezembro de 2010. Com a idade de 15 anos, veio da cidade onde nasceu para ser aluna interna da Escola Doméstica de Natal.

Após concluir o curso, em 1940, passou logo às funções de professora, até 1945, quando recebeu convite do Presidente da Liga de Ensino do RN, Dr. Varela Santiago, para assumir a Direção da ED, função que exerceu por 65 anos.

Foi uma missão grandiosa em tempo e nas incontáveis realizações, a maior parte no campo educacional. Projetou a ED no âmbito nacional e criou uma escola mista, o Complexo Educacional Henrique Castriciano, em 1987, ambas mantidas pela Liga de Ensino do RN.

Da sua inspiração de educadora integral, nasceu a ideia de criação, também pela Liga de Ensino, da Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do RN – FARN, instalada em 1999, transformada no Centro Universitário do RN – UNI-RN, unidades de ensino sob o manto da qualidade acadêmica.

Noilde Ramalho – Uma História de Amor à Educação

Em 2004, lancei o livro Noilde Ramalho – Uma História de Amor à Educação, com 565 páginas, biografia dessa figura humana singular e inesquecível. Nesse livro, constam depoimentos de algumas pessoas ilustres da terra, as quais conheciam a história da vida da querida educadora.

No transcurso do centenário de Noilde Ramalho, trago aqui trechos colhidos de quatro desses depoimentos, cujos autores também já partiram para a eternidade.

Na “orelha” do livro, o registro do escritor, poeta e pintor Dorian Gray Caldas:  “A Professora Noilde Ramalho é referência nacional. Méritos todos. Reconhecida por mais de uma geração; elegância e cultura, discernimento, doação. Assim é este livro, harpa sensível, harmoniosa, solidária, som e luz, encantamento.”

O Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales escreveu: “Há pessoas, como Noilde Ramalho, que avançam em idade e em virtudes.”

A escritora Ana Maria Cascudo Barreto assim se expressou: “Noilde é personagem permanente na minha galeria emocional. Seu porte de rainha é suavizado pelas flores perfumadas da ternura, recolhidas daqueles a quem dedicou atenção profunda e diária.”

De Vingt-Rosado e América Rosado, escritores:  “Singular personalidade, Noilde Pessoa Ramalho, na ótica dos autores, é a maior mulher do Rio Grande do Norte, depois de Nísia Floresta.”

Em face das limitações decorrentes da Covid 19, a Liga de Ensino do RN, sob a digna presidência do Dr. Manoel de Medeiros Brito, adiou as celebrações alusivas ao Centenário da professora Noilde Pessoa Ramalho.


Foto: Vlademir Alexandre

Hey, Kiddos!

Hoje é dia da seção mais técnica da coluna, quando eu visto minha fantasia de Lulinha paz e amor (versão 2002) e falamos de algum estilo específico de cerveja. Geralmente algum estilo não tão conhecido, buscando trazer novas informações para os meus queridos leitores.

O estilo que será abordado e explanado hoje é conhecido como American Wild Ale, um estilo de cerveja ácido, selvagem (ui!), complexo, e, frequentemente, com adição de frutas.

Como regra geral, pode-se dizer, de modo bem básico, que é um tipo de Sour (ou uma variação turbinada dele), que, apesar de assemelhado com as Lambics (que é uma Denominação de Origem Controlada – DOC da Bélgica) e as Ouds belgas, delas se diferencia por motivos de métodos de produção e variação na fermentação.

O importante é denotar que as American Wild Ales estão ganhando cada vez mais espaço no mercado e mais cervejarias brasileiras se aventuram nesse estilo. Então, vamos se dedicar exclusivamente a ela na coluna de hoje.

I’m a Wild Child…

A tradução direta do nome do estilo (American Wild Ale) para o português seria: “cerveja americana selvagem”.

No entanto, por mais que, por selvagem queira se indicar a fermentação espontânea (em detrimento das Lagers ou das demais Ales), o termo em comento não se orienta necessariamente para essa variação de fermentação (como as Lambics se direcionam, por exemplo), e, sim, pelo uso de outros micro-organismos no processo de fermentação, que não sejam do gênero Saccharomyces (no caso, para as Ales, a da espécie cerevisiæ).

De toda forma, a denominação American Wild Ale inclui uma miríade de cervejas que não se enquadram em outras classificações (usualmente europeias), e acabam sendo abarcadas por esse denominação mais ampla.

Assim, a cerveja base utilizada para a produção de uma American Wild Ale pode ser uma Berliner Weisse, uma Saison (Farmhouse), eventualmente, até mesmo uma Blonde Ale, de modo que a cerveja base é trabalhada, por meio da fermentação e da maturação em barris (ainda que essa etapa não seja obrigatória), até que se chegue à American Wild Ale.

Para que se alcance o elemento selvagem (Wild) dessa cerveja alguns tipos de levedura podem ser utilizados, como, por exemplo, a Brettanomyces bruxelensis, mais conhecida como Bretta, mas não é incomum que também se utilizem Pediococcus e Lactobacillus, leveduras iguais a usadas na clássica bebida da infância, o Yakult (que contém Lactobacillus vivos).

