A Orquestra Greiosa, uma das revelações da música potiguar em 2017, acelera as atividades e preparativos para o carnaval 2018. O Bloco/Banda potiguar acabou de voltar da sua primeira tour fora das fronteiras do RN e a bagagem veio cheia de novidades. O grupo pretende fazer o lançamento de vários singles até o carnaval, e o primeiro deles já está entre nós.
O nome da música é “BATEU”, composição de Anderson Foca com produção de Anderson Foca e Gabriel Souto. “Esse single é uma grande homenagem a bandas como o Grafith (grupo ícone da música popular potiguar). Existe também elementos eletrônicos, flertando um pouco com o dubstep e ações de synth um poucos mais pesados, resultando numa mistura que é a cara da Orquestra Greiosa e do Carnaval atual”, diz Gabriel Souto.
A Orquestra Greiosa já está esquentando as turbinas pro carnaval 2018 com diversas atividades agendadas. As prévias em Natal começam dia 14 de janeiro, e todos os domingos até o carnaval contarão com convidados como Khrystal, Dusouto, Luísa e os Alquimistas e Fobica do Jubila. No domingo de Carnaval, a banda/bloco comanda uma grande festa no Largo do Atheneu com distintas atividades, grupos percussivos e shows com a presença do Skarimbó, Academia da Berlinda, Orquestra Contemporânea de Olinda e muito mais.
Download da faixa AQUI
Nesta sexta, a pedida é o Bardallos. Uma das grandes revelações musicais do ano no Estado potiguar, descoberto por Ney Matogrosso na pacata Baía Formosa, Zé Maria Pescador volta ao palco do point da Cidade Alta para mais um show. A partir das 21h. Ingresso: R$ 10. E no sábado, ainda no Bardallos, o pré-reveillon com Dani Cruz e o show Enredo da Alegria, às 20h. Ingresso também a R$ 10.
No pré-reveillon do Porão das Artes, em Pium, o blues e o rock vai rolar solto. Só clássicos bluezeiros e muito Raul Seixas com Gustavo Concentino & Blue Mountain e convidados. No sábado, a partir das 20h. Ingresso individual a R$ 15 ou a casadinha a R$ 25. Mais infos: 9922-8188 (Nelson Rebouças).
Quem acompanha este site sabe que não divulga festinhas caras, elitizadas. Sem preconceitos! Questão de identidade para edição. Mas a Carmem Pradella e Levi Ribeiro merecem toda divulgação pelo trabalho profissional e sempre qualificado. Dupla talentosa que estará junto com banda completa no Spaço Guinza na virada do ano. Vendas: 3219-2002.
Nas várias listas de melhores discos do ano, duas bandas potiguares figuraram em todas que vi: Plutão Já Foi Planeta, com A Última Palavra Feche a Porta, e o Far From Alaska, com Unlikely. Este último, sempre entre os cinco melhores. Acho que o Vakanandra, da Luiza e os Alquimistas, o Conecta, do Dusouto, e o Ficção, da Simona Talma, merecem um lugarzinho no coração dos potiguares, pelo menos.
O post com 40 sugestões de nomes para ocupar uma cadeira na ANL gerou muita repercussão. E, pasmem, o intelectual que sugeri como meu predileto e que ilustrou com a foto o texto, foi nada menos que exonerado do cargo que ocupava com dedicação e profissionalismo, tomando conta do caótico Arquivo Público do Estado. Claudio Galvão também foi homenageado no Troféu Cultura e, no discurso do amigo Rostand Medeiros, foi cobrada uma vaga sua à ANL, com seu presidente no auditório. Coincidência?
Ainda assim, o professor não para. Hoje mesmo ele lança o livro “Um apóstolo entre nós”, que traz de forma sublime a trajetória do médico e humanista Varela Santiago. Será às 17h no Hospital Infantil Varela Santiago (Deodoro da Fonseca, 518, no Centro). Dr. Varela Santiago foi fundador do Instituto de Proteção e Assistência à Infância do RN, que é o mantenedor do Hospital infantil Varela Santiago. O lançamento do livro traz uma carga extremamente significativa quando a questão se trata de instrumentos de manutenção da história da cidade do Natal e de todos os seus grandes personagens. A obra será vendida por R$ 70 e toda a renda arrecadada será doada ao hospital.
Som da Mata entrou em recesso. Programinha dominical já no calendário da cidade volta com força em 2018, ainda sob a tutela do produtor Marcos Sá de Paula.
Após o sucesso nos municípios de São Gonçalo do Amarante e Canguaretama, e no Teatro de Cultura Popular e no Centro Administrativo, em Natal, a Cantata para os Santos Mártires terá uma apresentação especial na próxima sexta-feira (29/12) a partir das 19h no pátio da Catedral de Mossoró
O espetáculo é uma realização do Governo do Estado, através da Fundação José Augusto, Governo Cidadão, com patrocínio do Banco Mundial, em conjunto com a Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e Secretaria de Trabalho, Habitação e Ação Social. A entrada é franca. A apresentação terá a participação de grupos de corais.
O musical, dirigido por Diana Fontes, texto e música de Danilo Guanais (baseado em escritos do padre Murilo, Monsenhor Herôncio e Valério Mesquita), projeção mapeada de Wil Amaral e produção de Danielle Brito, apresenta 50 atores e pessoas do coro no palco.
Os atores narram e contam a história dos mártires ao som de uma trilha musical que narra o massacre histórico. Um dos destaques do musical são os figurinos e adereços assinados por Ricardo San Martini, que recriou as vestimentas de colonos, índios e holandeses.
A história narra a fé dos colonos de Cunhaú e Uruaçu – locais pertencentes à Capitania do Rio Grande – que foram massacrados, em nome da fé, durante as invasões holandesas no Século XVII.
Os registros históricos que sobreviveram ao longo dos anos contam que o mercenário alemão Jacob Rabbi, a mando dos holandeses que tomaram Natal e a chamaram de Nova Amsterdã a partir de 1633, tinha a intenção de convencer os padres André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro e o leigo Mateus Moreira a se converterem ao calvinismo.
Como, nas duas ocasiões, primeiro em Cunhaú (hoje Canguaretama) e depois Uruaçu (São Gonçalo do Amarante) os grupos católicos se recusaram à conversão, foram barbaramente assassinados. Mateus teve seu coração arrancado pelas costas.
“Nós tivemos grandes momentos em São Gonçalo do Amarante, TCP e Canguaretama com apresentações belíssimas, que celebraram a fé e que divulgaram nossos mártires. Agora será a vez da população mossoroense, especialmente os turistas que poderão conhecer, sob a forma de um musical, a história dos mártires potiguares. Estamos muito agradecidos ao governador Robinson Faria por essa iniciativa histórica”, afirma a diretora geral da Fundação José augusto, Isaura Rosado.
A Cantata foi apresentada entre os dias 25 e 29 de outubro, em São Gonçalo do Amarante e no dia 30 encenada no Teatro de Cultura Popular (TCP). No dia 3 de novembro para o pátio da Igreja Matriz de Canguaretama atraindo milhares de pessoas. Por fim foi apresentada ao público no dia 19 de dezembro no Centro Administrativo.
Data: 29/12
Horário: 19h
Local: Pátio da Igreja Matriz de Mossoró
Entrada franca
Direção geral:Diana Fontes
Direção musical e adaptação do texto (baseado nos escritos do padre Murilo e do monsenhor Herôncio): Danilo Guanais
Produção Executiva: Danielle Brito
Figurino: Riccardo San Martini
Projeção mapeada: Wilberto Amaral.
Eis a minha primeira publicação literária e já não era sem tempo. Não fosse agora, talvez não publicasse jamais estes poemas – a não ser no facebook. Não fosse Jack D’ Emilia, o italiano mais potiguar que eu conheço, com seu entusiasmo, talvez não me sentisse tão à vontade com relação a essa publicação.
Estou em transição. Sempre estive, quer seja na música ou na escrita. E este opúsculo demarca uma maneira de escrever que já não é a mesma dos poemas mais recentes. “Quase não me recupero dos golpes que seus olhos me deram” traz poemetos que capturam instantes com poucas palavras. Sempre fui um sujeito de poucas palavras, contido, tímido… e esse comportamento, eu acho, é refletido na forma, mas não no conteúdo, pois mesmo falando pouco, falo sobre o profano, o mundano, a sem-vergonhice, a carne e o sexo, como pessoas sonsas falam.
Este não é um livro de amor, mas é também um livro de amor. Isto nem é um livro, mas é o meu primeiro livro.
O livro foi diagramado pelo poeta e editor Victor H. Azevedo. Foi lançado pelo selo FLIPAUT no Festival de Literatura Alternativa de Pipa dia 08/12. O prefácio é do poeta João Batista de Morais Neto, vulgo João da Rua.
“Eu gosto do poema curto, conciso, bem arrumado. Pra mim, poesia é isso, contenção. As imagens representadas em poucas palavras. Tangencio o discurso longo, textão, todo prosa cheio de metáforas, uma lagoa de 500m de profundidade. Sou mais um lago Bashô, de um profundo claro, sonoro, palavra miúda, sem afetação. Não fujo do Whitman, vigoroso, voz da nação, tanto amor e tanta paixão pelo outro. E que outro!
Pois Eliano é a nossa canção que faço pra você, tecendo melopeias ao prazer, com a graça do carinho moderno, como o batom daquela canção sobre papéis de chocolate, de braço dado com o meu bem. Em ‘Quase não me recupero do golpe que seus olhos me deram’, o poeta cancionista erotiza o texto na superfície da pele. O corpo emerge o tempo inteiro na tessitura dos versos. É palpável, acariciável, porque “nexo é transformar o tédio em sexo”. A juissance deita e rola ao longo de poemas breves e intensos como a “erupção num vulcão adormecido”.
“pensamentos e cidades” é uma percepção lírica do flagrante presente fugidio cotidiano, como em Luiz Melodia.
Mas tudo é concreto na poesia de Eliano. Não exatamente em suas formas, mas no que é visível através das palavras, no exercício da corporeidade de uma fala poética que traz a vida em suas cintilações e densidades.
Porque um poeta não tem currículo, só vida”
(João Batista de Morais Neto)
“Achei-o muito instigante, com trânsito livre entre a autoorreferenciação, característica bem própria da poesia dita marginal e um lirismo despojado de pudores que às vezes soa cínico, o que muito me agrada.
Acho, pessoalmente que tem força lírica, cujo ritmo permite-nos ao mesmo tempo descansar no poema lido ansiar pelo que vem. Isso é muito bom, cria uma ” força motriz” própria de bons poemas. Para mim, fica claro também, em certos momentos um deslocamento do eu lírico em poemas que aparentemente emergem de um encantamento amoroso, às vezes feminino, às vezes masculino. Alguns parecem que foram escrito pela musa (Mar)riane. Coisas de poeta.Mande bala. O livro é muito bom, de bons poemas, tem força lírica, incomoda, e isso é o que importa.”
Artemilson Lima, artista, músico e tem doutorado em poesia da década de 80 em Natal.
—————
“Minha vida tem urgência de golpes poéticos. E gosto quando quase não me recupero. Gosto quando a palavra me nocauteia de aranha e me deixa preso a ela. Assim, há sim, me em tonto aqui, nesses estados ali – estados aliterados da mente. Gosto de palavras brincantes de sílabas outras. Eliano, mágico, transforma verbo em qualquer coisa dentro doída, faz ilusão de métrica, faz análise sem tática só pela foto-síntese do poema. Me deixa com fome de vim ver. Esse livro, mordo. Me em dente, fico.”
Carito Cavalcanti, poeta e multi-artista.
O status de imortal de uma Academia de Letras confere apenas uma chance a mais de ser lembrado pelos feitos literários décadas depois. É o que penso. E sendo assim, aos de pouca vaidade ou despreocupados em ter seu nome referenciado após sua morte, não significa absolutamente nada.
Mas há os desejosos desse status e em nada estão errados. Reconhecimento pelo trabalho árduo de confecção do que julga um bom livro, uma boa pesquisa, etc, é legítimo. E por isso me incomoda algumas injustiças perpetradas há tanto tempo em nossa Academia Norte-rio-grandense de Letras.
A morte recente do poeta, cronista e jornalista Sanderson Negreiros reacendeu a discussão do preconceito escancarado contra a mulher na ANL. Temos hoje, entre os 39 imortais, apenas quatro mulheres: a pesquisadora Leide Câmara, as poetisas Sônia Maria Fernandes e Diva Cunha, e a escritora Eulália Barros.
Entre os 40 patronos fundadores da ANL, apenas três: Nísia Floresta, Auta de Souza e Isabel Gondim. E entre os 40 primeiros ocupantes, mais duas: Carolina e Palmyra Wanderley. De lá para cá, de minha memória só vem os nomes de Anna Maria Cascudo e a assuense Maria Eugênia Montenegro. Então, 11 mulheres na história de 81 anos da ANL.
Mas a ANL também se furta de outro preconceito. É contra os mais jovens. Não lembro de algum imortal com menos de 50 anos. E não, a justificativa do lastro maior de publicações não cabe. Pablo Capistrano e uma penca de poetas seridoenses estão aí para desmentir.
É notória a abertura da Academia para novos nomes de uns cinco anos pra cá. As próprias Diva Cunha e Leide Câmara vieram no rastro desse novo momento. Lívio Oliveira, Humberto Hermenegildo e Clauder Arcanjo são outros nomes “jovens” para confirmar uma nova aura. Roberto Lima já foge também do estereótipo academicista, para não citar “panelinha” de velhas figuras.
Ainda assim, é realmente triste que exista uma academia de nomes falecidos ou vivos que ainda passe longe dos olhares imortais dos acadêmicos. Claro, muitas vezes por desinteresse próprio, mas também por falta de convite da instituição para aguçar a vaidade ou a oportunidade.
Então, vou tentar montar minha ANL alternativa, com 40 nomes que abrilhantariam e muito nossa real Academia. Claro, com o perdão do esquecimento de alguns ótimos nomes ou lamentando a morte de Deífilo Gurgel, Zila Mamede, Moacy Cirne e outros tantos que morreram imortais mesmo sem uma foto de parede pregada no prédio da Rua Mipibu.
E antes da famigerada lista, faço questão de indicar meu nome preferido, fora das próprias críticas levantadas aqui – do preconceito contra a mulher ou o jovem literato. Mas Claudio Galvão, no alto dos seus 81 anos merece há muito tempo. Um trabalho incansável de pesquisa com mais de 12 livros publicados e outros 5 pré-concluídos. Todos de extrema valia para nossa cultura.
