Esso lança 3º CD com temas sobre holismo, solidão, corrupção e morte

O cantor/compositor Esso apresenta o show Agreste na quinta, 17 de maio, às 21h, no El Rock, em Candelária, para lançar o CD Várzea da Caatinga. O evento faz parte da temporada Maio Maior, que durante todo o mês está levando o músico para uma circulação pela cidade de Natal e região metropolitana com a finalidade de promover o seu 3º disco em estúdio. No palco, as músicas gravadas ganham versões mais intimistas e mais espontâneas, em geral acompanhadas por instrumentos percussivos que flertam com a música regional, como o zabumba e o triângulo.

SOBRE VÁRZEA DA CAATINGA

O CD, assim intitulado em referência ao nome antigo de sua cidade natal, dá continuidade ao trabalho de registro do cantor/compositor após os 2 lançamentos anteriores: Bossta Nova (2006) e Alma de Poeta (2009), ambos lançados pelo seu próprio selo, o Elephante Registros.

Contendo 13 faixas, o novo disco tem como base as raízes sertanejas do autor e revela as influências da cultura nordestina em sua criação, dialogando com a obra de artistas regionais como o seu próprio pai sanfoneiro, Zé de Cezário, passando por Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, além de contemporâneos como Zé Ramalho e Alceu Valença etc, explorando novos caminhos em xotes e baiões que incorporam elementos surpreendentes, desde as temáticas das letras até o tratamento sonoro dos instrumentos utilizados.

Todas as músicas gravadas são de autoria de Esso, sendo Lambança uma parceria com Pedro Osmar, do Jaguaribe Carne, coletivo paraibano que vem fazendo história em João Pessoa. Já a Canturia da Miséra e da Afrição, a primeira música composta pela banda Os Quatro, onde Esso tocou e cantou nos anos 90, é assinada pelos seus 3 companheiros na primeira formação do quarteto: Goío, A. Manu e Lauro Luthier. Nela, a base roqueira abre caminho para uma letra matuta inspirada na poesia de Renato Caldas, poeta popular potiguar.

O repertório contém canções das diversas fases de sua criatividade e as temáticas são distintas, englobando holismo, solidão, religião, corrupção e morte. Em comum, os arranjos percussivos caracterizados pela zabumba e o triângulo onipresente, que dão alicerce para o piano elétrico, violões e guitarras, além da sanfona, tocada pelo seu pai septuagenário, a quem o CD é dedicado.

Lulinha Alencar, corresponsável pela maioria dos arranjos ao lado do irmão, imprimiu sua versatilidade e riqueza harmônica ao conjunto, que contou ainda com o apuro percussivo de Jaildo Gurgel. Há participações especiais de Jubileu Filho e Gilberto Cabral, nos sopros, e de Samir Almeida, num diálogo inusitado em Doideira. Também há a participação de Daniel Loddo e Céline Ricard, integrantes do La Talvera, um grupo de música tradicional do sul da França.

Com o novo disco, Esso dá início ao projeto de lançar a trilogia rítmica, onde pretende apresentar mais 2 CDs com temáticas sonoras diferentes até 2020.

SOBRE ESSO

Natural da caatinga do sertão potiguar, Esso iniciou sua carreira musical em Natal, onde cantou e compôs para a banda “Os Quatro”, entre 1991 e 2001. Após sua atuação na cena roqueira da capital, investiu no intimismo de uma linguagem mais contida e serena em Essência, concerto semielétrico no qual se aproximou de estilos mais rebuscados e apurados, em que predominam os instrumentos acústicos e a postura mais intimista.

Em 2002 entrou numa nova fase de sua carreira artística, experimentando novas linguagens e modos diferentes de expressão do seu som, em busca de profissionalização para o seu trabalho, e investiu no repertório sutil de Tom Pessoal, projeto com o qual se apresentou nos anos seguintes.

Bossta Nova, seu primeiro disco, foi lançado oficialmente por selo próprio – Elephante Registros – em 2007, com a estreia do show Instinto Dissonante. A destacar, a interpretação de ‘Guigue’, composta e gravada em Sampa, com a qual participou também da coletânea Musiclube SP, publicada ao lado de Pedro Osmar e outros integrantes do coletivo homônimo.

Em 2009 foi agraciado com o Prêmio Pixinguinha e apresentou Alma de Poeta, seu segundo CD. O disco reflete a relação entre música e poesia que sempre norteou seu trabalho, desde sua antiga banda.

Como dirigente da Cooperativa da Música Potiguar (COMPOR), o músico participou de suas atividades artísticas através do show Uníssono (2011/2012), e em 2013 com o mini-show Café Estresse dentro da Mostra Musical da Compor.

Paralelamente, entre 2011 e 2014 Esso montou com amigos a RAUL SEIXAS BANDA CLUBe, onde releu com originalidade a obra do compositor baiano através do show Tolo de Ouro.

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