Tudo vai depender das características que se quer dar à cerveja. Com a Bretta se consegue um funky mais destacado, com notas cítricas, tonalidades esterificadas de abacaxi, e uma acidez sutil. Com Pediococcus obtém-se um azedume mais intenso, até mesmo um avinagrado (acético). Com os Lactobacillus se alcançam notas láticas mais proeminentes.

Essas são as características selvagens que esse estilo busca alcançar. Ainda que muitas outras leveduras diferentes dessas também possam habitar os barris onde a cerveja é maturada.

…Come and Love me…

Esse estilo de cerveja vem crescendo bastante entre os beer geeks e, de modo geral, na cultura cervejeira.

No Brasil, várias cervejarias começam a se dedicar ao estilo, tendo pelo menos duas grandes cervejarias no cenário nacional, a Zalaz e a Cozalinda, que se dedicam exclusivamente a esse estilo, ainda que outras grandes, como a Dogma, também se aventurem nele, ainda que esporadicamente e sem uma recorrência tão grande como as outras duas citadas.

A Zalaz, por mais que tenha uma produção mais ampla e não totalmente focada nas American Wild Ales (pode se estimar que aproximadamente 80% de sua produção é nesse estilo), é uma das que mais vem se destacando, principalmente com a sua série Ybirá, que costuma blendar (caso não recorde o termo, clique AQUI e leia mais) e misturar várias cervejas já produzidas, aumentando ou diminuindo o teor wild em cada uma de suas produções a partir dos seus blends, com cervejas maturadas com outras não maturadas em barris, e também misturando os tipos de madeira utilizadas nos barris ou o líquido que anteriormente eles abrigavam.

A Zalaz orgulhosamente diz possuir um terroir próprio em suas cervejas, ou seja, uma denominação organoléptica de sabor e aroma que remetem instintiva e naturalmente às suas cervejas, em virtude das técnicas de produção e de fermentação de seus produtos.

Ainda que talvez soe um pouco prematuro em se falar em terroir próprio (uma associação sinestésica complexa, entre solo, métodos de produção, clima, leveduras e insumos de modo geral), é certo que a produção da Zalaz é de alto nível e suas cervejas, principalmente as American Wild Ales, são formidáveis.

A Cozalinda, diferentemente da Zalaz, não produz outro tipo de cervejas que não sejam American Wild Ales. A produção deles está em franca expansão e seus processos de blends são realmente valorosos e muito bem executados, haja vista que algumas de suas cervejas levam até dois anos maturando nos mais diversos barris que eles possuem em seu rol produtivo.

Eles também são conhecidos por experimentar bastante, usando barris compostos de diversos tipos de madeira, várias tostas diferentes na mesma construção material do barril, dentre algumas outras nuances associadas ao processo de envelhecimento que eles utilizam.

Eles não possuem uma distribuição muito forte em todo o Brasil, principalmente no Nordeste, onde raramente ela chega, mas isso não impede que a Cozalinda rompa os horizontes cervejeiros e a faça criações inusitadas de American Wild Ales.

…I want You!

Apesar de já terem uma parcela consolidada no mercado cervejeiro americano, as American Wild Ales começam agora a se desenvolver (lentamente) no Brasil, em parte porque a sua produção de fato é mais lenta (como citado, algumas cervejas da Cozalinda demoram 2 anos maturando) e demoram mais a chegar até o consumidor final.

Também por ser algo desconhecido e com características que afugentam o grande público à primeira vista (por seu caráter azedo, acético, às vezes, caprílico, com notas de estrebaria, por exemplo) sua aceitação ainda é reticente. Todavia, pode-se dizer que essa barreira também vem sendo quebrada, aos poucos.

Beba local

No cenário local, podemos destacar a série Botanique, da cervejaria potiguar HopMundi, que, nesta série, dedica-se a criar American Wild Ales.

A série conta, atualmente, com 4 rótulos já lançados: Péche (com adição de pêssego), Vierge (American Wild Ale base, sem adição de frutas, apenas maturadas em barris de microflora própria), Rouge (maturada junto com mosto de vinho tinto feito com a varietal Cabernet Sauvignon), e Blanc (maturada junto com mosto de vinho branco feito com a varietal Chardonnay).

Uma ousada produção local e de alta qualidade de um estilo em franca expansão.

A Saideira

Importante destacar que o estilo, quando envelhecido (maturado) em barris não deve apresentar como característica predominante, nem no sabor nem o aroma, tonalidades amadeiradas. Isso seria considerado um desvio ao estilo padrão. Afinal o que se tenta extrair dessa maturação e desse envelhecimento é aquilo que a microflora do barril pode oferecer em termos de transformação bioquímica da cerveja, e não uma mera transposição do caráter terciário que o barril é capaz de imprimir (através da madeira – ou seja, um perfil amadeirado, com notas de coco e baunilha, por exemplo, comum a outros estilos de cerveja envelhecidas em barris).

Música para degustação

Como todas as seções da coluna de hoje foram trechos da música Wild Child da banda americana de heavy metal W.A.S.P., deixo-a como recomendação de degustação para uma boa American Wild Ale:

I’m a wild child, come and love me

I want you

My heart’s in exile I need you to touch me

‘Cause I want what you do”

Saúde!