Ainda sem status imortalizado, tentei eu prestar alguma homenagem a Claudio, pelo conjunto da obra no palco do Troféu Cultura. Em breves palavras de “reconhecimento”, me enviado por email, Claudio fala da necessidade da obra “mostrada, indicada, justificada” e do esquecimento precoce. Hoje, agorinha, ele deve estar no Arquivo Público, situado num prédio caótico no caótico Alecrim. É ele quem toma conta de lá, o nosso Dom Quixote. Vejam o email:
“Não vi você por lá ontem à noite (no Troféu Cultura). A festa foi muito bonita apesar de muito longa para o pessoal da 4ª idade. Quero parabeniza-lo pois aquilo deve ter dado um trabalho danado, mesmo para um equipe já treinada. A indicação de meu nome, sei que foi sugestão sua. Não sei se cabe agradecimento pois o que você indicou foi um volume de trabalho já realizado. Nada de pessoal. Parece que a palavra adequada é reconhecimento e isto eu tenho sabido ter. Há coisas que estão por aí mas é preciso que sejam mostradas, indicadas, justificadas. O grande público raramente conhece e, quando conhece, esquece depressa. Um número razoável de trabalhos publicados não é coisa muito comum. O conteúdo nem sempre interessa; o que vale é a quantidade. Vamos por aí.
O nosso Rostand (Medeiros) teve a súbita honra de ser, pelo menos uma vez na vida, o motorista de uma celebridade ambulante. E, ainda, apresenta-la para o distinto auditório. Foi regiamente recompensado, à saída, com uma Stella Artois bem gelada e tenros camarões potiguares. E assim terminou minha noite de fama. Já hoje pela manhã estava no Arquivo, cujo teto está desabando lentamente.”
E ainda antes da lista dos outros 39, sem qualquer ordem de predileção, finalizo com uns dizeres de Marcos Silva:
“Nosso grande Moacy Cirne ficou de fora da ANRL… Ele anunciou que só tomaria posse se todos os pares fossem nus para a cerimônia… Melhor que o desfecho de A Pedra do Reino (Euclides liderando os pares de esquerda e Alencar liderando os pares de direita)! Neste tempo de denúncia contra exposições de arte no Brasil, a posse de Moacy seria notícia no Jornal Nacional.”
1 François Silvestre
2 Marize Castro
3 Osair Vasconcelos
4 Adriano de Souza
5 Antônio Francisco
6 Iara Carvalho
7 Ruben G Nunes
8 Rostand Medeiros
9 Marcos Silva
10 Muyrakitan Macêdo
11 Pablo Capistrano
12 Racine Santos
13 Clotilde Tavares
14 Nei Leandro
15 Maria Maria Gomes
16 João Batista Morais
17 Theo Alves
18 Carmem Vasconcelos
19 Demétrio Diniz
20 Lenine Pinto
21 Padre Pedro Pereira
22 Tarcísio Gurgel
23 Franklin Jorge
24 Kydelmir Dantas
25 Rizolete Fernandes
26 Dacio Galvão
27 Anchieta Fernandes
28 Wescley J. Gama
29 Iracema Macedo
30 Lisbeth Lima
31 Luiz Assunção
32 Mário Ivo
33 Marcius Cortez
34 Constância Lima
35 Nivaldete Ferreira
36 Crispiniano Neto
37 Ada Lima
38 Jarbas Martins
39 Carlão de Souza
OBS: Levo em conta o único critério já explicitado pelo presidente da ANL, Diógenes da Cunha Lima, de pelo menos um livro publicado de relevância à história e cultura potiguares. Acredito que todos esses citados tenham. Não fosse esse critério, outros intelectuais de notória sabedoria e com serviços prestados também poderiam figurar aí, como Afonso Laurentino, meu amigo Tácito Costa, Marechal Porpa, Abimael Silva e outros mais.
OBS2: Reconheço uma lista também com predominância masculina, mas numa proporção bem melhor que a da ANL. Foi um exercício de memória, apenas e foram esses nomes que me vieram à lembrança.
O dia do aniversário da cidade, também será um momento marcante na história da música potiguar. Nesta segunda-feira (25), na Árvore de Mirassol, o cantor Pedrinho Mendes sobe ao palco para cantar o repertório que imortalizou há três décadas em Esquina do Continente, com o clássico “Linda Baby”. O show começa às 19h e faz parte da programação do Natal em Natal, promovido pela Prefeitura do Natal. A entrada é gratuita.
Pedrinho Mendes faz uma viagem por toda sua obra. Desde os clássicos “Linda Baby”, “Esquina do Continente”, “Uma Vez”, “Alegres Meninos” e tantos outros de um repertório que se aproxima das quatro décadas de composições. Nome icônico da nossa música, Pedrinho Mendes também irá ganhar um DVD ao Vivo gravado durante o show da próxima segunda-feira.
“Não é somente uma homenagem pelos 30 anos da música que se fixou como representativa da cidade como também por toda sua obra e parcerias musicais que mantem. Nada melhor que brindar isto no aniversário da cidade e imortalizar com uma gravação ao vivo”, comentou o secretário de Cultura de Natal, Dácio Galvão.
Aniversário da cidade
Segunda-feira, 25
A partir das 19h
Show Pedrinho Mendes
“Esquina do Continente 30 anos”
Entrada gratuita
Realização Prefeitura do Natal (Secult/Funcarte)
Se o famoso diretor de Laranja Mecânica fosse filmar a cena da venda de um livro, por certo, ele ia criar um cenário que sugerisse mistério. Compram-se livros por diversas razões e aí já começa uma bela história de particularidades e diversidade.
Em andanças recentes para divulgar o meu mais novo rebento intitulado “Stanley Kubrick: o monstro de coração mole”, escutei várias pessoas explicando porque compraram a obra publicada pela editora Perspectiva.
Em Campinas, interior de São Paulo, durante o bate-papo que antecedeu a noite de autógrafos, uma senhora dizendo-se veterinária revelou que admirava Kubrick porque lera a carta que o cineasta escrevera para a filha quando precisou fazer uma viagem de apenas dois dias. Escrita à mão, letra miúda, a carta de 4 páginas continha mais de 50 instruções que Vivian Kubrick deveria seguir para assegurar paz e conforto aos vinte e tantos bichanos do papai perfeccionista.
Aqui em Natal, o funcionário da livraria Saraiva me contou que convenceu um cliente a adquirir o “monstro” lendo para ele a frase da contracapa: “qualquer que seja a imensidão que nos cerca, temos de fazer a nossa própria luz”.
Imediatamente me veio à memória os dias em que trabalhei como balconista na livraria Imperatriz do Recife. Fundada por Jacob Bernstein, a Imperatriz, nos anos 50/60, devia figurar entre as cinco maiores livrarias do país. “Seu” Jacó me contou belas histórias. A minha preferida era aquela protagonizada por Gilberto Freyre e João Cabral de Melo Neto, dois dos mais importantes clientes de sua loja. O poeta Cabral, licenciado temporariamente do Itamaraty, decidira exilar-se no Recife e não aguentando o marasmo da província acionou Jacob para que ele importasse as últimas obras de T.S.Eliot, Neruda, Ezra Pound, Francis Ponge.
O dono da Imperatriz me confidenciou que Cabral e Gilberto a toda hora telefonavam perguntando se ele tinha novidades. Pois bem, no dia em que o navio chegou na cidade, meu patrão entrou em contato com as crianças aflitas combinando a hora para se encontrarem em frente do porto no Recife Antigo.
Vindo lá de dentro do cais, Jacob acena fazendo sinal de que seus clientes deveriam entrar pela portinha lateral. A partir daí é difícil dizer se Gilberto e Cabral voaram, correram ou simplesmente sumiram. Pronto ei-los em frente da preciosa carga. Como se fossem dois trabalhadores braçais, eles rompem o lacre das caixas e se petrificam, pois não piscavam nem os olhos a folhear os livros debaixo de um sol de torrar miolos. A cena de tão forte que era emitia o som do disparo de uma bala de canhão ecoando no horizonte os radiantes suspiros de dois escritores em ataque de felicidade.
Súbito como se impulsionado pelo fantasma de Marley, personagem de um dos contos de Charles Dickens, o navio se transformou numa imensa nave acolhendo o velho Jacob Bernstein e o moço da Saraiva do Midway. Bravos vendedores de livros, heroicas figuras, eu vos saúdo! Somos o Prometeu que mantém acesa a evolução, somos os pescadores que realizam esperanças em mares turbulentos, somos os resistentes condutores do trem da história. Cada um de nós fazendo o que sabe. Escrevendo livros, lendo livros, vendendo livros.
No início dos anos 60, em Paris, Fernando Arrabal, Alejandro Jodorowsky e Roland Topor criaram o movimento Pânico, embora Arrabal afirme que o “Pânico não é nem um grupo nem um movimento artístico ou literário”, ou seja, acredita que seria melhor entendê-lo como “um gênero de vida”, um jeito de ser. Num texto escrito em 1964, intitulado “Pânico e frango assado”, Jodorowsky afirma que “uma das distinções fundamentais que o pânico estabelece no homem é sua dualidade pessoa e personagem”.
Em Poesia sem fim, o escritor, diretor de teatro e cinema, mímico, quadrinista, bruxo e xamã Alejandro Jodorowsky faz questão de praticar a ideia do pânico. Recorrendo à máxima do pânico (do deus Pan, da totalidade), de que “a vida é a memória e o homem é o acaso”, Jodorowsky segue à risca a possibilidade de realizar uma festa pânica presidida pela confusão, onde se con-fundem o humor, o terror, o acaso e a euforia. Nesse sentido, qualquer suposta falta de coesão é intencional, ou seja, uma espécie de transe onde o próprio delírio tem uma ordem interna, embora não haja um interesse de estabelecer nenhum discurso de equilíbrio na loucura.
Numa ficção autobiográfica, coloca em questão a relação entre pai e filho, estabelecendo a prosa como uma espécie de espinha dorsal da trama, aliás, apesar de Jodorowsky aparecer como uma espécie de consciência do personagem principal, se é que isso existe, a poesia é a verdadeira protagonista da trama, conforme revela desde o título do filme.
Fazendo uma hermenêutica de Poesia sem fim, a obra – desde o título onde contém a palavra poesia – se sustenta a partir da tríade, poiesis, mímesis e aístheses, entendendo a poiesis como o próprio ato da criação, a mímesis atuando tanto no sentido da imitação quando da emulação e, aísthesis como a percepção ou sensação. Ainda no título, “sem fim”, pode ser entendido tanto como a infinidade da poesia quanto de sua não-finalidade, no sentido de não ser utilitária.
Nascido na cidadezinha de Tocopilla, região litoral entre Antofagasta e Iquique (norte do Chile) e filho de imigrantes vindo da região que hoje se compreende a Ucrânia, no sentido autobiográfico, apesar do recorte que faz resgatando sua história e herança artística do Chile dos anos 40, Jodorowsky traz o resultado de sua vivência e influência de todos os movimentos e circunstâncias das quais vivenciou.
Por um lado, como uma espécie de alter ego do autor, o filme mostra o pequeno Jodorowsky crescendo num mundo pleno de contradições, enfrentando problemas tanto de ordem familiar quanto da realidade em torno. Em todas as cenas em que sua mãe aparece, ela se comunica exclusivamente como se fora uma soprano de ópera e, para simbolizar a tirania do pai, este é retratado como um nazista. Nesse momento, o jovem Jodorowsky, Alejandrito, interpretado por Adan Jodorowsky, filho do diretor, enfrenta o pai, interpretado por outro filho, Brontis. O filho lê Garcia Lorca e quer ser poeta, mas o pai o discrimina e o humilha, exigindo que ele seja um doutor.
Por outro lado, o personagem Jodorowsky, do abismo que se constrói entre ele e sua família, o faz partir para o mundo, numa luta por se desvencilhar da dependência inicial da mesma da qual se destoa e se sente reprimido. Sai em busca de si mesmo, empreendendo uma jornada na qual se recusa a ser “um morto a mais, entre tantos outros mortos”. Nesse percurso, na versão do “jovem” Jodoroswsky, o personagem se enamora de uma mulher exótica e experiente, a poetisa Stella Diaz Varín, interpretada pela mesma atriz que faz sua mãe (Pamela Flores). Para além de seus encontros no Café Iris, essa personagem que bebe cerveja aos litros também o conduz a uma jornada de sexo onde, a cada vez que saírem à noite, deverá tocar suas partes íntimas.
Assim, envolvendo-se num movimento de poetas “malditos”, como Enrique Lihn, Stella Diaz Varín e tantos outros, realizam atividades na cidade, questionando aqueles que vieram a ser referências da poesia chilena no século XX, entre eles, Pablo Neruda e Nicanor Parra. Desta forma, coloca em cena a agitação cultural de Santiago do Chile dos anos 40. O interessante é que não se trata de uma mera fotografia deste momento, mas Jodorowsky coloca em questão os conflitos que perpassam esse movimento. Por exemplo, no caso de Pablo Neruda, filmado por Larrain, como uma espécie de poeta oficial, um Buda, não parece muito interessante pelos jovens poetas, considerando que os mesmos amavam Nicanor Parra, o poeta da rua.
Curiosamente, conforme Jodorowsky, “Deus teve um bom senso peculiar”. Nisso ele se refere ao fato de que Pablo Neruda, “o poeta”, cujas iniciais são PN, Nicanor Parra, ao contrário, NP, o antipoeta, e suas iniciais são invertidas. O consagrado Pablo Neruda publicava suas Odas Elementales e, o então estreante Nicanor Parra, lançava seus Poemas y antipoemas, obras consideradas como um novo tipo de poesia, a poesia “hablada”, conversacional, ou seja, ao alcance do grande público e, não é por acaso, quando afirma que os “USA são um país onde a liberdade é uma estátua”.
Em Poesia sem fim, como um homem de artes cênicas, Jodorowsky abusa de jogos teatrais e circenses, desde o colorido que desafia os padrões convencionais até o uso de auxiliares de palco sem nenhuma preocupação de esconder os truques como, por exemplo, homens vestidos de negro manipulando objetos de cena como os bunraku do teatro de bonecos japonês e, também, um breve improviso do teatro de marionetes para mostrar o suicídio do jovem homossexual, ironicamente, num poste, símbolo da luz, em frente à Universidade Nacional do Chile, suposto lugar da inteligência.
Ainda, numa alusão à atividade circense, utiliza-se de anões, numa inusitada cena em que um deles aparece como um mini-Hitler, espécie de chamariz para atrair clientes na entrada na loja El Combate, anunciando que derruba preços altos, bem como o casal de anões que, no auge da paixão, fazem uma declaração de amor afirmando que “juntos podemos crescer”.
