Thalassa! Thalassa! A Magia da MokekaLiterária


Croniketa da Burakera #5

Meus manos-escribas, imortais, quase-imortais e zumbís… saluto todos e cada um!!!

Neste sábado-de-pé-grande, 25/3/17, midnight, recebo emeiu do poeta Carlos Astral injetando generosa adrenalina-literária
nos meus enferrujados canos de traficante-de-sonhos.

Relendo minha quase-croniketaThalassa! Thalassa! A Magia da MokekaLiterária“, de 16/9/16, diz o poeta Astral, que
já tem poesia no nome:

Estou lendo e relendo suas crônicas, alimenta minha alma de poeta, genial, você é professor e gênio.
Abraço do Carlos (Astral)
Croniketa perdida entre mais de 150, desde 2010.

Retiro do baú das croniketas-perdidas-e-achadas essa quase-croniketa. Sopro a poeira do Tempo. Chamo os caboclos
escoceses. E vamuquivamu.

Em homenagem ao poeta Astral e aos meus escribas-amigos que estiveram comigo nessa MOKEKALITERÁRIA dou uma
guaribada na quase-croniketa e entro na uiskmeditation dos sábados-de-responsa.

Como esquecer a BoaEnergia que trocamos naquele dia?
Foi uma singela homenagem à nossa cachaça de cada dia: a Literatura!

Me lembro, camaradas… me lembro….

… foi um papo solto regado a uisk, conhaque, vinho, e muita sintonia. Uma troca de energia muito da porreta, manos!
E a mokeka um arrazo!

O mar, massamágicaplenaprofunda, sempre necessário, sempre necessário, ali na frente, na Praia de Areia Preta,
Natal/RN, Brasil-Esquina
, acenando pros nossos sonhos, toques, lembruxas, paranóias, flutuações, zaps e bugs
Odò ìyá! Iemanjá!

Plim! Plim! Conectando bolhas de sonhos-perdidos-e-achados
Mas Nem Globo, nem Band, meus meninos. Sapralá!

Ali, diante desse marzão potiguar, na distância, longeperto, do canal ImaginaçãoTempoHistória, flashes dos velhos
soldados gregos de Xenofonte, aindasempre, na perene retirada dos dez mil, ecoando seus gritos de aliviada alegria
feroz ao avistarem as salvadoras Praias do Euxino – Thalassa! Thalassa!

e Thalassa, a deusa primordial do mar, mãe dos peixes, os acolhe

Essa gregalhada antiga movida a vinho de Bacchus e nas pôrnodanças das bacantes tinha uma imaginação fantástica!
E Príapo, o cadelão, amigaço de Bacchus, ia passando todas as corôas bacantes, a perigo.
Evoeh!Evoeh Evoeh Evoeh Bacchus!

Na sacrapornomagia do mar, Netuno, Thalassa e Iemanjá também se enroscando num ménage à trois de deuses-uivantes.
Os orixás dançando em volta da mesa, abrem os caminhos. Cenas xexenas! Um ziriguidum da porra, cumpadi!

eééééééé m’ermão desfilósofos, como eu, de repente nas uiskmeditations, tem desses delírios da velha Hélade.
Uskaras-gregos eram muito tronchos! O que você pensar de lokera os deuses do Olimpo tiravam de letra, mano.

Bolhas de sonhos de cada um… e o papo rolando… numa troca de vibrações entre escribas…
Ontens-e-Hojes chavecando com nosotros!

Daí, o DJ-dos-cotovêlos-inchados, bota no prato Brinquedo de Papel Marché, do danado do João Bosco, cantando
a alegria da Vida junto ao mar e no colo da mulhamada. Mar-e-mulha… grequice pura, velha-guarda!

“Flores do mar… festa do sol… vida é fazer todo o sonho brilhar…”
(DJ-do-Cotovêlo fidaputa!… sempre cavucando as dores-de-cotovêlo)

Las gamations! Las gamations! Que ligam, desligam, religam, ao sabor do mar de cada um!
Tempestades. Calmarias. Ressacas.

Sai debaixo, m’ermão! Que “amar é perigoso demais”, nas sofrências e querências da VidaReal, como poeticanta Djavex.

Enquanto João, o garçon-velho, vai nos servindo pastel de camarão de entrada, lá na Mokeka da Praia de Areia Preta,
de Dona Vera. E vai servindo também um uiskinho-bem-chorado pra meditar e limpar as catracas.

Vamos ver, meus camaradas, se da próxima vez, ano que vem, a gente se encontra no dia 30/9/17, dia nacional da
MokekaCapixaba. Que vai cair num sábado que é dia mais livre.

Não se pode perder essa Energia do DNA-literário. DNA d’ Alma-Pele-e-Gônadas!!!
Quem-sabe-talvez-também uma PizzaLiterária, à noite, na Trattoria Bela Napoli, com aquele ambiente de velho casarão europeu.

Sem o “mar necessário”, of course, mas com o pianinho romântico do seo Manuel, velho pianista de mil teclados que parecem
ondas do marmarulhandomelodias. E haja cotovêlos-inchados!

Recebi de presente na mokeka o romance de estreia do nosso jovem Dancley Fernandes.
Com uma capa espetacular do Marcos Guerra. E prefácio competente de Thiago Gonzaga, esse nosso jovem e já consagrado crítico
e especialista em Literatura Potiguar.

E como tem escriba de peia forte – e de alta qualidade – nessa nossa santa terrinha de Câmara Cascudo!
As “otoridades” precisam organizar um Encontro de Escritores Potiguares em PirangiPraiaFliPirangi.

Sem igrejinhas! Sem igrejinhas!
Que nem os 3-4 mosqueteiros. Um por todos , todos por um!
A Literatura Potiguar merece união e divulgação pra valer.

Cultura não é só show de barulho ou carnatal ou sertanejo. Também é escrevinhação, poemação, pinturação, desenhação,
musicância das esferas, gente!

E vamunessa!

Porra!.. quésabê cara, quase não durmo lendo pela madrugada a dentro o romance do Dancley.
Que trata de um caso de amor desses que dão nó em pingo d’água. A nobre e o plebeu.
Ou mais um caso de amor proibido. E se passa lá pros lados da Inglaterra. Mas a coisa, gente boa, é de estremecer o
reino! Dancley conseguiu imprimir na trama um rítmo que prende e sacode a gente. Tô gostando!

… e como um veleiro bordejando, buscando, lembrando, caturrando, no mar das paixões-perdidas-e-achadas, lá vem
um boleraço-de-cafofo triscando pelos enroscos-desligados-no-tempo – mas ainda vivos – na voz carícia de Simone

La pasión! La pasión!… que há de melhor pra bagos e alma?
(ah! DJ-do-Cotovêlo daputafio!)

Meus manushos, um abração! Brau! Brau! Brau!… como dizia meu-vô gitano.
BoaEnergia das Estrelas!


Dia da Moqueca Capixaba é celebrado no dia 30/9

Peixe, tomate, cebola, coentro, azeite, urucum… reconheceu que prato é esse? Então você  teve o prazer de provar ou degustar o prato típico mais tradicional da gastronomia do Espírito Santo: a moqueca capixaba. De tão especial e significativa na cultura e gastronomia local, ela tem um dia especial. A homenagem foi criada pela Lei Municipal 8.213/2012, que instituiu o Dia da Moqueca no município de Vitória, comemorado em 30 de setembro. A Lei teve inspiração na frase do jornalista e escritor Cacau Monjardim: “Moqueca é capixaba. O resto é peixada”.

 

Ruben G Nunes

Desfilósofo-romancista & croniKero

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