Goiamum Audiovisual começa hoje com exibição de curta sobre a Redinha

Começa nesta quarta-feira, dia 6, às 19h, no jardim do Solar Bela Vista, a 9ª edição do Goiamum Audiovisual, com destaque para exibição do curta Arredia e Tão Só. Em clima de retomada, o festival vai oferecer aos mais diversos públicos a diversidade temática de produções audiovisuais, no olhar de realizadores de todo o Brasil, e também atividades de inclusão.

Após a cerimônia de lançamento, às 19h30 acontece a intervenção “De Olhos Bem Fechados”, uma experiência de acessibilidade no qual cada pessoa na plateia vivenciará seu próprio modo de compreender um filme. A exibição reforça uma das temáticas desta edição do Goiamum Audiovisual, que é a acessibilidade no cinema.

Às 20h20, estreia o curta-metragem “Arredia e Tão Só”, do diretor Augusto Luís. O filme é uma realização da Amarela Produções, com recursos do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura (FIC – 2015), da Prefeitura de Natal por meio da Funcarte/Secult.

ARREDIA E TÃO SÓ

Arredia e Tão Só retrata a praia da Redinha sob o ponto de vista dos antigos moradores e nativos, de poetas e escritores. O título é emprestado de um verso da poeta natalense Palmyra Wanderley, sobre a bucólica vila dos pescadores localizada do outro lado do rio.

Com uma riqueza de imagens da Redinha e cenários fora do comum, o filme Arredia e Tão Só é o retrato de “uma Redinha de saudade, de um tempo esquecido mas que sempre esteve presente”, nas palavras do diretor.

O filme tem uma costura poética alinhavada pela trilha sonora ou por um narrador. A voz fala pelos autores que olharam para a Redinha em algum momento de suas produções intelectuais, como é o caso de Luís da Câmara Cascudo, Newton Navarro, Palmyra Wanderley, Jarbas Martins e Mário de Andrade. O próprio diretor mergulhou nessas leituras, iniciando pela sua biblioteca.

“O mais difícil foi fazer esta seleção de textos. Muita coisa ficou de fora. Mas todos os autores fazem parte de minha memoria afetiva”, conta Augusto Luís.

A trilha sonora também é eclética, mas cirurgicamente inserida para dar força a cada cena. Tem de Brinquedo Rico, Mirabô Dantas a Carlos Gomes e Brian Eno.

Para a pesquisa de imagens, o diretor contou com a contribuição do colecionador André Madureira, que possui um acervo raríssimo com fotografias da praia, algumas aéreas, adquiridas em leilões e de colecionadores no exterior.

AUGUSTO LUÍS: “MAIS TRABALHO AUTORAL”

Diretor de filmes publicitários há mais de 20 anos, Augusto Luís pretende retomar sua produção autoral que ficou em segundo plano desde que dirigiu ‘Ribeira Velha de Guerra’ e o curta ‘Poço festim Mosaico’, de Marize Castro.

“Tinha feito o Ribeira Velha de Guerra, há de 25 anos. Tinha passado minha infância no bairro da Ribeira. Fazer a Redinha agora foi apenas uma continuação do meu olhar saudosista e, também, porque a Redinha tem três vogais e quatros consoantes e a Ribeira tem 4 vogais e apenas três consoantes”, comenta o diretor.

Augusto planeja dedicar-se mais ao trabalho autoral e tem alguns temas já adiantados. Um deles é o curta “Rocas Quintas”. Também já tem imagens para ‘Cenas sem Sorte’ e o ‘Memória de ficção’.

GOIAMUM

O festival acontecerá de 6 a 10 de junho, em Natal-RN e sua realização é uma parceria da Casa de Produção e ONG Olhares, tendo a consultoria do produtor William Hinestrosa. O Goiamum Audiovisual 2018 é viabilizado com recursos da Secretaria do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura-Governo Federal, através de edital para festivais de cinema, no qual obteve nota máxima. Também conta com a parceria da Fiern/Sesi. A Direção Geral é de Keila Sena.

Programação completa clique AQUI.

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