É um filme em que as contradições são propositivas, considerando que, além das belíssimas sequências, com fotografia de Cristopher Doyle e trilha de Adan Jodorowsky, se realiza de certo modo irregular, uma vez mais confirmando seu exercício do pânico, assim como a vida que também é feita de acasos. Um passeio desde Apolo, deus da beleza, da perfeição, da harmonia, do equilíbrio e da razão, a partir de suas primeiras leituras de Garcia Lorca, até Dioniso, deus dos ciclos vitais, das festas, do vinho e da insânia, nas aventuras com sua musa no Bar Iris.
Enfim, o filme retrata a trajetória de Jodorowsky, um artista selvagem em voos poéticos, um dos nomes que ebuliam na cena artística chilena nos anos 50, com a fúria de quem quer respirar o prazer e a liberdade da criação. Contemporâneo ou pós-moderno? Nem um nem outro, ou os dois e muito mais, considerando que o que está na base de sua poética se funda no pânico, onde as possibilidades não se excluem, mas são uma dança do mesmo onde as diferenças estão em permanente diálogo. E o poeta quer ir à Paris para conhecer André Breton e salvar o surrealismo…
Um novo centro cultural será inaugurado hoje, às 15h, na Cidade Alta. Um lugar para abrigar diversos movimentos artísticos motivados a ocupar espaços públicos com arte e cultura.
A Casa da Ladeira – Centro de Cultura Popular é um coletivo de artistas que, em meio às suas memórias e tradições, se encontra para protagonizar um movimento cultural que fortalece a arte, a educação e a cultura local em conexão com outras linguagens, fortalecendo a diversidade e a construção de um mundo melhor.
O objetivo do projeto é fomentar arte e economia solidária no Centro Histórico de Natal; parcerias com representações de diversos setores dos movimentos culturais e fortalecer a cena da arte independente na capital potiguar.
E logo mais, às 15 horas, será realizada inauguração da casa, que conta com o apoio de vários artistas da cidade. O local é a Rua Passo da Pátria, nº 60, na Cidade Alta, em frente a quadra da Casa do Estudante.
Uma inauguração, um espaço e uma ideia que merece ser compartilhada por todos os artistas independentes da cidade. E que essa Casa da Ladeira cresça, aglutine e possa se tornar uma associação ou alguma outra formatação com CNPJ e se inclua em editais e outros incentivos culturais. A Cidade Alta está órfã da Samba há tempos. Então, há uma lacuna a ser preenchida.
14h – Expo Diogo Ferreira;
15h – Brinquedoteca: As Malas que Contam e Cantam Histórias;
16h – Cortejo;
17h – Encontro de cocos – Catumbi, Coco Juremado, Coco de Rosa, Coco Catimbozado;
18h – Cerimônia;
18:30 – Flor de Caeté;
19h – Sarau Poetiguaras;
19:30 – Turimã e Pretta;
20h – Me Sinto um Pouco Chilena;
20:30 – Bob Marlon e Guga;
21:00 – Luanda Luz;
21:30 – Dj Russo e Camarão Nativo
São 14 edições do Troféu Cultura já realizadas. Há um certo status de tradição em 14 anos de história. Mas isso para quem desconhece a história do prêmio. Penso que o Troféu começou a existir de fato há três anos, quando o sistema de votação conferiu legitimidade às escolhas. Ou mais: quando conseguiu chegar ao conhecimento da classe artística. Participei do Troféu justo nesses três anos e, claro, contribui para isso.
Minha aproximação com Toinho Silveira, idealizador do evento, se deu com um breve comentário meu, ainda no Substantivo Plural, sobre o Troféu. Disse algo como, embora o formato estivesse todo errado, a intenção de Toinho em premiar os artistas era muito válida. E três anos depois, nada mudou. Continua tudo errado, mas com boa intenção.
Dias ou semanas depois ele estava em reunião na secretaria de turismo, onde trabalho e, quando entrei na sala, ele disse ter lido o comentário, agradeceu e elogiou minha credibilidade como jornalista e tal. Na edição seguinte do prêmio recebi o convite para prestar a assessoria de imprensa, que como disse, no fim abarcou outras funções.
Naquele ano de 2015 institui a seriedade que o prêmio precisava com um sistema de votação legítimo, e não por escolhas aleatórias. Barrei qualquer interferência externa no resultado – e tentaram! E procurei formatar um evento voltado aos artistas. Isso não consegui. Foi um verdadeiro circo de horrores aquela edição.
Traumatizado, pensei: “Nunca mais”. Mas também a possibilidade de encarar como aprendizado para mudar tudo. E tentei novamente. Eu classificaria a edição 2016 como aceitável, mas foi outra decepção. E veio um “nunca mais” convicto. Mas 2017 veio captação de recursos, veio a produtora Tatiane Fernandes, a chance de uma edição caprichada e o ânimo reacendeu. E do aceitável passou ao razoável. E sempre muito longe do ideal.
O Troféu Cultura ainda não se encontrou; precisa sair do armário. Ou é dos e para os artistas, ou para agradar empresariado. Infelizmente é incabível essa confluência desses dois polos no roteiro do prêmio. Patrocinadores são sempre bem vindos. Mas para isso há termos legais de publicização das marcas no projeto, há estratégias infinitas para agradar o ego do empresário ou potencializar a divulgação do patrocínio. Mas não em discurso alongado. Não com entrega de medalhas. Não interferindo num roteiro temático. Não numa festa direcionada à arte e à cultura.
Então, como seria meu Troféu Cultura 2018? Num resumão: Sistema de votação semelhante. Um local menor e também aconchegante. A improvisação cênico-cômica de Quitéria na condução da cerimônia. Muitas intervenções na plateia. Atrações musicais, cênicas e literárias dinâmicas e que enaltecessem a cultura potiguar. Máximo de duas horas e meia de duração. E sim, um regabofe num ambiente anexo, ao fim, para confraternização da galera.
1) Mas tivemos coisas boas nesta edição. A lista de indicados e dos vencedores foi bem representativa da nossa cultura. Claro, nem sempre vence quem queremos ou que realmente é o melhor, mas o júri especializado garante sempre cinco boas escolhas. Foram mais de 44 mil votos computados. E sem falar da homenagem a Cláudio Galvão, que subiu emocionado ao palco.
2) A mobilização nas redes sociais para a votação foi muito legal. Não só um chamado para votarem, mas também uma publicidade de que foi indicado. O Grupo Carmim, por exemplo, com trocentas críticas elogiosas em mídias nacionais e com indicações em outras premiações nacionais fez campanha! E isso só escancara a necessidade de uma premiação dessa para reconhecer o trabalho realizado. Não é fomento, não é edital, mas é reconhecimento.
3) As apresentações do prêmio foram todas fantásticas, idealizadas e montadas por Tatiane Fernandes. E olha que opinei contra a escolha de algumas músicas e outras “coisitas mas”. Preferia canções potiguares. Mas o resultado foi ótimo. A Orquesstra, o CDTam, a voz poderosíssima da Viviane Sagres, Isaque Galvão, o dueto de timbres de Liz Nôga e Nara Costa, a simbiose entre Yrahn Barreto e José Neto Barbosa, o Passurbano, e a volta de Eliete Regina ao palco!
4) O clima visto no coquetel no foyer do teatro estava bem bacana, e abrilhantado pela apresentação de Carmem Pradella e Levi Ribeiro, sempre ótimos. Cheguei ao fim, mas me pareceu organizado. Uma confra de fim de ano com astral muito bom.
5) O feedback dos vencedores após postagens da conquista no facebook foi mesmo impressionante. Na última postagem que vi de Silvia Sol (Melhor Cantora), tinham 122 comentários e mais de 400 curtidas. No de Alice Carvalho (Audiovisual e Artista do Ano), mais de 130 curtidas. Marize Castro (Literatura), já ia com mais de 200. E por aí vai. Quase todos os vencedores publicaram, orgulhosos, seus troféus.
1) O sistema de votação não permitiu a votação livre por categoria. Infelizmente quem entrava para votar apenas em um segmento ficou obrigado a completar o resto das indicações, mesmo sem querer. Falha nossa.
2) Houve um ruído para liberação do evento no Teatro, por falta de segurança. Isso foi verificado apenas na hora! Decorrente dessa falha, o acesso só foi liberado em cima da hora, o que gerou certo tumulto na entrada. E pior, atrasou em uma hora e meia o início da cerimônia.
3) Algumas falhas de produção: As cortinas demoram a abrir após a deixa de João Maria Pinheiro, na plateia. Faltou o áudio no vídeo em homenagem a Dorian Gray. O vídeo de agradecimento enviado pelo Plutão Já Foi Planeta não foi exibido justo porque não iria aparecer o áudio. Além do já comentado enfadonho discurso ao empresariado e entrega desnecessária de medalhas de honra ao mérito.
4) Infelizmente o roteiro montado ficou bem desfigurado. E isso me deixou bem triste porque construí para ficar bem conceitual ao tema Tradição e Vanguarda e para render algumas homenagens, como ao ator João Maria Pinheiro.
5) O público esvaziado ao fim do evento. Conseguimos um teatro com umas 900 pessoas, mas sobretudo pelo atraso e ainda motivado pelas falhas acima, o público foi, aos poucos, indo embora. Uma pena, quando penso nas apresentações ótimas que se seguiram. Mas perfeitamente compreensível a debandada.
Mas o balanço geral, como já disse, foi apenas razoável. Torço para que melhore. Mas assistirei de fora. Foram três tentativas e a tendência, pelo já dito internamente, é para manutenção desse formato, longe do que julgo ideal. Então, posso até prestar a assessoria de imprensa, mas sem qualquer téte-a-téte com os artistas. Não dá mais. Torço para que dê certo porque a intenção do idealizador é boa. Sabe quando você faz um bolo com a melhor das intenções, mas sai todo quebrado e ruim? É por aí. Mas apesar dos pesares, os artistas valorizam, se não a festa, o título. Recebo vários releases que constam “indicado ao Troféu Cultura 2015”, “Melhor Tal de 2016″…
Acho que esse vídeo de agradecimento da vocalista do Plutão Já Foi Planeta, Natália Noronha, resume o que digo: uma galera que trabalha o ano todo e recebe o reconhecimento pela indicação, pela premiação, é gratificante, coroa um trabalho. Melhor se viesse com uma grana boa (ressalte-se que todos os vencedores receberam cortesia de hospedagem no Praia Bonita Resort). Já tínhamos decidido, inclusive, reservar uma grana da captação para isso, na próxima edição. Mas agora passo o bastão aos organizadores. Vejam o vídeo, que não foi exibido na cerimônia.
Ouvi e li manifestações em prol de mais fomento, mais edital, em detrimento ao prêmio. Mas não há conflito entre edital e premiação. Então, por mais edital, mais fomento e mais premiações. Aliás, premiações em vários segmentos, como o Hangar de Música. Que venham de Audiovisual, Literatura, Dança, Artes Visuais e Teatro. Ou que surja um novo Troféu Cultura, sob nova direção.
Porque no fim, o conflito existe não contra o Troféu Cultura em si, mas contra o idealizador. Às vezes por puro preconceito, o que evidentemente discordo. Mas também por quem compareceu para prestigiar alguma edição e realmente ficou decepcionado. E nesse quesito preciso compreender. Então, que tal criar um Troféu paralelo? Há uns dez anos havia também o Prêmio Poti!
Enquanto estive no Substantivo Plural levantamos a ideia de uma premiação à Literatura. Quem sabe não vou atrás? Editais para Artes Visuais já existem, mas e premiações? Temos o Mundo Inteiro é um Palco, mas que tal os melhores do ano nas artes cênicas? O Goiamum Audiovisual já tem as mostras, mas dilui atenções com outros projetos, então que tal um para o audiovisual? Acho que vale a disputa, sim. Tudo saudável. Provoca mobilização, atenção e reconhecimento. Todos ganham e um sai vencedor.
Fica a dica.
Abaixo, publico o roteiro montado para o Troféu. Claro, adaptado aqui para uma postagem, sem todos os detalhamentos de produção, como entrada e saída do palco, por exemplo, ou agradecimentos, ou a leitura de indicados e vencedores. É muito mais para exibir o não mostrado ou, para quem não foi, ter ideia do que poderia ter sido e não foi. Sobretudo o diálogo inicial entre Toinho e João Pinheiro. Um trabalho conjunto entre eu e Tatiane que merecia ser seguido.
18h – OSRN
Videos para as músicas da OSRN
18h30 – OSRN e CDTAM
18h40 – CDTAM
Padede
(descem as cortinas)
18h45 – JOÃO PINHEIRO, da plateia
“Começou bonito, né? Classudo… hummm, muito bom, quem sou eu pra falar da tradição, né? Mas quero ver o novo! Quero ver dança urbana, os sons eletrônicos, os sintetizadores! Cadê o verdadeiro cinema novo? Não aquelas imagens em preto e branco de Glauber Rocha. Quero ver nesse palco aí coisa modernosa. Tô esperando! Tô esperando! Pra ter graça, a gente precisa se reinventar, meu povo! Daqui a pouco entra Toinho, que eu sei, porque esse prêmio foi invenção dele. E só falta entrar num mercedes, de terno, gravata borboleta, bengala e suspensório. Diga aí, gente? Nan! É elegância demais pro meu gosto”.
(abrem as cortinas)
18h50 – CDTAM faz a Coreografia de Madonna.
TOINHO SILVEIRA entra com o carro junto com Arlindo e Claudia
Toinho
“Boa noite, gente! Primeiro queria agradecer a presença de todos. É sempre muito gratificante receber vocês após um trabalho lindo e desafiador em trazer o Troféu Cultura para esse palco tão grandioso. Mas antes de começar a cerimônia, vou me dirigir a esse amigo aí da plateia. Olha, eu queria lembrar a você, meu jovem, algumas figuras sem as quais não estaríamos aqui com tanta gente talentosa reunida em um teatro dessa magnitude para prestigiar nossa cultura potiguar.
(TOINHO REMEMORA PIONEIRISMOS DE FIGURAS ICÔNICAS DA NOSSA CULTURA, COMO JESIEL FIGUEIREDO, BERILO WANDERLEY, NEWTON NAVARRO, WILLIAM COBBET, CHICO VILA, DONA MILITANA ou OUTROS).
E olha, todos eles não eram apenas amigos, mas companheiros na dura labuta de desbravar caminhos até então inexistentes para produzir, mostrar e manter a arte acessível ao povo. Sim, porque também fui artista. Expus minhas telas, fui meio hippie e aprendi a respeitar o que hoje é tradição, mas que na época era a novidade, e muitas vezes, não só novidade, mas o começo de tudo. Então, meu caro, são esses e outros os responsáveis pelas bases formadoras do cenário cultural potiguar no qual teremos hoje aqui uma excelente representação.
E nada como reverenciar os antigos a partir da gente nova. E além do mais, meu jovem… Mas peraí, você pode chegar um pouquinho mais perto, por favor?
João Pinheiro
Eu?
Toinho
Sim, você mesmo, o entusiasta da vanguarda.
Toinho
É, acho que estou reconhecendo você. Eu te conheço desde os tempos do Alegria Alegria, que marcou época na cena teatral de Natal. E é você mesmo, João Maria Pinheiro.
Mosaico de fotos de João Pinheiro que deveria ser mostrado no telão
Toinho
Olha, gente, esse senhor aqui fez muito pela nossa arte. É um dos palhaços mais importantes da história do nosso teatro de rua, do nosso teatro potiguar. Integrou o time de bambas do Alegria Alegria, em pleno Regime Militar até chegar à companhia Artes e Traquinagens. Muita história, hein João? Agora, me diga: o que está acontecendo? Porque você, que viveu e conheceu tanta gente como Jesiel Figueiredo, Grimário Farias, Júnior Santos e tantos outros, vem aqui criticar a tradição da nossa arte?
João Pinheiro
É que… (ainda envergonhado, ainda no personagem) o novo é o que está aí, é o que sobe ao palco, é quem o povo valoriza. E eu preciso acontecer ou vou morrer como o Zé da Sorte do Natal Cap, Toinho! (pode fazer um trejeito do Zé da Sorte).
Toinho
Ah, agora entendi. Entendi, João, e preciso compreender seu argumento. Infelizmente essa nova geração realmente tem memória curta e não prestigia quem fez essa história. Mas seja você mesmo, seja Alegria Alegria, seja Arte, seja Traquinagem. Você é história. O passado está escrito e, assim como o talento, não morre nunca. Vamos assistir juntos essa cerimônia e ver que o antigo e o novo podem caminhar juntos, sim, e que nós ainda temos muita lenha pra queimar, meu velho!
Vamos começar com música! uma cantora revelação do nosso estado: O vozeirão da Viviane Sagres! A tradição e a vanguarda juntas, porque como diria Belchior, ainda somos como nossos pais.
19h00
Cláudia Magalhães
Boa noite!
O troféu cultura busca nessa noite promover o encontro da Tradição e da Vanguarda. Sim, elas podem e devem caminhar juntas. É a sabedoria e a história unidas à vontade e a inovação. E aqui teremos um espaço de encontro do antes e do hoje. De quem construiu essa história e de quem herdou o bastão para colocar o dedo da contemporaneidade nesse passado.
Arlindo Bezerra
E a edição de 2017 traz um novo troféu desenvolvido pelo artista plástico Fabio Di Ojuara, inspirado nas vestimentas do Fandango e que este ano homenageia um dos maiores intelectuais da história do Rio Grande do Norte: Dorian Gray Caldas. Dorian foi um pioneiro. Junto com Newton Navarro e Ivon Rodrigues esteve no primeiro Salão de Arte Moderna de Natal, em 1950. Um feito que com certeza consolidou um movimento de artes visuais no nosso Estado.
Claudia
Para celebrar esta grande figura das nossas artes, gostaria de convidar ao palco Dione Caldas, para assistirmos um breve vídeo em homenagem a quem foi pioneiro e manterá seu nome inscrito para sempre na história da arte potiguar.
(início do VÍDEO – infelizmente é muito grande para exibição no site!)
19h05
Claudia
Obrigada Dione e principalmente, obrigado Dorian por todo esse legado.
A partir de agora seguiremos anunciando os ganhadores das 14 categorias do Troféu Cultura.
Após a escolha dos cinco indicados pelo júri especializado, foram mais de 44 mil votos registrados no site Papo Cultura que definiram os vencedores. E vamos ao primeiro anúncio? Começamos com a categoria Fotografia.
Arlindo
E para anunciar o Troféu Cultura na categoria Melhor Fotógrafo ou Fotógrafa, convidamos ao palco a experiência e talento do fotógrafo Fernando Chiriboga e da fotógrafa destaque da nova geração, Luana Tayze.
…
19h10
Arlindo
Parabéns Mariana, obrigada a Chiriboga e Luana!
Bom, e a agora chegou a vez daquele artista que pinta e borda e tatua e preenchem muros com arte, telas e um universo inteiro de possibilidades.
Cláudia
E para anunciar os indicados na categoria Melhor Artista Visual, chamamos ao palco o marcham Cristiano Felix e a artista plástica Clarissa Torres, do Coletivo Aboio.
…
19h15
Arlindo
Nos últimos anos temos visto uma produção crescente do Audiovisual potiguar. E não só crescente em número, mas também em qualidade, haja vista as tantas participações e premiações em festivais no Brasil e até no exterior. E uma mostra bem representativa está entre esses cinco indicados.
Claudia
E para entregar o prêmio de Destaque no Audiovisual em 2017, convidamos a diretora, produtora e roteirista de audiovisual e integrante do Coletivo Caboré, Babi Baracho, e o maquiador de grandes filmes do cinema nacional, Amaro Bezerra.
…
19h25
Arlindo
A quadrinha popular do início do século passado, dizia: “Natal, em cada canto um poeta, em cada esquina um jornal”. Mais de um século se passou e praticamente estamos sem jornais, mas os nossos poetas e literatos continuam aí e muito bem. E para mostrar que essa qualidade está no ontem e no hoje, convidamos duas gerações de poetas para lerem a poesia do outro.
Cláudia
Que venha a poesia, por favor! O presidente da nossa Academia Norte-rio-grandense de Letras, o poeta Diógenes da Cunha Lima, e a poeta Regina Azevedo. (instrumental de Linda baby)
…
Arlindo
E vamos aos indicados ao Destaque na Literatura 2017? Quero chamar ao palco o pesquisador da literatura potiguar, também escritor e imortal da Academia de Letras, Manoel Onofre Jr, e mais uma vez a poeta Regina Azevedo para apresentar os indicados.
…
19h35
Claudia
Entraremos agora na seara das artes cênicas. Diferente da música, aqui se faz um diálogo para plateias pequenas. E para temperar ainda mais nossa noite, o encontro do já agraciado melhor ator pela Academia de Artes no Teatro do Brasil, José Neto Barbosa, e o cantor e compositor já premiado com o Hangar de Música e indicado a melhor cantor nesta noite, Yrahn Barreto.
Arlindo
Esta é a estreia de Manifesto, performance de José Neto Barbosa inspirada em ‘É Proibido Proibir’, de Caetano Veloso.
…
Arlindo
Essa categoria nos proporcionou momentos mágicos este ano. E montar uma peça de teatro demanda um trabalho de hércules: ideia, pesquisa, esforço, captação de verba, produção, ensaios e mais ensaios e, depois de tudo, apostar no prestígio do público. Não é fácil. E vamos aos indicados que sofreram, mas conseguiram o gratificante resultado de um maravilhoso Espetáculo de Teatro.
Claudia
E para entrega do troféu desta categoria, convidamos o ator de grandes espetáculos que circularam no RN, Grimário Farias e Barbara Teart.
…
19h45
Cláudia
E eis aqui uma categoria bem emblemática do que esta edição do troféu propõe: o clássico e o contemporâneo, a tradição e a vanguarda. Na dança, essas vertentes estão bem latentes. E ao longo deste ano pudemos assistir espetáculos grandiosos, a exemplo dos nossos indicados.
Arlindo
Para entrega do troféu na categoria Melhor Espetáculo de Dança, convidamos o professor, diretor da Escola Roosevelt Pimenta, e coreógrafo Dimas Carlos e a professora de dança da UFRN e fundadora do grupo Acauã, Karenine Porpino.
…
19h50
Claudia
Gente, nas cinco indicações deste ano na categoria Melhor Produtor ou Produtora Cultural, quatro mulheres e um homem de alma feminina. Aliás, perceberam que as mulheres têm dominado não só as indicações, como as premiações até aqui? Mariana, Marize, Alice… Só deu a gente, mulherada! E vamos aos indicados deste ano na categoria de Produção Cultural.
Arlindo
Para entrega deste troféu, duas produtoras poderosíssimas: Haylene Dantas e Luci Braga.
…
19h55
Claudia
E agora, uma pequena pausa no anúncio das categorias para a entrega do troféu pelo Conjunto da Obra. Quero convidar ao palco o historiador Rostand Medeiros para apresentar o homenageado deste ano.
(no telão, slide com imagens de Cláudio Galvão)
Rostand Medeiros
Boa noite!
Talvez pelo jeito discreto, comedido, poucos reconhecem a importância da obra de nosso homenageado este ano. Sorte os 12 livros já publicados e, por isso, a imortalidade da obra, já que falta a imortalidade pela nossa Academia de Letras.
Curioso que a maioria dos seus livros é de resgate de outras figuras de feitos também pouco lembrados. Biografias minuciosamente escritas que contam a história de ícones apagados da nossa memória, como Tonheca Dantas, Oswaldo de Souza, Oriano de Almeida, Othoniel Menezes, Waldemar de Almeida e, o mais recente, Varela Santiago. E afora essas biografias, a história do nosso Teatro Alberto Maranhão, antigo Teatro Carlos Gomes, a história da modinha no Rio Grande do Norte, o também recente Ora Direis Ouvir Cascudo, sobre o lado musicista de Câmara Cascudo…
E quando falo recente, falo de um senhor de 80 anos que dedica seu tempo em pesquisas intermitentes e, mais ainda, cuida, diariamente e sem qualquer apoio, do precioso acervo do Arquivo Público do Estado, em um prédio caótico no bairro do Alecrim.
E quando falo recentemente, falo também de projetos e metas deste senhor oitentão. Ele tem, nada menos, que cinco livros pré-prontos para publicação. E é interessante citá-los aqui, num teatro repleto de artistas e empresários, já que esses livros aguardam apenas o patrocínio para serem concluídos.
São eles: “Música e músicos do Rio Grande do Norte”, uma pesquisa fundamental para catalogar a história da nossa música para além de quem teve música gravada, como já fez nossa queridíssima Leide Câmara. Também nessa seara, dois volumes da “História da Música no Rio Grande do Norte”, com pesquisa que abrange desde a época indígena e início da colonização. “A história do açúcar no Rio Grande do Norte”. E ainda o livro “Djalma Maranhão, do povo para o povo”.
Pediria a vocês uma salva de palmas para este jovem oitentão, que sobe agora ao palco. Vem cá, Cláudio Galvão!
…
Arlindo
Muita história guardada nesses dois, ne? Rostand também é outro pesquisador de mão cheia. Não fosse gente assim, o que seria da nossa história?
E agora uma homenagem que sintetiza o encontro da tradição e Vanguarda. Dois grandes nomes da Música potiguar unidos pela própria linguagem. Nubia Lafaiete na voz de Isaque Galvão!
20h05
Cláudia
Lindo encontro! Meu amigo querido e talentoso Isaque Galvão que nos emociona sempre com tantos trabalhos lindos… Lírio Verde, Matulão e por ai vai…
Bom, e não fossem os indicados dessa categoria, teríamos perdido um ano muito divertido! Graças a eles temos assistido a shows memoráveis por aqui e cada vez com mais público para ouvir música autoral potiguar. E cinco deles estão indicados a Melhor SHOW.
Arlindo
Para entregar o troféu desta categoria, chamamos ao palco o pioneiro na promoção dos grandes shows nacionais no Estado e ainda hoje firme e forte no ofício, o produtor Alexandre Maia.
Arlindo
O produtor da banda, André Maia é quem vem receber o troféu já que o Plutão está em São Paulo hoje para show logo mais. E eles deixaram um vídeo pronto para o caso de ganharem o troféu. Vamos assistir.
…
20h15
Claudia
Eles soltaram a voz este ano. Cinco cantores de diferentes gerações da nossa cena, de diferentes recantos do nosso Estado e que representam o antes e o agora na nossa música. Vamos à categoria de Melhor Cantor.
Arlindo
E para apresentar os indicados deste ano, chamamos ao palco a tutora da obra de Tico da Costa: a produtora Sara Frachhia.
…
20h20
Arlindo
E para brindar o canto, recebemos no palco mais um encontro espetacular de vozes e gerações: Liz Nôga e Nara Costa!
Claudia
Saudade de ver Liz Nôga no palco, gente! E Nara, que cantora! Aliás, como já disse, as mulheres têm comandado esta cerimônia. E na música, então, a dominação é total. Vocês prestaram atenção na categoria Melhor Show? Pois é. Então imagine a dificuldade para os jurados escolherem apenas cinco indicadas como Melhor Cantora.
Arlindo
E para anunciar essas indicadas e a vencedora da categoria, convidamos ao palco a pesquisadora da nossa música potiguar e imortal da nossa Academia de Letras, Leide Câmara, e o produtor e idealizador do Prêmio Hangar de Música, Marcelo Veni.
20h25
Claudia
Nos últimos anos, a cena musical potiguar tem invadido alguns dos maiores festivais nacionais, como o Lollapalozza e o Rock in Rio. E aqui temos uma excelente mostra desse novo cenário pulsante de bandas da cena local, do cenário nacional e até internacional, novas ou já com uma estrada percorrida. E vamos a esses indicados.
Arlindo
Para anunciar as cinco bandas, convidamos ao palco o mago dos efeitos sonoros, Zé Caxangá e a cantora, compositora e violinista da orquestra sinfônica, a musicista Tiquinha Rodrigues.
…
20h30
Arlindo
Quem pensou que em tempos de ícones como Edson Claro, Roosevelt Pimenta e todo o ensinamento tradicional da dança clássica ou mesmo contemporânea, assistiríamos, hoje, a invasão do hip hop na cena potiguar? Pois é. Um show de arte cênica a partir da cultura urbana da periferia. Vem aqui mostrar um pouquinho disso aqui, Ariadna Medeiros, com a energia do Passurbano!
Apresentação Passurbano
20h40
Claudia
Obrigada Ariadna. Assistimos à coreografia ‘Tácito – Trilha: About Her (Phazz)’
Graças ao trabalho fundamentado do Coletivo Farofa Crítica, esta próxima categoria passou a abranger não só quem atua como atriz, mas também inclui agora bailarinas e performers. E sob a olhar desses críticos antenados, apresentamos as indicadas deste ano.
Arlindo
Convidamos ao palco para anunciar as indicadas e a vencedora, uma bailarina que também desbravou alguns caminhos do nosso palco, Anízia Marques e o performer e integrante do Farofa Crítica, Felipe Fagundes.
…
20h45
Cláudia
Lá atrás um artista chamado Jesiel Figueiredo lançava as bases para o Teatro Moderno no Rio Grande do Norte, além de um trabalho formidável de formação de plateia com a criação de um teatro infantil. E graças ao trabalho de Jesiel, de Chico Vila, de Costa Filho, de Edson Claro, de Roosevelt Pimenta e tantos outros que vieram nessa época e depois, nosso teatro conseguiu ultrapassar as muralhas deste estado e tem alcançado o público e críticas elogiosas Brasil afora. Aqui, temos cinco representantes dessa nova safra na categoria de Melhor Ator, Bailarino e Performer.
Arlindo
E para apresentar esses indicados, convidamos ao palco Firmino, jovem criador e integrante do grupo Eureka, e a atriz, ensaísta e crítica de arte Heloisa Sousa, do coletivo Farofa Crítica.
…
20h50
Claudia
Gente, antes do anúncio do Artista do Ano, vamos homenagear quem realiza, mas também quem viabiliza esse fazer cultural em nosso Estado. Quero chamar de volta ao palco o idealizador deste Troféu, Toinho Silveira para a entrega da medalha ao mérito Djalma Marinho e o Troféu Noilde Ramalho.
Toinho
Para receber as comendas, convidamos as seguintes personalidades ao palco: os produtores culturais Lula Belmont e Alexandre Maia, a diretora de Estudos e Pesquisas da Fundação Parnamirim de Cultura e idealizadora do Festival Miau, Nilza Fernandes, o médico e sócio do Hospital do Coração e também colunista da Tribuna do Norte, Elmano Marques, o estilista Geová Rodrigues, o hoteleiro George Gosson, o ator e diretor Henrique Fontes, o empresário e presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz, e a empresária Lourdinha Alencar. Parabéns a todos!
(entrega das medalhas e registro de fotos)
21h00
Claudia
Vamos ao Artista do Ano?
Elas e eles conquistaram este ano algo maior que o já grandioso ofício de fazer arte. Conquistaram o que todo artista, na verdade, busca: o reconhecimento. Sim, todos esses cinco indicados ao Artista do Ano 2017 já foram premiados aqui ou alhures, seja em festivais, em outras premiações de arte, nas críticas elogiosas em mídias nacionais e outros feitos que só quem produz cultura neste estado sabe a dificuldade dessas conquistas.
Arlindo
Mas independentemente desse status, desse prestígio conquistado, artista mesmo é aquele que resiste, que mesmo sem o olhar ou o aplauso do público se mantém no ofício pelo simples prazer de se dizer artista. E a todos, o nosso aplauso. Mas vamos aos indicados. E para anunciar o Artista do Ano, convidamos de volta ao palco Toinho Silveira e Dione Caldas.
(João volta ao palco no fim dos agradecimentos, como se tivesse vencido o prêmio)
João Pinheiro
Oxe, e não fui eu o Artista do Ano, não?!
(começa a sair do personagem…)
Olha, gente, procuramos mostrar aqui, que a Tradição e a Vanguarda somos nós. Sim, todos nós! Carregamos conosco nossa história e estamos aí para o que der e vier, ainda. Somos vanguarda, sim! Você aí, mais velho, que pensou agora: “Vige, não sei nem mexer no celular e sou vanguarda?”. Ora, se você ainda mantém aquele sentimento de liberdade criadora, de ruptura com o passado sem esquecer sua história, tenha a certeza: você continua à frente nas trincheiras de combate, amigo velho! Então, viva o passado, um salve para nós aqui presentes neste teatro e que se derrame o futuro sobre nós! Um abraço a todos!
Arlindo
E para fechar nosso encontro, convidamos ao palco quem fez e quem faz história. Eliete Regina, no alto dos seus 81 anos, que já cantou e abriu muito palco em casas de show para outros artistas terem seu espaço. E com ela, outras vozes da história da música potiguar. Tradição e vanguarda, aqui e agora!
(cerimonalistas saem)
(Show com todos os cantores juntos)
Isaque
Muito obrigado pela presença de todos e até o Troféu Cultura 2018!
********
Alice Carvalho, pela websérie Septo
Marize Castro, pelo livro de poemas A Mesma Fome
Mariana do Vale
Civone Medeiros
Ana Morena, pelo Festival Dosol
Basta Ter Coragem, da Gaya Dança Contemporânea
Plutão Já Foi Planeta, com o show de lançamento do CD A Última Palavra Feche a Porta, aqui no Teatro Riachuelo
Plutão Já Foi Planeta
Pedro Mendes
Silvia Sol
Robson Medeiros, pela peça A Invenção do Nordeste
Quitéria Kelly, pela peça A Invenção do Nordeste
A Invenção do Nordeste, do Grupo Carmin
Alice Carvalho
E hoje, a partir das 19h, o Governo do Estado, através da Fundação José Augusto, promove uma noite especial de lançamentos que contemplam o campo das artes visuais, o audiovisual e a literatura norte-rio-grandense.
Na Galeria Newton Navarro, localizada na entrada fundação, serão apresentadas a edição nº 2 da Revista Virtual Carcará e a edição 29 da Revista Preá. Também haverá a abertura da exposição coletiva Privado é Público que exibe parte do acervo da futura Pinacoteca de Mossoró.
A FJA realiza o lançamento da mostra “Privado é Público” destinado a levar à admiração pública as coleções de artes particulares, guardadas nas residências dos colecionadores e fora do domínio público.
Trata-se da exposição de uma parte do grande acervo da diretora da fundação, Isaura Rosado, que será entregue por comodato para a criação da Pinacoteca de Mossoró. A curadoria é de Dione Caldas.
São mais de 700 obras de onde foram selecionadas para esta exposição cerca de 100, mostrando um breve panorama dessa coleção que tem um enorme acervo das obras de Dorian Gray, Jussier, Manuelito, Mária do Santíssimo, Vicente Vitoriano, Fé Córdula, Dione Caldas, Thomé Filgueira, Iaponi, Leopoldo Nelson e os naifes potiguares e mais que isso, quadros e objetos do potiguar Abraham Palatinik e até o precursor do nosso modernismo Murilo Lagreca. Pintores de projeção nacional como Tarsila do Amaral e Gerson do Carmo, Ariano Suassuna, Francisco Cuoco, Salvador Dali, gravadores, escultores e desenhistas.
A exposição estará aberta ao público na Galeria Newton Navarro, de segunda à sexta, no horário das 8h às 17h.
Criada há 15 anos como uma das publicações que marcaram época no cenário da gestão pública-cultural do RN, a Revista Preá volta a circular, trazendo matérias especiais sobre a Cantata para os Santos Mártires, espetáculo encenado em municípios do RN, o projeto RN Criativo e o investimento do Governo do RN ao setor cultural.
Na publicação há textos assinados pelo diretor da FJA, Iaperi Araújo (“A Descoberta do Rio Grande”, e pelo Coordenador de Livro e Leitura Ailton Medeiros (“Mérito à Cultura”). Responsável pela edição da revista, o editor Mário Ivo Cavalcanti escreve o texto “O Maior Encontro de Filarmônicas da História”. Nesta edição, Sófia Bauchwitz é a responsável pelas ilustrações.
A Revista Carcará, chega ao segundo número de forma virtual, editada pelo jornalista Rodrigo Hammer trazendo matérias e artigos que analisam o atual panorama do audiovisual potiguar. Um dos destaques é uma memória sobre a contribuição do crítico Berilo Wanderley. O premiado curta “Em Torno do Sol”, de Júlio Castro e Vlamir Cruz ganha uma análise sobre o caminho trilhado para a ficção científica.
Há ainda textos sobre o projeto Setcenas, o curso de Animação da UNP, o processo de escolha de atores e uma entrevista com o presidente do Cineclube Natal, Nelson Marques, dentre outros temas.
A nova “Carcará” está disponível para leitura através do site www. cultura.rn.gov.br.
Uma das novidades do Ribeira360º será a abertura gratuita com show de Waldonys com Forró Bando das Brenhas, na sexta-feira, 5 de janeiro
O Palco 360 graus está de volta! Criado para celebrar a lendária Rua Chile e o protagonismo da música potiguar, o Festival #Ribeira360º chega ao segundo ano repleto de novidades para movimentar a cultura do bairro histórico da Ribeira, no início de 2018. Para começar, em vez de duas serão três noites de festival, de 5 a 7 de janeiro no largo da Rua Chile e demais espaços culturais do entorno.
O evento encerra o calendário do Natal em Natal e terá show de abertura com acesso gratuito para o público, no dia 5 de janeiro. A atração é o cantor e compositor Waldonys, herdeiro da tradição de Luiz Gonzaga, ao lado da banda potiguar de forró Bando das Brenhas, às 20h, no Palco 360º.
O festival conta com patrocínios da Prefeitura Municipal de Natal, Praia Shopping por meio do Programa Djalma Maranhão de Incentivo à Cultura e NatalCard e apoio cultural da Codern – Companhia Docas do RN. Já os ingressos promocionais para os dias 6 e 7 (sábado e domingo) estão à venda na versão online através da Sympla ao preço de R$ 15 e R$ 30 (mais taxas).
Idealizado pelo produtor cultural Marcílio Amorim, a segunda edição do festival ocupará o largo da rua Chile e alguns espaços culturais que compõem o atual cenário de entretenimento do bairro, como o Atelier Bar, Bar The Alchemist e o Galpão 29.
Grandes encontros estão programados para a edição. Além da abertura com Waldonys e Bando das Brenhas, o festival já fechou o line up do palco principal. O sábado (6) começa às 19h e será aberto com Rastabrothers e Dudu Aire com participação de Androla e Filipe Toca.
Na sequência tem Luísa & Os Alquimistas apresentando o novíssimo álbum “Vekanandra”, uma mistura de diva cigana com o brega latente da música nordestina. Sobre o trabalho, trata-se de “uma viagem estética que mistura universos, remetendo à imagem da mulher que ganha a vida nos palcos, o disco é das divas da antiga Era do Rádio, mas também das cantoras de bregafunk, frequentes nos canais de televisão do Nordeste”.
Far From Alaska encerra última noite do evento
Na mesma noite do Palco 360º chega para abalar a cantora e compositora Khrystal, com seu disco “Não deixe para amanhã o que você pode deixar para lá”, lançado em 2016 e mais sucessos da carreira. Na sequência se apresenta a banda potycarioca Pietá, formada por Juliana Linhares e os instrumentistas, compositores e arranjadores Frederico Demarca e Rafael Lorga. A noite de sábado ainda traz a banda DuSouto, com seu recém-lançado “Conecta” e terá um encerramento carnavalizado com o balanço da Orquestra Greiosa, que está cheia de gás em sua mistura de ritmos.
Participações-surpresa estão programadas para as duas noites. Mais novidades no domingo (7) do Palco 360º, com muito rock, psicodelia e experimentações sonoras. Apresentação da Shaman Tribal Co, Joseph Little Drop, Mahmed, Skarimbó, Igapó de Almas, e encerrando com Far From Alaska, apresentando seu premiadíssimo álbum Unlikely (2017), em que passeia por diferentes sonoridades e atmosferas, sem deixar de lado o rock incendiário que a consagrou.
Os Palcos do Ateliê Bar (Pista eletrônica), Galpão 29 (Bandas alternativas e projetos experimentais) e After (The Alchemist) ainda terão seus lineups fechados em breve.
FESTIVAL #RIBEIRA 360º
De 5 a 7 de janeiro, na rua Chile, Ribeira
Ingressos online www.bilheteriaonline.com
Siga o #Ribeira360º
– Waldonys
– Bando das Brenha
– Rastabrothers e Dudu Aire com participação de Androla e Filipe Toca.
– Luisa & Os Alquimistas
– Khrystal
– Pietá
– Dusouto
– Orquestra Greiosa
– Shaman Tribal Co.
– Joseph Little Drop
– Mahmed
– Skarimbó
– Igapó de Almas
– Far From Alaska
Sim, a obra intelectual e a figura querida do poeta, cronista e intelectual Sanderson Negreiros não morrerão nunca. Apenas sua presença física nos deixa. Não deixa detalhes de sua morte. Apenas sei que estava debilitado há uns bons anos, tinha 79 ou 80 anos e que morreu dormindo. Sempre reputei sua poesia como a minha favorita (o segundo é Adriano de Sousa). E há registros disso para além de um oportunismo pós-morte. Suas crônicas também eram diferenciadas, sempre com uma mescla da banalidade cotidiana do gênero e toques de intelectualidade. Sanderson foi um gênio das nossas letras.
Estive com Sanderson Negreiros uma única vez. Seu apartamento tinha vista ao leito do Rio Potengi e o Diário de Natal me enviou lá para que ele comentasse o assoreamento do rio ou algo assim. Mas quando cheguei lá ele pouco se importava com isso e queria conversar sobre assuntos variados. Disse conhecer muito bem meu avô Omar Vilar (ambos são cearamirinenses) e relembrou histórias diversas dos tempos de jovem em Natal. Uma manhã que tristemente apressada em razão do tempo do jornal, mas que assim como meu encontro com Oswaldo Lamartine, permanece viva em minha memória.
Três anos de quadrinhos autobiográficos na internet resultam na seleção sensível que encontramos em Mercúrio Cromo, o segundo livro do autor e ilustrador Aureliano Medeiros (FOTO, by Cecília Schiavo). A publicação, já lançada na Comic Con Experience (São Paulo), debuta em Natal nesta quarta (20) às 18h, na Confeitaria Atheneu, em Petrópolis. Depois de publicar o romance Madame Xanadu (Tribo, 2015), Aureliano ganhou notoriedade dividindo seu cotidiano em forma de quadrinhos nas mídias sociais, tendo alcançado mais de 200 mil seguidores no Facebook e 30 mil no instagram. Em suas historietas, Aureliano fala de si e de nós, de forma a pensarmos como quase sempre estamos passando por coisas parecidas.
O livro que traça a trajetória desse autor-personagem através de poucas cores e palavras faz parte do diverso leque de publicações da Editora Lote 42 (São Paulo) e tem projeto gráfico de Gustavo Piqueira (Casa Rex). O cuidado final fica por conta dos curativos da capa, colados à mão, um por um. E o som do lançamento fica por conta de um dos grandes amigos do autor, o dj PajuXfrank, que vai mandar aquele house finíssimo.
Veterana no cenário Potiguar a banda Mamute Sound se despede do público com seu quarto álbum “Finis Coronat Opus”, que significa: o fim coroa a obra. O trabalho é bastante eclético e repleto de psicodelismo e muita poesia. O álbum estará disponibilizado nas principais plataformas digitais e conta com participações especiais como a ex-vocalista da banda “Seu Ninguém”, Luana Alves que fez um duo com Jonas Buarque na faixa “Réu Confesso”, além de Adriano Azambuja (guitarra), Riva Nepô (gaita), Bruno Ricardo (bandolim), Lucas de Jesus (violoncelo) e o coro dos descontentes: Bruno, Tádzio, Jairo e Rafael.
Com atraso, com alguns equívocos recorrentes, mais uma edição do Troféu Cultura foi realizada. E há muito o que se elogiar e muito o que se criticar. Importante que tenha acontecido e recebido o prestígio de um público razoável. Vem post ainda hoje para uma geral sobre o evento.
Durante grande encontro entre os 30 botecos e restaurantes participantes do festival Roda de Boteco Natal foram conhecidos os vencedores desta 1ª edição. Na Categoria Melhor Boteco: 1º Lugar: Garage Car Wash e Bar com o petisco S10 Edição Limitada; 2º Lugar: Cigarreira do Pernambuco com o petisco Charqueado do Perna e em 3º Lugar: Meu Barraco Boteco Bistrô com o petisco Medalha de São Jorge. Na categoria Melhor Atendimento: 1º Lugar: Matheus Ramalho da Cigarreira do Pernambuco; 2º Lugar: Valnei do Garage Car Wash e Bar e em 3º Lugar: Hérica Oliveira do Meu Barraco Boteco Bistrô.
Nesta quarta-feira (20), será oficializado a criação do Núcleo Experimental de Teatro Musical, onde alunos-artistas, capitaneados pelo ator e músico Dudu Galvão, integrante dos Clowns de Shakespeare, trazem a magia e a atmostera da Broadway para o palco do TCP. Os cantores-atores farão solos e duetos de espetáculos famosos do teatro musical e a grande atração da noite é uma amostra do processo da adaptação do musical Hairspray, a partir das 19h. Com preço único de R$ 20, os ingressos serão vendidos antecipadamente, no Hilkelia Espaço Musical ou através do alunos participantes. Mais informações: 99925-5848.
O Hairspray tem adaptação e direção de Dudu Galvão e versões musicais de Eduardo Zayit e Miguel Falabella. A montagem visa o fomento do gênero no cenário local e o engrandecimento dos artistas multifacetados, contribuindo também para a inserção de adultos, jovens e adolescentes no meio artístico. O musical aborda injustiças da sociedade americana na década de 60. Sua adaptação preservou as críticas sociais, sem ferir a autenticidade do espetáculo nem sua atmosfera cômica.
E só lembrando, hoje e amanhã tem apresentação de um dos Autos Natalinos mais conhecidos do Rio Grande do Norte e que já faz parte do calendário do público natalense, o espetáculo, “Um Presente de Natal”. Com direção e roteiro de Diana Fontes, texto e música de Danilo Guanais, a apresentação acontece no Teatro Riachuelo, às 16h e tem entrada gratuita, embora os ingressos já devam ter acabado. Qualquer dúvida: 4008-3700.
Tradição e vanguarda estarão juntas na celebração de entrega das premiações do Troféu Cultura 2017. Shows, esquete teatral, dança urbana e muito mais estão reservados para esta segunda-feira (18), a partir das 18h e com acesso gratuito ao Teatro Riachuelo. Aproximadamente 1000 ingressos estarão disponíveis ao público na bilheteria do teatro a partir das 12h, no dia do evento.
Este ano, o Troféu Cultura receberá o nome do artista plástico e poeta Dorian Gray Caldas, e homenageará, pelo conjunto da obra, o pesquisador e intelectual Claudio Galvão, autor de 12 livros que resgatam muito da história e de ícones já esquecidos da cultura potiguar.
Mas o grande momento do evento é mesmo o anúncio dos vencedores de cada uma das 14 categorias que abrangem todas as manifestações artísticas: audiovisual, artes visuais, artes cênicas, literatura, dança, música, além da produção cultural e a escolha do Artista do Ano.
Todos os 14 vencedores presentes ao evento receberão uma cortesia de hospedagem num fim de semana no Praia Bonita Resort, um dos melhores resorts do Estado, situado em Tabatinga, além de outros presentes.
“Independentemente de quem vença, importa a confraternização e o reconhecimento aos nossos artistas. É o propósito do Troféu Cultura, que este ano encara o desafio de um palco grandioso”, destacou o idealizador da premiação, o produtor Toinho Silveira.
No palco, a Orquestra Sinfônica do RN dará início à cerimônia, seguida por apresentação da Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão, com encenação de um pas de deux (dança de casal). Os cerimonialistas Arlindo Bezerra e Cláudia Magalhães apresentarão a cerimônia, com intervenções do ator João Maria Pinheiro.
Também escalados para intervenções musicais e cênicas no palco, entre as entregas dos troféus, estão Isaque Galvão, Viviane Sagres, Yrahn Barreto, o ator e diretor José Neto Barbosa, o grupo de dança de rua Passurbano, Nara Costa, Lis Nôga e as cantoras Cleide Braga e Eliete Regina, além da leitura de poemas por Diógenes da Cunha Lima e Michelle Ferret.
O Troféu Cultura 2017 conta com o patrocínio da Cosern Neoenergia e da Comjol, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura Câmara Cascudo. E, pelo Programa Djalma Maranhão, no âmbito do município, com os patrocínios da Unimed e Hospital do Coração, além do apoio cultural da Suvinil, Praia Bonita Resort, Mercedes Benz, Stella Artois e Faculdade Maurício de Nassau.
Um evento voltado para as artes cênicas marca o retorno das atividades do Centro Cultural Adjuto Dias, em Caicó, equipamento mantido pelo Governo do Estado, através da Fundação José Augusto. Prossegue até sábado (16) o Festival Nacional de Teatro Universitário da UFRN que debate a produção teatral acadêmica.
O Teatro Adjuto Dias, que estava interditado há dois anos e foi restaurado em 2017 com investimentos de R$ 450 mil (R$ 360 mil para obras e R$ 90 mil para equipamentos), oriundos do Banco Mundial, via Programa Governo Cidadão.
O Festival Nacional de Teatro Universitário reúne grupos universitários teatrais de diversas partes do Brasil, vindos de estados como Minas Gerais. Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Paraná, Paraíba e Rio Grande do Norte. Foi aberto no dia 12 de dezembro através de solenidade oficial.
O Festival tem apoio de instituições como União do Sobrado, Trapiá Companhia de Teatro, Prefeitura de Caicó e da Fundação José Augusto que disponibilizou as dependências do teatro para a realização das atividades.
Nesta sexta a partir das 15h o Festival Nacional de Teatro Universitário da UFRN prossegue com a Análise de “Soraia Queimada, Filha da Violência”, com Nairá Ciotti e Verônica Fabrini e “O Bebê de Tarlatana Rosa”, com Sávio Araújo e Fernando Vilar.
Às 17h no Terreiro das Artes, em frente ao Teatro Adjuto Dias, serão apresentadas as peças “No Mundo da Rua” (UFPB) e “A Menina de Lá” (UESB). No sábado (16) as atividades se iniciam às 9h com uma roda de conversa com Naira Ciotti (UFRN) e Fernando Vilar (UNB). Às 14h haverá a análise das peças “No Mundo da Rua”, “A Menina de Lá” e “Rememorando”.
O Festival será encerradas a partir das 17h com as apresentações das peças “Clown Bar” (UFPB), “Gosto de Flor” e “P´s”, dentro da Mostra UFRN/NAC, que serão debatidas e analisadas a partir das 22h.
Nesta sexta, a partir das 21h o Bardallos Comida & Arte será palco de um tributo ao aclamado álbum de Caetano Veloso “Transa”. A obra de Caê mistura de idiomas, do moderno ao arcaico, da poesia ao baião. O disco completou neste ano exatos 45 anos, gravado em Londres.
Exilado desde 1969, o disco traz composições e arranjos marcados por uma profunda saudade da sua gente e terra, além de inovações e misturas musicais que mesclam o baião de Luiz Gonzaga e a poesia popular de Zé do Norte, ao inglês rockeado dos Beatles. Canções como “You Don’t Know me”, “Nine Out Of Teen”, “Triste Bahia” são celebradas por fãs até hoje.
O tributo busca celebrar os 45 anos do disco que será tocado na íntegra. Para complementar a noite, outras canções de Caetanos que marcaram os anos 1970 serão também executadas. A banda será composta por Felipe Nunes (Voz e Violão), Humberto Diógenes, (Baixolão) e Renato Luiz Almeida (Percussão).
Transa e Outros Caetanos
15 de dezembro (sexta-feira)
21h
Bardallos Comida e Arte
Entrada colaborativa: 10 reais
Após o sucesso nos municípios de São Gonçalo do Amarante e Canguaretama e no Teatro de Cultura Popular, a Cantata para os Santos Mártires retorna para uma apresentação especial na próxima terça-feira (19/12) a partir das 19h no Centro Administrativo, em Natal.
O espetáculo é uma realização do Governo do Estado, através da Fundação José Augusto, Governo Cidadão, com patrocínio do Banco Mundial, em conjunto com a Secretaria de Estado do Turismo do RN e Secretaria de Trabalho, Habitação e Ação Social. A entrada é franca. A apresentação terá a participação de grupos de corais.
O musical é dirigido por Diana Fontes, com texto e música de Danilo Guanais (baseado em escritos do padre Murilo, Monsenhor Herôncio e Valério Mesquita), projeção mapeada de Wil Amaral e produção de Danielle Brito.
São 50 atores e pessoas do coro no palco. Os atores narram e contam a história dos mártires ao som de uma trilha musical que narra o massacre histórico. Um dos destaques do musical são os figurinos e adereços assinados por Ricardo San Martini, que recriou as vestimentas de colonos, índios e holandeses.
A história narra a fé dos colonos de Cunhaú e Uruaçu – locais pertencentes à Capitania do Rio Grande – que foram massacrados, em nome da fé, durante as invasões holandesas no Século XVII. Os registros históricos que sobreviveram ao longo dos anos contam que o mercenário alemão Jacob Rabbi, a mando dos holandeses que tomaram Natal e a chamaram de Nova Amsterdã a partir de 1633, tinha a intenção de convencer os padres André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro e o leigo Mateus Moreira a se converterem ao calvinismo.
Como, nas duas ocasiões, primeiro em Cunhaú (hoje Canguaretama) e depois Uruaçu (São Gonçalo do Amarante), os grupos católicos se recusaram à conversão, foram barbaramente assassinados. Mateus teve seu coração arrancado pelas costas. A peça traz, no ponto alto, uma das cenas que representam a barbárie dos massacres, protagonizado pelo mercenário Jacob Rabbi.
“Nós tivemos grandes momentos em São Gonçalo do Amarante, TCP e Canguaretama com apresentações belíssimas, que celebraram a fé e que divulgaram nossos mártires. Agora será a vez da população natalense, especialmente os turistas que poderão conhecer, sob a forma de um musical, a história dos mártires potiguares. Estamos muito agradecidos ao governador Robinson Faria por essa iniciativa histórica”, afirma a diretora geral da Fundação José augusto, Isaura Rosado.
A Cantata foi apresentada entre os dias 25 e 29 de outubro, em São Gonçalo do Amarante e no dia 30 encenada no Teatro de Cultura Popular (TCP). No dia 3 de novembro esteve no pátio da Igreja Matriz de Canguaretama atraindo milhares de pessoas.
A única premiação potiguar que abarca todas as manifestações artísticas está confirmada para 2017 e acontece já na próxima segunda-feira (18), no suntuoso palco do Teatro Riachuelo. A festa do Troféu Cultura será totalmente aberta ao público e conta com apoio do Governo do Estado, através da Fundação José Augusto.
Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do Teatro Riachuelo no dia do evento, durante o horário comercial do shopping Midway, bastando apenas apresentar sua identidade. Estarão disponibilizados aproximadamente 1000 assentos ao público. O início da cerimônia está agendado às 18h com duração aproximada de 3h de muita celebração e intervenções culturais, entre encontros inusitados, esquetes teatrais, dança e muita música.
Carmen Pradella e banda
O público, artistas e imprensa serão recepcionados já na entrada no Teatro com apresentação luxuosa da cantora Carmen Pradella e banda. Já no palco, a Orquestra Sinfônica do RN dará início à cerimônia, seguida por apresentação da Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão, com encenação de um pas de deux, ou dança de casal.
A tradição e a vanguarda nortearão as intervenções artísticas apresentadas entre os anúncios dos vencedores em cada uma das 14 categorias do Troféu Cultura, que este ano recebe o nome do artista plástico Dorian Gray Caldas. O grande homenageado desta edição do Troféu, pelo conjunto da obra, será o intelectual potiguar e pesquisador Claudio Galvão.
Um júri de notória capacidade artística e composto por duas pessoas, escolhido pela produção do evento, selecionou os cinco indicados nas 13 categorias do prêmio. E a coordenação do prêmio definiu os cinco que disputarão o Artista do Ano 2017. Depois foi o público quem votou para escolher o vencedor em cada categoria.
O sistema de votação esteve abrigado no site Papo Cultura, que estreou em fevereiro deste ano e já conquistou a empatia da classe artística com a divulgação de agenda cultural, crônicas e críticas da cena local. Foi instalado, este ano, um sistema ainda mais seguro para garantir apenas um voto por CPF e conferir legitimidade ao processo.
Além do apoio da Fundação José Augusto, o projeto Troféu Cultura 2017 recebeu aprovação nas duas leis de incentivo vigentes: o Programa Djalma Maranhão (municipal) e a Lei Câmara Cascudo (estadual). E conseguiu captar recursos junto à Cosern Neoenergia, Unimed, Hospital do Coração e Comjol, além do apoio cultural da Suvinil, Praia Bonita, Stella Artois e Mercedes Benz.
A luz baixa dos candieiros, o terreiro de chão batido ou de cimento queimado e o fole roncando noite adentro. Numa época em que a atenção não era dividida com a tela hipnotizante do celular e quando as estrelas não competiam com os faróis dos postes, o forró era dançado assim. Esse clima é resgatado todo ano no dezembro 13, no dia de nascimento de Luiz Gonzaga, o rei do baião. É data de Forró do Candieiro, no Centro Cultural Casa de Taipa, que chega à sua quarta edição no Sagi, paraíso do litoral sul potiguar a 95 Km de Natal.
O 4º. Forró do Candieiro tem fogo e espírito de tradição. Dois trios pés de serra tocam quase que exclusivamente Luiz Gonzaga, senhor de um repertório fabuloso que ajudou a imantar as coisas do Nordeste em todo o Brasil. “É mais do que merecido a homenagem a esse mestre que marcou a infância de muita gente e influenciou tudo aquilo que conhecemos hoje como forró, baião, xaxado e afins”, comenta Carlos Rubens Araújo, idealizador do evento e diretor do Centro Cultural Casa de Taipa. O lugar é uma espécie de ilha da arte e da cultura, com biblioteca e acervo de CDs, vinis e DVDs na pequena Sagi, um vilarejo com pouco menos de mil pessoas e que não dá bola nem sinal para celular.
São seis horas de Luiz Gonzaga que, este ano, ficará por conta de trios vindos de Pedro Velho, município vizinho a Baía Formosa, onde fica a praia do Sagi: Timbó do Acordeon e Forró Bom pra Dançar. Sanfona, zabumba e triângulo na penumbra dos candieiros dividem a festa com um ambiente rústico, cercado por duas casas de taipa e uma cozinha com fogão a lenha e caldos de vaca atolada e de feijão, servidos gratuitamente para quem chega. E por falar nisso, a festa é de graça e começa às 19 horas. “Temos mantido sempre um clima delicioso, com boa música e muita gente animada. É como voltar ao passado, trazendo junto aquela atmosfera de harmonia e felicidade”, finaliza Rubens Araújo.
Clotilde Tavares e a editora Jovens Escribas promovem o lançamento do seu novo livro que, aliás, também será uma festa de aniversário da autora do jeito que ela gosta: cercada de leitores e amigos. Será nesta quinta, 14 de dezembro, a partir das 19h, no Clube dos Radioamadores (Tirol), ao lado da Cidade da Criança.
Quando Clotilde Tavares completou 60 anos, publicou o livro de crônicas “Coração Parahybano”. Esta semana, ao completar 70 anos, repete a façanha com uma nova obra literária. O livro “Notícias da existência do mundo” reúne textos publicados originalmente nos jornais Tribuna do Norte (Natal), Correio da Paraíba e A União (João Pessoa) e no blog Umas&Outras entre 2004 e 2017.
“As crônicas abrangem todo tipo de assunto, mas o leitor vai notar que alguns temas são recorrentes, e refletem as minhas preferências e afinidades como cronista. Vai ver também que a linguagem muitas vezes varia de uma crônica para outra, porque a linguagem do jornal é um tantinho diferente da linguagem do blog. Por esse mesmo motivo algumas crônicas são mais curtas, pois foram escritas para o espaço limitado do jornal enquanto outras, mais extensas, foram publicadas no blog”, disse a autora.
Clotilde Tavares nasceu em Campina Grande (PB), mas reside em Natal desde 1970. Escritora, dramaturga, professora, cronista e pesquisadora, publicou, entre outros, livros como “A botija”, “A agulha do desejo” e “Natal, a noiva do sol”. Seus textos curtos e crônicas podem ser lidos na página pessoal, e mantém ativos seus perfis no Twitter (@clotildetavares) e no Facebook (Facebook.com/ Clotilde.Tavares).
Lançamento do livro “Notícias da existência do mundo” de Clotilde Tavares
Local: Clube de Radioamadores, Av. Rodrigues Alves, vizinho à Cidade da Criança, Tirol, Natal (RN).
Data: 14 de dezembro de 2017 (quinta)
Hora: Das 19h às 23h
Uma leva de 13 projetos foram aprovados hoje na Lei de Incentivo à Cultura Câmara Cascudo e publicados no Diário Oficial do Estado. Alguns bem conhecidos do público, a exemplo do MPBeco, do Prêmio Hangar, do Goiamum Audiovisual e de uma segunda temporada da websérie Septo, premiada internacionalmente e produzida apenas com recursos de financiamento coletivo.
E no último dia 25 de novembro, outros 14 projetos (tabela mais abaixo) também foram aprovados, incluindo o deste Papo Cultura, num orçamento enxutinho e cabível para o ano inteiro! E ainda o MADA, o Fest Bossa e Jazz…. Senti falta de alguns projetos realizados pelo Centro Histórico, a exemplo do samba às quintas-feiras, do Insurgências Poéticas… Mereciam mais apoio e este seria um caminho.
A magia do Natal irá se espalhar pelos quatro cantos da cidade. Neste sábado, domingo e segunda-feira, o Ônibus Encantado percorrerá diversos bairros de Natal levando músicas natalinas para as comunidades. Serão três apresentações por noite a partir das 18h.
O projeto “Ônibus Encantado”, de autoria do produtor cultural Claudio Mac Dowell – da produtora Arte Inovação – e desenvolvido em parceria com a Green Point, foi realizado pela primeira vez em dezembro de 2014 e tem como objetivo levar a magia do natal através da música para praças e ruas da cidade.
Numa parceria com diversas lideranças comunitárias, os moradores são mobilizados para receberem o Ônibus Encantado promovendo uma grande confraternização. Neste ano os bairros contemplados serão: Pajuçara, Potengi, Bom Pastor, Conjunto Pirangi, Vila de Ponta Negra, Cidade da Esperança, Potilândia, Nova Descoberta e Conjunto Alagamar.
Com o patrocínio da Prefeitura do Natal, por meio da Lei Djalma Maranhão, e da Unimed Natal, a novidade da edição 2017 será a participação da Camerata de Vozes do RN (que em outubro deste ano realizou apresentações no Vaticano na canonização dos Santos Mártires potiguares). O coral, que pertencente à Fundação José Augusto e é regido pelo Maestro Padre Pedro, fará apresentações de aproximadamente 20 minutos em cada praça, alternando um repertório de 12 músicas (Ave Maria -G.Caccini, Ave Maria – Saint Saens, Magnificat, Christus Natus, Pão Eucarístico, Nasceu Deus o menino em Belém, Pai Nosso – Felinto Lúcio, Galo Cantou, Noite Feliz, Adeste Fidelis, Ride on King Jesus e Salmo 120).
E além de levar o encanto do espírito natalino, o projeto quer deixar mais uma mensagem para as comunidades contempladas: a preservação e o cuidado com os espaços públicos, promovendo a conscientização para a importância dos moradores cuidarem das suas praças. Nesse sentido, o Ônibus Encantado deixará em cada praça contemplada pelo projeto uma placa com a marca “Cidade com Coração”, título que a cidade do Natal recebeu das Nações Unidas em 2010 – por meio do Natal Voluntários – em reconhecimento a suas destacadas conquistas envolvendo os cidadãos em ações de voluntariado promovidas por projetos de desenvolvimento urbano.
Ocupar as praças publicas da cidade com possibilidades artísticas e fazer do espaço inóspito, possibilidade de trânsito e afeto é a ideia do Juntêro na Praça. O projeto já realizou três edições movimentadas na Praça Padre João Maria, no Centro Histórico de Natal.
Nesta sexta, a partir das 17 horas, o Juntêro na Praça, acontece no bairro histórico do Alecrim.
Na ocasião, artistas, produtores independentes, artesãos e quem mais vier, ocuparão a Praça Gentil Ferreira para uma tarde festiva para a resistência de um bairro que vem sofrendo com o abandono de gestores públicos e artistas.
A realização é dos projetos independentes Coco Juremado, Som na Rua, Insurgências Poéticas e Viramundo (passo da pátria, Alecrim e Centro Histórico), em parceria com gestores e simpatizantes do projeto.
Vamos nessa? Traz teu poema, sua arte, uma sacolinha pra colocar lixo e vamos ocupar a Praça Gentil Ferreira?
Sexta, 15 de dezembro | a partir das 17 | Juntêro na Praça Gentil Ferreira | evento colaborativo
O Governo do Estado, através da Secretaria de Planejamento e Finanças, publicou na última sexta-feira (8) a abertura da licitação para a restauração do Teatro Lauro Monte Filho, localizado em Mossoró, administrado pela Fundação José Augusto.
O valor das obras e instalação de equipamentos é de R$ 5.133 milhões, com recursos do Governo Cidadão, por empréstimo do Banco Mundial. O teatro está fechado ao público desde 2008.
O aviso da abertura da licitação foi publicada, através de edital no Diário Oficial do Estado (DOE) no último dia 9 de dezembro.
As propostas deverão ser entregues até 12 de janeiro de 2018 à SEPLAN. A licitação está aberta a todos os concorrentes oriundos de países elegíveis pelo Banco Mundial.
O projeto de restauração contempla obras de acessibilidade, climatização, pintura, instalação elétrica e hidráulica, além da instalação de equipamentos cenotécnicos como poltronas, iluminação e cortinas, dentre outros.
Com narrativa datada em 1920, 19 anos antes de ser escrito, ou seja, em 1901, e publicado no ano seguinte pelas Éditions de La Revue Blanche, em Paris, O Supermacho, romance moderno, é o último romance de Alfred Jarry, editado em vida. Com tradução de Paulo Leminski, O Supermacho foi reeditado recentemente no Brasil, pela editora Ubu.
Alfred Jarry, inventor da patafísica, “ciência das soluções imaginárias”, conforme esclarece o termo na obra Gestes et opinions du docteur Faustroll, pataphysicien, é a inspiração, não só do dadaísmo, do surrealismo e, mesmo de Antonin Artaud em seu teatro da crueldade que, antes de escrever esta obra, fundou, juntamente com Roger Vitrac e Robert Aron, o Teatro Alfred Jarry.
A obra e a vida de Alfred Jarry também em muito contribuíram com outros movimentos de vanguarda na Europa, como o postismo, o absurdo e o pânico. Esse último, criado por Fernando Arrabal, Roland Topor e Alejandro Jodorowski, no início dos anos 60, em Paris.
O Supermacho é entendido como o “romance moderno”, tanto pela sua linguagem fluida, irreverente e irônica, quanto por lidar com a ideia de amor e do sexo a partir de um imaginário futurista, repleto de um humor bem atual, com diálogos divertidos e que, pleno de citações, se utiliza da peplun, uma escrita recheada de elementos das narrativas de inspiração bíblica ou mitológica.
Durante um jantar, diante de personagens da alta classe francesa no castelo de Lurance, a saber, um químico, um engenheiro, um general, um senador, um construtor de aviões, um cardeal, uma atriz e uma baronesa, o anfitrião André Marcueil, pronuncia a desconcertante e provocativa frase: “Fazer amor é um ato sem importância, já que se pode repeti-lo indefinidamente”.
Como uma espécie de tentativa de derrota do mensurável e do qualificável, trata-se de uma aventura sexual cuja tentativa é ultrapassar em 24 horas os setenta e cinco coitos do “Indiano celebrado por Teofrasto” colocando em paralelo uma corrida de Dez Mil Milhas, onde uma quintuplette, composta por cinco campeões ciclistas que competem durante cinco dias com uma locomotiva correndo a uma velocidade de quatrocentos quilômetros por hora.
A trama de O Supermacho, se dá a partir de uma longínqua expedição amorosa, como se fora uma grande viagem de núpcias, não no sentido geográfico e espacial que passassem por cidades, mas no plano poético, absoluto, o Amor em sua totalidade, como a rosa de Stéphane Mallarmé, a ausente de todos os buquês.
Mas mesmo nesse “amor pelo prazer”, podemos pensar em La petite mort (A pequena morte), o período refratário que ocorre depois do orgasmo que, geralmente, tem sido interpretado como a perda da consciência ou desmaio pós-orgástico das pessoas em algumas de suas experiências sexuais. Uma espécie de “gasto espiritual” ou da “força vital” após o orgasmo, como um curto período de melancolia ou transcendência.
Conforme Annie le Brun, no posfácio intitulado Alfred Jarry ou a reinvenção do amor, “se Sade foi o primeiro a ter desvendado a criminalidade indissociável do desejo, Jarry se arrisca na aposta escandalosa de fazer dessa criminalidade o fundamento do único amor possível”. Sustenta-se ai também a ideia de uma espécie de invenção do amor a partir da invenção do outro.
Fazendo uma ilustração com Shoppenhauer, sem entrar no mérito de que alguma coisa tenha necessidade de “dar certo”, uma relação por interesse tem mais chances de dar certo que uma relação por amor, considerando que em função de um interesse existe muito mais respeito de um pelo outro, em função mesmo do objeto interessado, ao passo que, por amor, há uma tendência ao fracasso, tendo em vista que a prática de exigir o outro aquilo que ele não é, ou seja, aquilo que foi idealizado.
Em O Supermacho, Jarry é um homem que ri e que faz rir. Talvez, como defendia Henri Bergson, o riso acompanhado de uma certa insensibilidade, oriundo das relações sociais e, de certo modo, cumprindo a função de servir de uma “resposta a certas exigências da vida comum”. No entanto, em Jarry, não se trata do riso do humor banal, mas do riso comédia. Um riso que está para além dos dentes e dos lábios, um riso que transcende a si mesmo, numa infinita e mortal proximidade com o divino. É um riso patafísico.
Enfim, O Supermacho da patafísica é o pobre homem-deus da técnica que coloca o seu caráter desfigurado, nu e torturado pela fidelidade ao seu destino. Destino esse, construído de soluções imaginárias, entre as memórias e os acasos.
Com o tema ‘Natal natalina’, o Circuito Gastronômico de Natal quer lembrar a importância da culinária natalina na vida dos norte-rio-grandenses. Então, de quinta a domingo desta semana, o festival contará com oficinas gastronômicas realizadas por famílias, palestras e oficinas com chefs renomados, shows musicais, bate-papos literários e a apresentação do espetáculo “Meu Seridó”, peça escrita por Felipe Miguez com a atriz Titina Medeiros e grande elenco (FOTO). Tudo realizado na Praça Pedro Velho (Praça Cívica), em Petrópolis, aberto ao público.
A ceia natalina é a ocasião na qual as pessoas colocam à prova as receitas mais tradicionais da família, anotadas em caderninhos antigos que atravessam gerações sem deixar o círculo íntimo. É no Natal que o alimento vai à mesa decorado com amor: do arroz enfeitado de rosas de tomate à rabanada em pirâmide; ou do pernil de cordeiro assado ao peru recheado e colorido com fios de ovos, uvas, ameixas e castanhas de caju torradas. Das fatias de queijo do reino com doce de leite à farofa de miúdos de galinha caipira ou o salpicão defumado, o suflê de bacalhau e o camarão ensopado.
O Circuito integra o calendário do Natal em Natal e conta com patrocínios da Prefeitura de Natal e Banco do Brasil por meio da Lei Djalma Maranhão.
A Cozinha Show vai receber em sua bancada algumas famílias natalenses que valorizam a gastronomia em seu ambiente familiar, como tradição ou negócio. As famílias de Ignez Motta de Andrade, Mara Veras (numa homenagem a saudosa chef Gláucia Veras) e a família Galindo participarão preparando pratos tradicionais de suas casas. Também farão oficinas os chefs François Schmmit (Camarada Camarão), Joelson Leite (Lótus Japonese), Rodrigo Santana (Senac-RN), Thiago Gomes e chef pesquisadora Adriana Lucena, que falará sobre a tradição do natal no Nordeste.
Na praça gastronômica estarão os estabelecimentos Totoia Restaurante, Paçoca de Pilão, 294 Bar e Restaurante, Ombak de cozinha praiana, Delícias da Macaxeira, Mediterrâneo Buffet, Hamburgueria 84, Ed do Acarajé, Camarão Gourmet, entre outros.
A programação do Circuito Gastronômico vai além da culinária e abraça o movimento de ocupação das praças reunindo outros segmentos culturais, como a música, o teatro e atividades lúdicas para crianças.
A programação cultural inicia com o Espaço Literário, onde autores vão conversar sobre literatura potiguar (18h). Em seguida se apresenta no coreto o Quarteto Instrumental Jazz e Blues (19h), fechando com show de Sueldo Soaress e banda (21h). O encerramento é 23h.
A programação inicia com o Espaço Literário, logo após tem Bruno Alexandre e Leonardo Palhano no show “Especial Roberto Carlos”. Às 20h30 tem apresentação de Coco de Roda, logo depois Grupo de Samba Bom Malandro (21h). O encerramento é 23h30.
O Espaço Literário recebe programação infantil com palhaço, oficina de Pintura Artística, escultura de balões e pernas de pau. Às 19h se apresenta o veterano cantor Liz Nôga. Às 21h tem show do grupo Al Hannah de dança do ventre e depois show da banda Revolver num especial Beatles e clássicos do rock.
A programação começa às 17h no Espaço Literário, com apresentação de palhaço, oficina de Pintura Artística e escultura de balões e pernas de pau. Em seguida, o festival abre espaço para um dos mais elogiados espetáculos teatrais da temporada: “Meu Seridó”, peça idealizada pela renomada atriz potiguar Titina Medeiros, com direção de César Ferrário, texto de Filipe Miguez (diretor da novela Cheia de Charme) e grande elenco.
O espetáculo é sobre o nascimento do sertão do Seridó, uma das regiões mais marcantes do nosso estado, com suas agruras e belezas. Com fortes questões norteadoras, o espetáculo reúne no elenco, além de Titina Medeiros, Nara Kelly, Igor Fortunato, Caio Padilha – assinando também a trilha sonora – e Marcílio Amorim, ao lado da equipe uma árdua pesquisa histórica, conduzidos pela historiadora Leusa Araújo, através de imersões no próprio Seridó.
Natural de Acari, Titina sonhou com esse espetáculo por anos, reunindo as suas vivências e coragem para retirar do próprio solo a história de vida de muitos sertanejos.
O domingo também contará com show instrumental de Sax – Joedson Silva, a chegada do Papai Noel às 19h30, após o espetáculo. O encerramento será com o show de Dani Cruz, a partir das 20h30.
A trajetória da Editora Jovens Escribas é emblemática. Momento de transição cultural no cenário potiguar. Na mesma época surgiram o Clowns de Shakespeare, o Dosol… Novos protagonistas da cena que viria se firmar. Eu mesmo estava ali no início de minha trajetória jornalística, como outros que também colocariam seus nomes na autoria de matérias fundamentais para divulgar o contexto daquela época.
Carlos Fialho e companhia foram pioneiros não só na formatação de uma editora de caráter mais independente. Já havia o Sebo Vermelho e tal. Mas unir o ideal da publicação de livros de jovens escribas ao marketing dos produtos foi algo realmente marcante, sobretudo numa época sem redes sociais ou essa explosão de ferramentas do marketing digital e outros nominhos de mesmo propósito.
Treze anos depois e a editora se mantém como uma das mais produtivas e inventivas do Estado. E com planos ousados para os próximos anos. Um resumo de todas as atividades e feitos desses anos constam numa caprichada revista lançada essa semana no auditório do Hospital do Coração, patrocinador da publicação. Este blogueiro foi lá e conversou um tanto com Fialho sobre mercado literário e metas para 2018.
Um dos motivos de termos dado certo foi a despretensão inicial. Não queríamos fazer nada muito importante; só publicar nossos livros. Assim a gente fez. E isso nos permitiu dar um passo de cada vez. Publicamos esses livros, depois mais alguns e depois começamos a criar relações, conhecer autores, ter mais referências de eventos e publicações e, quando percebemos, estávamos publicando muitos livros por ano, além de realização de eventos. Foi uma evolução natural que nos fez chegar até aqui, com 13 anos de uma série de realizações e livros publicados.
Acho que sim. No esporte dizem que quem forma atleta é o clube pequeno. E o papel da editora pequena – e quando digo pequena é a editora regional, sediada em seu local de atuação – é formar leitores. Nós da Jovens Escribas tomamos consciência, num certo momento de nossa trajetória, de que tínhamos que formar esses leitores. Começamos esse trabalho em escolas, junto ao público jovem para cativá-los. E isso já se dava antes do Ação Leitura, quando publicávamos livros cujo conteúdo interessava a eles; era divertido ler livros da Jovens Escribas. Muitos relatos eram do tipo: “Ah, meu irmão mais novo leu seu livro e fiquei impressionada porque foi o primeiro que ele leu na vida”. E esse tipo de relato recebemos até hoje nas escolas. Uma escola daqui adotou um livro nosso e um pai enviou um inbox no facebook dizendo que “até os bagunceiros gostaram” (risos).
Tem alguns que venderam muito porque fizemos várias edições. O ‘Malditos Sertões’ é um, os meus livros também. O ‘Não basta ser playboy, tem que ser DJ’ vendeu muito. Agora, publicamos livros de negócios que vendem muito porque têm venda corporativa muito forte. Então, o autor nosso que mais vendeu foi Fred Alecrim. Já publicamos dois livros dele de negócios e cada um vende dois a dois mil e quinhentos, porque ele vende para instituições como Sebrae, Sesc; faz palestras; é contratado por um supermercado de Pernambuco que compra 100 livros de uma vez para distribuir aos funcionários… Ele faz um marketing muito bem feito e é, seguramente, o autor que mais vende porque é mesmo um especialista em venda.
Acho que é. Diria até que a comunicação. Conseguimos criar canais de comunicação pra chegar ao público leitor. Essa coisa de formação de público, precisamos antes aprender como chegar neles. Usamos muito a internet, até porque limitação econômica e por estar habituado com esses recursos. Sempre soubemos nos comunicar bem com esse público. Então, não acho que foi só o marketing, mas a comunicação mesmo, desde o mecanismo mais primitivo, como o email, até as redes sociais, assessoria de imprensa. Tentamos, assim, fazer com que o nosso produto, nossas ações fluíssem e se expandissem.
Sim, precisamos entrar no ebook. É uma deficiência minha, mesmo, por falta de tempo, de dedicação. Mas temos que resolver isso ontem. Mas a resposta se o livro vai se acabar, eu não sei. Pode ser que sim, que demore muito, pode ser que não. Mas só lhe respondo quando minha filha tiver adulta e a filha dela talvez já tenha uma relação menor com o livro do que a gente tem.
Queremos continuar publicando. Época de crise não temos conseguido publicar com o mesmo ritmo que tínhamos até 2015; sofremos muito nesses últimos dois anos. Mas devagar vamos continuar o trabalho. Queremos voltar forte com o Ação Leitura em 2018, com verba, autores importantes, auditórios lotados. Queremos interiorizar esse projeto e já temos trabalhado com a captação de verba paralela à Djalma Maranhão para fazer isso. E também queremos criar um canal de comunicação de vídeo. E aí não é só Jovens Escribas, é meu mesmo, de poder falar de crônicas, de livros, de várias coisas. E, no caso, específico de Carlos Fialho, pessoa física, preciso escrever um livro novo em 2018, um livro bom para em 2019, quando completarmos 15 anos de editora, conseguir publicar. Pode ser que depois de dez tentativas esse fique bom (risos).
Adendo: Na época da confecção da revista, Isaac Lira, um dos repórteres responsável pela feitura das matérias, me pediu depoimento sobre o Jovens Escribas. Enviei e depois Fialho me pediu uma foto para constar no depoimento. Autorizei o galadinho pegar qualquer uma do meu facebook. E olha o que o escroto fez. Eu, em pleno Baile das Kengas. Mas a vingança começa com V e ela tarda, mas não “fialha”! rs
Hoje completam 37 anos da morte de um dos maiores ícones da cultura pop mundial: John Winston Lennon. E que tal chorar saudades e celebrar as imortais canções da maior banda da história da música? É amanhã a segunda edição do Viva Beatles, evento que já entrou no calendário cultural da pacata Parnamirim. Acontecerá a partir das 19h, no Espaço Cultural Nestor Lima.
Acervo de Giancarlo Vieira
Viva Beatles engloba não só a música, mas também exposição de artefatos raros da banda, como réplicas fiéis dos instrumentos usados pelo quatro integrantes, fruto do acervo do músico, historiador e colecionador Giancarlo Vieira. Giancarlo levará também sua decana banda Os Grogs para abrir os trabalhos, junto à banda Revolver e ainda a discotecagem do DJ Macacco, todos já conhecidos do público pelo repertório voltado aos clássicos e também lados B – se é que existem – dos Beatles.
Décadas se passaram e a força do mito está a cada dia mais presente em todos os países do mundo, influenciando moda, cinema e música, além de ser projeto de estudo da língua inglesa, antropologia e história da arte em universidades conceituadas do mundo inteiro. Então, vamos celebrar essa velha-nova onda beatlemaníaca. Ingressos podem ser adquiridos por AQUI ou na Hering Store, em Parnamirim.
Em 1968, de férias após as gravações de Álbum Branco, conta a lenda que os Beatles vieram a Parnamirim (foto no antigo Aeroporto da Cidade). Alguns afirmam serem apenas sósias fãs da banda. Fato é que conseguiram esse registro abaixo. Será? (rs).
A terceira edição do festival Currais Rock, projeto idealizado pelo produtor cultural seridoense Fahad Mohammed, acontecerá no dia 23 de dezembro na cidade de Currais Novos. O Espaço Du Rei abrigará mais uma vez o evento, que conta com surpresas na estrutura e line up.
Focados em proporcionar ao público uma experiência ainda melhor, a edição 2017 contará com dois palcos para as atrações musicais, o palco principal e um mini palco onde acontecerão pocket shows. A nova estrutura diminuirá os intervalos entre as bandas, proporcionando uma experiência mais completa.
Rock n’ roll, punk rock, hadrcore e heavy metal recheiam o line up do Currais Rock e a música autoral ganha ainda mais destaque esse ano. “Decidimos focar mais na música autoral e deixar um pouco de lado os tradicionais covers que predominavam em outras edições do evento”, explica o idealizador do festival, Fahad.
Além disso, mais uma vez o evento realiza um trabalho de ação social de arrecadação de alimentos que esse ano serão doados à Casa do Pobre. “Ano passado doamos cerca de 230kg de alimentos ao Abrigo Monsenhor Paulo Herôncio, esse ano vamos tentar repetir esse gesto para ajudar a Casa do Pobre”, disse Fahad.
O primeiro lote é promocional e estará disponível para venda no dia 10 de dezembro na Água de Cheiro Currais Novos e na Santa’s Bebidas. Quem garantir o ingresso já no primeiro lote poderá ajudar a organização do evento a realizar um super Natal para a Casa do Pobre.
Currais Rock
23/12 – Espaço Du Rei
19h30
Lote promocional: 5 reais + 1kg de alimento não perecível
Palco Principal:
Perrapados
N.T.E.
Blood Spencio
Comando Etílico
Almanáará
Joseph Little Drop
Césio
Pocketshows:
Vanessa Farias
Rilliam Costa
Uma Banda Sem Você
Fim de semana em cima e, para quem não vai escapar do Carnatal curtindo a folia literária do FliPaut, em Pipa, vão aí duas dicas bacanas de shows. No sábado, Yrahn Barreto no Bardallos. No domingo, Cacá Velloso no Parque das Dunas.
Na ocasião da celebração dos 25 anos de carreira com o show “Yrahn Barreto 25 anos na música” e a pedido do público, Yrahn Barreto cantor e compositor potiguar, indicado melhor cantor do ano pelo Troféu Cultura 2017 continua essa grande festa com o projeto “Baile do Barreto”.
E o convidado especial dessa edição de sábado, a partir das 20h no Bardallos Comida e Arte (Cidade Alta), será Sami Tarik, músico e compositor potiguar de destaque no cenário potiguar. Essa mistura promete. Ingresso: R$ 10. Mais informações: 84 99986-6971, com a produtora Jamilly Mendonça.
Criado para cantar e dançar junto com a plateia e seus convidados especiais, o show contempla repertório dos dois últimos álbuns de Yrahn Barreto:; Geração e Ao Gosto dos Anjos, além de músicas de outros autores brasileiros.
Músicas como Por Siempre (Yrahn Barreto/Jubileu Filho) e Depois (Yrahn Barreto) terão uma roupagem dançante com o acompanhamento de uma super banda. Vai ser um baile bem Ao Gosto dos Anjos e dos Monstros também! Com forró, salsa, ciranda, Drum’Bass e arranjos modernos somados a uma sonoridade bem particular.
E neste domingo, às 16h30, o Som da Mata traz para seu palco Cacá Velloso, para lançar o seu novo álbum A Sete Chaves, que chega recheado de músicas instrumentais autorais.
Natural de Natal, aos 17 anos tem seu primeiro contato com a música, iniciando em seguida o curso de violão clássico na Escola de Música da UFRN, em aulas com os monstros sagrados da guitarra Manoca Barreto e Joca Costa.
Profissionalmente tocou em várias bandas locais assim como artistas da terra e nacionais. Atualmente, Cacá é graduando da Escola de Música da UFRN (Técnico em Guitarra) sob os cuidados dos mestres Ticiano D’Amore e Juliano Ferreira.
Empunhando sua guitarra no próximo final de tarde de domingo para executar as músicas de seu novo trabalho e versões próprias de canções de João Donato e Pat Metheny, contará com o auxílio luxuoso de Darlan Marley na bateria, Moisés de Souza no contrabaixo e Emerson de Oliveira nos teclados, além da participação especial de Neto Noronha no contrabaixo.
E-mail: Sergiovilarjor@gmail.com
Celular / Zap: (84) 9 9929.6595 Fale Conosco Assessoria Papo Cultura